Diário

O meu Benfica e a perda de todas as competições.

Talvez por ser difícil para mim, falar deste assunto e também pela minha falta de confiança na vitória, não vi o jogo nem assisti a nenhum programa de rádio ou TV onde se falasse do assunto Taça de Portugal.
Ligação para ouvir o engrandecedor Hino do Benfica, enquanto se lê o humilde texto que escrevo.
Como não vi nada nem ouvi, na linha de que penas que se não vêem não se sentem, levei isso a peito como anestesiante e assim me mantenho até agora. Mas sabendo o resultado e sabendo que no final o Cardoso se insurgiu com o Jorge Jesus, tenho de falar de forma apenas irracional e subjetiva do meu Benfica.
Podia ganhar todas as competições em que estava envolvido e no final perdeu uma na meia-final, a taça da liga, perdeu o campeonato como Estoril ou com o FCP, injustamente, pela terceira vez perdeu com o Chelsea e finalmente foi de forma quase humilhante derrotado na final da taça. Termino dizendo que perdeu na praia mas todo o ano foi um digno competidor e a equipa foi respeitada e até temida por todos quantos defrontou.
Falarei também de Jorge de Jesus, que soube trazer de novo à ribalta do futebol português e europeu o meu Benfica como já não acontecia faz muitos anos, admita-se mesmo que durante estas temporadas que esteve na Luz o Benfica é uma equipa bem estruturada e muito capaz, mas que por uma ou outra condicionante não conseguiu levar a água ao seu moinho. Ainda assim só por casmurrice se poderá dizer que o trabalho foi mau, embora seja para mim fácil de admitir que com um pouco mais de ousadia poderíamos ter ganho o campeonato da Liga e a Taça de Portugal e mesmo ter passado à final da Taça da Liga.
Foi pouco ousado o treinador ou até temeroso em algumas ocasiões trazendo a equipa para trás quando o não deveria fazer, mas alguém que deu tanta alegria aos adeptos não pode passar de bestial a besta. Não o acho um admirável tratador da língua de Camões nem o acho uma figura avassaladora em termos de imagem, mas na globalidade acho-o um belíssimo treinador, além de que uma figura que prestigia o Benfica, terá sempre a minha incondicional admiração.
Já a Cardozo tenho de entender, sentiu muitas vezes que poderia ajudar a equipa se ficasse mais tempo em campo e que por sair ou não jogar a sua equipa perdeu os dois jogos decisivos. Embora criticável a sua ação sustenta-se na chamada razão atendível e tenho perante ela grande compreensão. Gosto dele enquanto jogador, acho-o competente e espero que saiba pedir desculpa ao treinador e a quem tenha ofendido. É jovem, estava de cabeça perdida pela raiva de perder todas as competições no final das batalhas. Parece-me que Jorge Jesus soube perceber a sua ira e terá até tratado a coisa com grande sabedoria, esperemos agora que ambos saibam gerir a situação e se não deixem conduzir por mesquinhas decisões. Ambos são importantes para o Benfica e por isso se devem entender.
Terminarei falando da grandeza tamanha da Nação Benfiquista, não será uma época que termina de forma perdedora mas com grande dignidade que fará do Benfica maior ou menor. O tamanho da grandeza do Benfica é deveras inquestionável, não serão meia dúzia de arruaceiros ou diminuídos na compreensão que nos derrotarão emocionalmente. Falam tanto do Benfica e regozijam-se com as suas derrotas, apenas pela sua dimensão inalcançável por qualquer outro clube em Portugal ou mesmo na Europa exagerando até um pouco quem sabe no mundo, pois nenhum tem tanto sócio inscrito como o nosso Benfica.
VIVA O BENFICA SEMPRE. FOI, É, E SERÁ O MAIOR CLUBE DE PORTUGAL. VOLTAREMOS A GANHAR SE CONTINUAR ESTE CAMINHO DE SOLIDEZ E BEM FAZER.
26-05-2013
Dinis Jesus

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As acertadas declarações do ex-secretário de estado da cultura.

Confesso que começo a achar que todas as pessoas inteligentes nomeadas para o governo o querem abandonar rapidamente.
Escutámos de Francisco José Viegas, uma frase absolutamente correta.

“Os ricos portugueses andam especialmente tolos e eles são especialmente responsáveis por esta situação, porque podiam fazer e não fizeram. Se alguma coisa falhou nos últimos 40 anos foram estas elites, não fomos nós todos.”
Não podemos estar mais de acordo com a frase anterior, mas estamos ainda mais com a seguinte:
“Quando nós estamos a deslocar a culpa para nós que votámos ou que governámos, não. Quando me diziam: agora que já estás fora do poder, eu começava a rir. Poder? Qual poder?”
Ambas as frases retiradas desta entrevista.
A saída mal esclarecida deste homem de cultura, do elenco governativo, junta-se a outras pouco esclarecidas ou nada esclarecidas, onde pontua a saída forçada do ex-secretário de estado para a energia. Parece que alguns um pouco mais observadores não se querem perpetuar por esta governação, pena o primeiro-ministro não pensar o mesmo. Não querem pela falta de poder que têm.
Do que eu depreendo das palavras do homem, o poder pertence única exclusivamente a Gaspar ou aos tais ricos que critica na entrevista. Serão, do que depreendo, os ricos que podiam fazer coisas e não as fizeram a ter o poder que diz não terem os membros do governo.
Eu por mim digo-o há já muitos anos, não são os governantes que decidem nada. Quando muito, determinam no sentido de garantir os interesses dos tais ricos, esperando a devida compensação quando abandonarem o governo. Como tal fosse quem fosse a governar desde 1986 até hoje estaríamos mais ou menos na mesma, exceto se tivéssemos escolhido muito à esquerda os governantes. Ainda assim não temos a garantia que mesmo esses, de quem somos próximos, não tivessem criado outro tipo de elites.
Veja-se a promiscuidade entre o governo e a EDP no caso da demissão do secretário de estado da energia, assunto que já tratámos em texto anterior. Falo deste caso a título de exemplo, mas podia falar de muitos casos onde grandes empresas privadas obtêm lucros fabulosos apenas porque as transferências diretas do estado para elas os geram. Não porque sejam os seus administradores quaisquer gurus da gestão lucrativa.
Este modelo económico vigente no mundo ocidental e a contaminar todo o restante planeta, não é sustentável pelo facto de ter exatamente o mesmo ou mais dinheiro que noutras alturas, mas ainda assim estar a gerar pobreza neste mesmo mundo.
Mandam e determinam para todos, o capital e os grandes grupos económicos com a alta finança à cabeça. Os políticos servem apenas de joguetes nas mãos de tais gentes, muitas vezes sem cara e sem personalidade jurídica atacável em caso de fraude.
O QUE SERÁ NECESSÁRIO ACONTECER PARA, OS INFELIZES PORTUGUESES, VEREM QUE PARA HAVER MUDANÇAS SERÁ NECESSÁRIO MUDAR DE PARADIGMA SOCIAL? PARA ISSO URGE ELEGER A ESQUERDA RADICAL, SE NÃO COM OUTRO MOTIVO, PELO MENOS COM O DE CORTAR RADICALMENTE COM A LINHA DE COMANDO CURRUPTA INSTALADA HÁ 30 ANOS NA NOSSA SOCIEDADE.

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Duas opiniões acertadas da ministra da justiça e as suas costumeiras tolices.

Desta espalhafatosa e tola ministra, também se conseguem ouvir coisas acertadas. Foi desalinhada e assumiu a sua posição na questão da adoção por casais homossexuais e acha necessário criminalizar a mutilação genital feminina.
Falava a ministra em entrevista que não está refém do ministério das finanças para resolver assuntos laborais pendentes no seu ministério. Até pode parecer um assunto importante, mas eu acho que de todo não é. Além disso também acho que todos os ministros estão reféns do Gasparzinho.
Diz também a ministra que embora com atrasos e reconhecendo problemas, não faltarão cuidados de saúde à população prisional. Será que isso é verdade? É que faltam para toda a gente, a não faltar para essas pessoas presas, se calhar bater num policia ou num governante pode assegurar uma cirurgia ou qualquer exame mais difícil.
Além de tudo, constata o obvio, diz que para qualquer ligeira alteração orçamental é necessário autorização do ministério das finanças, contrariando a ideia do não estar refém do ministro Gaspar para negociar com os guardas prisionais.
Grande confusão reinará na cabeça desta senhora ministra. Cada dia mais entendemos que o ministro, apenas deveriam chegar gentes honestas e discretas, que não dissessem sistematicamente barbaridades para ter protagonismo.
QUANTO MAIS TEMPO DARÁ A MÚMIA CAVACO SUPORTE A ESTA ESTUPIDA, ARROGANTE E INCOMPETENTE GOVERNAÇÃO?
24-05-2013

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Gaspar e a altura certa para o investimento.

Esta gente é tonta e quer fazer de nós tontos, bem sabemos que faltam poucos meses para as autárquicas, mas calma não é com umas medidas de propaganda que vamos, agora já devidamente curtidos da pele, ser enganados facilmente.
O ministro Gaspar, veio hoje perante a contínua derrapagem orçamental, apresentar uma serie de medidas teoricamente promotoras de investimento. Afirmando ser agora a altura disso. Notícia do económico
Por vezes questiono-me, o que julgarão estes ministros de pacotilha que são os eleitores, tolos ou completamente burros e altamente manipuláveis? Porque será agora a boa altura? Se o dinheiro não vai ser do estado, porque não poderia ter sido feito simultaneamente com o rigor orçamental. Se é privado o investimento, se as medidas de financiamento vêm da banca, portuguesa e alemã, porque agora é que é certa a altura?
Será porque só os mais ricos terão agora acesso ao crédito? Será porque perceberam agora que estavam errados anteriormente? Ou será porque teremos autárquicas este ano?
Ainda assim estas medidas servirão zero para aumentar o emprego ou mesmo o investimento, só quem está devidamente capitalizado e sempre teve acesso ao crédito bancário poderá agora investir os tais três milhões que darão acesso ao crédito fiscal e assim diminuir a receita do estado sem criar emprego nem receita por lado nenhum. Gente tola a tentar tornar os outros tolos, entenda-se por outros os portugueses eleitores, os únicos que são contáveis e como tal contam para eles.
Transformar as dívidas das empresas ao estado, na maioria incobráveis, em capital social das empresas e como capital de risco as dividas à banca dessas mesmas empresas, claro contra a apresentação de bons projetos e criação líquida de emprego, é que seriam boas e frutuosas medidas. De outra forma vão as empresas continuar impedidas de aceder ao crédito e de investir seja lá que quantidade de capital seja.
Enquanto esta gente se mantiver pela governação, não sairemos desta miserável condição de falsidade e incompetência política. São intelectualmente e honestamente miseráveis, além de que fazem fazem dos seus concidadãos miseráveis em termos económicos.
O QUE ACHARÁ DISTO O CAVACO MUMIFICADO, OU ANTES FOSSILIZADO. SE É QUE UM FÓSSIL MESMO COM UM BATALHÃO DE RESINGÕES CONSELHEIROS DE ESTADO, PODE ACHAR SEJA O QUE FOR DO ALTO DA SUA DECREPITUDE.
23-05-2013
Dinis Jesus

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O favor que o incompetente Passos Coelho faz aos burros portugueses.

Está tudo a ficar afetado por esta situação de crise, esta será a única justificação que eu encontro para tanto disparate dos governantes e suas famílias.
Temos visto de tudo desde que esta gente do governo assumiu o poder mas, os dislates, os atropelos constitucionais e até as incompetências e sucessivas más decisões, acompanhados de uma estratégia comunicacional que salta de tolice em tolice, são pouco quando comparadas a esta pérola noticiosa que a seguir disponibilizamos.
Pai de Passos em entrevista.
Talvez vejamos na leitura da notícia a mesma capacidade de adivinhar que o filho quando na oposição demonstrava ao criticar Sócrates e ao prometer o Éden, mal chegasse a primeiro-ministro. Estas certezas provincianas e até comezinhas são aceitáveis no senhor, dado o avanço na idade a normal perda de capacidade que tal traz.
Não sabemos se o homem fala a verdade e algumas das coisas lhe foram mesmo ditas pelo filho ou se diz isto porque o intuiu das conversas que vai tendo com ele, que serão breves e poucas pela agenda ocupada de um chefe de governo. Sabemos sim que ao dize-lo tinha a intenção de justificar o filho e assim dando-lhe alguma proteção.
Tal atitude pode ser tola e embaraçosa para o filho, dada a posição que ocupa, mas entenda-se o provincianismo pela poderosa causa que a paternidade representa. Aceitamos assim as declarações como a defesa das medidas aplicadas pelo seu filho, baseada na causa paternal e da proteção parcial dos seus. Será a intransigente defesa da prole, coisa que nos parece legitimada pela causa emocional de ser pai.
Quase nos daria vontade de rir, se a coisa não fosse tremendamente séria, o lado messiânico da frase que só ele, Passos Coelho filho, pode evitar o colapso deste enganado país. O pai atribui a frase ao filho, preferimos acreditar que terá entendido mal e esta será a sua livre interpretação daquilo que o filho, para lhe aconchegar o ego, lhe terá dito em alguma ocasião para justificar os nomes que vão chamando aos progenitores do primeiro-ministro.
De uma coisa temos a obrigação de repreender o senhor, será a forma como ensinou o filho a comportar-se perante os outros e perante a verdade. Devia ter ensinado ao filho que mentir é feio, que se não devem enganar os mais frágeis em termos de, informação, cultura e esclarecimento político ou ainda prometer uma coisa e fazer o oposto.
Daremos apenas mais um recadito a este extremoso pai, estes portugueses que agora vaiam o filho, são os mesmo que incitados por ele, vaiavam o Sócrates por medidas muito menos castigadoras. Quem com ferros mata, com ferros morre, sempre nos ensinou a sabedoria popular.
TRISTE ESTARÁ UM PAÍ QUE CRIA UM FILHO PARA O VER SER OFENDIDO SISTEMÁTICAMENTE, MAS PODE SEMPRE TENTAR ACONSELHAR O RAPAZ A LARGAR A COISA RAPIDAMENTE PARA CASTIGAR O GOVERNO VINDOURO. PARA OS PORTUGUESES NUNCA PODERÁ SER PIOR QUE AQUILO QUE HOJE TÊM, SENHOR PASSOS COELHO (PAÍ).
22-05-2013
Dinis Jesus

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Eleições antecipadas, solução ou problema?

Hoje Marcelo na terra onde é autarca diz que eleições antecipadas antes da saída da Troika, serão mais um problema que uma solução. Qual será o mal, que trariam umas eleições antecipadas?
Escutámos com ligeireza as declarações de Marcelo acerca da possibilidade de eleições antecipadas, falava no rescaldo do conselho de estado de ontem. Conselho de estado que ao que parece foi aceso em alguns períodos, nomeadamente como presidente do tribunal constitucional a criticar abertamente o primeiro-ministro pelos ataques feitos ao tribunal na altura da declaração de inconstitucionalidade de algumas medidas constantes no orçamento de estado.
Notícia do ionline com declarações do prof. Marcelo
Mais uma vez a corrente que defende que eleições antecipadas são um problema, não o fundamenta em coisa nenhuma, ou pelo menos em coisa concreta, pois ficam sempre pela mera ideia que coisa boa não seria, pelo menos antes da ida da Troika embora.
Já nós ao contrário da opinião do ilustre professor, achamos que as eleições deviam ser urgentes e quanto mais cedo melhor, pois este governo vai fazer a situação económica do país ficar ainda mais débil a cada dia que se mantenha a gerir os destinos dos portugueses.
Não sabem governar, todas as medidas que tomam vão no sentido de ser mais papistas que o papa, aplicando uma austeridade criminosa que apenas consegue fazer pobres, mas não corrige as contas em nada. Antes as agrava cada dia mais e ao empobrecer o país cada dia o coloca mais longe de conseguir solver os seus compromissos.
Se mal pergunto, gostaria de saber que mesmo que o que agora está previsto se cumpra e em 2015 tenhamos um deficit de 2,5%, teremos ou não de continuar a gerar divida, se temos deficit, para o pagar só endividando-se. Que raio de matemática usarão tão ilustres craneos para o não verem? Só abateremos divida, de forma visível, se não tivermos deficit ou formos excedentários, o resto será sempre engenharia financeira. Claro que poderemos alocar uma boa parte do OE ao abater da divida, mas se este for deficitário a divida apenas será transferida para outro qualquer sitio, com as consequências já previsíveis da encolha sucessiva da nossa economia.
Não entendo em que prejudicariam as eleições o normal funcionamento dos acordos, nem que mal causariam, mas admito que pudessem abalar brevemente a confiança dos malditos mercados na nossa economia, mas como previsivelmente ganharia o PS, logo de os mercados e a UE passariam a achar brilhante a governação se cada nova medida fosse acordada com a Troika.
BASEIAM ESTE MEDO, O DAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS, NUM FANTASMA QUE DE TODO NÃO EXISTIRIA, A ESCOLHA DO POVO TEM DE SER SEMPRE UMA SOLUÇÃO, NUNCA UM PROBLEMA. DE OUTRA FORMA, ASSUMAM A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA E SEJAM MAUS MAS SÉRIOS.
21-05-2013
Dinis Jesus

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A incompetência do governo e a urgência de uma revolução.

Hoje um membro da igreja católica, que de todo não poderá ser conotado com a área comunista do nosso universo político, reclamou uma revolução com causa na fabricação de miseráveis pela incompetência deste governo.

Esta gente que governa será insensível aos apelos de todas as áreas políticas? Até à sua área de influência e universo eleitoral, fará orelhas moucas? Refiro-me claramente à social-democracia e à democracia-cristã que são a génese dos partidos do governo e na qual se reveem a maioria dos católicos.
D. Januário Torgal Ferreira, tem vindo a mostrar uma forte consciência social e uma atenção ao país que temos que vai muito de encontro ao que deveria ser a atenção que todos deveríamos dar aos assuntos da governação. Deveremos dar atenção, não se resignando com meia dúzia de comuns disparates que nos vão atirando em surdina, como o vivemos acima das nossas possibilidades, gastámos mais que aquilo que podíamos, temos de empobrecer para ser equilibrados, etc etc.
Ouçam-se aqui as suas palavras em entrevista na RTP.
Diz claramente o bispo, que se o fundador do PSD hoje cá estivesse estaria na rua a reclamar uma revolução, de tudo o que sabemos de Sá Carneiro, não nos custa admitir tal coisa. Tal como temos visto a muita gente, que já militou ou milita nos partidos da área do governo, reclamar aos sete ventos a incompetência deste miserável governo, também ele certamente reclamaria na mesma direção. Esta governação é pior em termos económicos que o pior de Salazar, direi mesmo muito pior.
Como sempre temos dito, esta governação é a pior de todas as que tivemos em tempos de democracia, criaram miseráveis aos milhões, mas não corrigiram nada em termos de contas e teremos de cair numa situação de incumprimento mais dia, menos dia. Ou a europa muda de caminho e ajuda os periféricos a resolver a crise da dívida. Difícil é hoje encontrar alguém que esteja de acordo com as práticas deste governo, além de Gaspar e Coelho é claro.
Abanam com os ganhos de credibilidade, esses que puseram a taxa de juro 1% mais baixa que na ultima emissão de divida a dez anos feita pelo governo Sócrates. Será que esta baixa de 1% se deve aos sacrifícios do povo e à geração de milhares de pobres ou ao que disse Draghi no final do verão passado? Refiro-me ao ele dizer que o BCE compraria toda a divida dos países em dificuldade no mercado secundário. Uma afirmação desta natureza valerá mais ou menos que 1% de variação na taxa de juro? De todo não sabemos, mas os que governam também não, ficar-nos-á a dúvida a nós e a eles do governo e seus apoiantes.
E a múmia Cavaco? O que ouvirá ele hoje em dia de conselho de estado? Estará preocupado com o futuro pós troika ou com o hoje e amanhã? Será capaz de escutar devotamente este senhor bispo? Se não for que escute então a sua devota Maria, já que ela é tão crente e certamente aceitante do que diz tão ilustre membro da igreja em que ela acredita.
Direi para terminar, o povo português nunca foi tão mal governado desde que me conheço gente, bem sei que sozinhos pouco podemos fazer contra o rolo compressor da política económica vigente no mundo ocidental, mas não nos ficaria mal tentar. Temos de deixar de fabricar os tais miseráveis de que fala o Sr. Bispo, sob pena de um destes dias sermos maioritariamente um país de miseráveis, ponteado apenas por meia dúzia de muito ricos e completos manipuladores da economia.
A REVOLUÇÃO PODE MUITO BEM SER NAS ELEIÇÕES, SEM GRANDES ALARIDOS OU TRÁGICAS CONVULSÕES. ASSIM OS PORTUGUESES ACORDEM PARA A REALIDADE E SE DEIXEM DE TOLOS PRECONCEITOS ANTI-ESQUERDA.
DAVA MUITO JEITO QUE A MÚMIA DESSE UM EMPURRÃO, SE CALHAR BASTARIA ESCUTAR COM ATENÇÃO OS CONSELHEIROS DE ESTADO. QUANTO MAIS CEDO FOREM AS ELEIÇÕES, MAIS DEPRESSA NOS LIVRAREMOS DESTA CRIMINOSA INCOMPETÊNCIA.
20-05-2013
Dinis Jesus

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A comida como pagamento de trabalho ou a falta total de humanismo.

Estava determinado a falar da perda do campeonato pelo meu Benfica. Mas eis que vejo esta notícia e de novo volta a minha costela humanista a falar antes da costela emocional, ainda que por isso me continuem a achar muito chato.
A notícia de que falo versa a comida em troca de trabalho, o pior de tudo é que todas as opiniões que ela transmite, admitem a situação como coisa boa. Será que admitem a escravatura como coisa normal? Os escravos também tinham alimentação, até com sorte e se bem comportados um dia a carta de alforria. Talvez também estes, um dia trabalhem como assalariados e voltem a ter a dignidade de poder comprar a sua comida.
A tal notícia da SIC notícias
Esta coisa, que alguns até acham de coisa boa, mais não é que uma atitude caridosa, mas agora requerendo por ela uma compensação, o trabalho sem salário. Se a causa solidária só por si já me choca, não pelo ato solidário em si, mas pela situação que a montante o motiva e que se chama necessidade por pobreza extrema. Não posso assim de nenhuma maneira aceitar esta situação como coisa boa.
Bem sei que alguns, falsos moralistas militantes, virão rapidamente dizer que isto é melhor que roubar ou recorrer a atitudes imorais para ter sustento. Para alguns desentendidos e desprovidos de valores humanistas, até poderá ser. Mas para mim que venho de uma família em que um dos progenitores passou fome na sua infância e adolescência, tal forma de pagamento representa o retorno à escravatura e à condenação de alguns à indignidade, mesmo trabalhando.
Revolta-me a necessidade de haver pessoas que se sentem devidamente compensadas por não terem fome. Lembro-lhes que qualquer animal está nessa situação, ou porque é doméstico e o seu dono lhe dá comida ou então porque é selvagem e a caça ou a recolha na natureza lhe matam a fome. Estaremos, alguns, a transformarmo-nos em animais domésticos?
Lembro ainda os meus pacientes leitores que alguns animais, por nobreza de carater, preferem morrer de fome que serem alimentados em regime doméstico. Se calhar eu sou um desses, serei dos que preferiria morrer de fome a trabalhar por comida. Chamai-lhe o que quiserem, mas ser domesticado por este modelo ultraliberal capitalista não serei nunca.
Entristece-me ainda mais por ver que muitos já se renderam ao sistema, mais ainda por ver neles, gente bem formada e que pôde andar na escola, como tal até fala bem. Misera sorte, esta que leva alguns a aceitarem o castigo como razoável medida, apenas para não passar fome.
Esta situação é a clara subversão da caridade, já que esta deveria dar comida sem pedir rigorosamente nada em troca. Só posso classificar esta condição como voltar à condição de animal doméstico, mas não de estimação e antes de trabalho, ou então pior ainda ao regime de escravatura. Em que catecismo estará esta como boa condição? Esta será medida de direita ou de esquerda? Não creio que seja pregada em nenhuma filosofia que tenha a humanidade como centro fulcral do universo.
Costumo afirmar que sou de esquerda, mas que aceitarei sem dificuldade o catecismo da igreja católica como modelo político sem barafustar muito. Pois a religião católica prega uma filosofia que não me custará a aceitar como boa em termos distributivos, isto apenas porque valoriza a condição humana em primeiro lugar e obriga aos mais abastados a alimentar os que não têm sustento, mas misericordiosamente sem pedir nada em troca e sem segundas intenções, até e apenas a de mostrar maior capacidade será entendida como pecado.
Este tema e o falar dele abala-me profundamente, pois é a admissão, no mundo ocidental, que alguns apenas pela pobreza causada pelo desemprego, sejam mais ou menos capazes, se terão de sujeitar aos que têm mais posses e capacidade económica.
VIVEMOS NESTE MISERÁVEL MUNDO NOVO, QUE BEM PODIA SER O TAL ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, MAS QUE POR CAUSA DA ERRADA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA PRODUZIDA POR TODOS, NOS ATIRA PARA OS TEMPOS DO FEUDALISMO.
QUANDO DIGO POR TODOS, NÃO ESTOU A DIZÊ-LO ESQUECENDO QUE ALGUNS NÃO TRABALHAM, MAS PORQUE SEI QUE SER UM SIMPLES CONSUMIDOR JÁ CONFERE LUGAR UTIL A QUALQUER CIDADÃO, TAL É IMPORTANTE MANTER O CONSUMO EM NIVEIS QUE VÃO POSSIBILITANDO HAVER EMPREGO PARA OS OUTROS QUE AINDA O VÃO TENDO.
SERÁ QUE ALGUNS COM CONSCIÊNCIAM MAIS HUMANISTA TERÃO DE VOLTAR À ANIMALIDADE DO APELO AO PEGAR NAS ESPINGARDAS?
19-05-2013
Dinis Jesus

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A culpa da banca e da alta finança na nossa situação.

Hoje Marques Mendes dá-me alguma tranquilidade, pois até aqui parecia-me que eu estava a ficar maluco e alucinado, por ser dos poucos que há mais de dez anos vêm dizendo que a banca e a alta finança levariam a Europa e sobretudo Portugal para a desgraça. Até pareço o Cavaco a informar que já tinha avisado.

Vejamos que hoje este senhor, umas vezes isento comentador, outras militante do PSD, outras ainda adivinho ou aprendiz de feiticeiro, veio dizer que a culpa de muito do que acontece em Portugal é dos banqueiros que temos. A verdade é que eu não podia estar mais de acordo com o homem.
Marques Mendes in o Sol
Eu desde o princípio deste seculo que venho chamando a atenção para os produtos virtuais e para a forma de gerir o mercado financeiro que a europa tem vindo a praticar, mesmo todo o mundo globalizado da banca e da finança, tirando umas quantas poucas honrosas exceções vindas de uns desalinhados países, sempre muito mal rotuladas pela atual máfia dos mercados financeiros. Essa entidade poderosa sem rosto e sem legitimação popular, mas que controla inapelavelmente os destinos dos povos, com o beneplácito dos poderes legítimos.
Por isso tenho de concordar com esta estranha e rara abordagem da coisa por parte deste senhor, confesso-me mesmo muito surpreendido com ela. Curioso que ontem tinha sido assunto de debate entre mim e dois amigos do facebook este tema da gestão criminosa da banca e as consequências disso para os povos europeus.
Vou deixar um vídeo do youtube com um trecho de uma sessão no parlamento europeu onde um deputado inglês fala sobre esse assunto e o que mudará com a aplicação das taxas sobre transações financeiras, diz ele e eu concordo, nada mudará enquanto não se alterarem as políticas criminosas impostas pelo poder da banca e alta finança mundiais.
Uma coisa estas políticas fazem, é cada dia trazer mais gente para o nosso lado da barricada, como até este insuspeito de esquerdista Marques Mendes. Pois sejam bem-vindos os que vierem por bem, ou seja os que vierem sem segundas intenções.
Digo-o também já há algum tempo, se queremos mudar alguma coisa de imediato, temos de nacionalizar a banca temporariamente. Claro que assegurando os direitos legais dos acionistas e depositantes. Mas só essa medida impedirá o continuar da desgraça até à debacle final.
PERGUNTO EM BUSCA DE RESPOSTAS INTELIGENTES, O QUE MUDARIA PARA A MAIORIA DOS CIDADÃOS DESTE PAÍS SE FOSSE NACIONALIZADA A BANCA?
JULGO QUE NADA, SE AS CONDIÇÕES DE MOVIMENTAÇÃO POR PARTE DOS CLIENTES FOSSE MANTIDA.
18-05-2013
Dinis Jesus

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Todos podem errar, como tal é aceitável. Já defender ou persistir no erro é absoluta estupidez.

Gaspar e outros teimosos seguem alguns estudos e princípios económicos como se de catequização se tratasse. Deveriam saber que habitualmente o espirito de cruzada traz maus resultados.
Hoje ao ler uma notícia do Económico onde se transcreviam trechos de uma entrevista ao Thomas Herndon, doutorando que detetou o erro da folha Excel, essa dos tais ilustres das econometrias a que Gaspar segue e de quem é fiel discípulo, uns tais de Reinhart e Rogoff, apeteceu-me dissertar acerca do espirito das cruzadas.
Esta gente que defende a austeridade, que defende o empobrecimento, que sacrifica o povo de países inteiros, que revê filosofias económicas que causaram avanços civilizacionais, mas que com tais revisões apenas piora a qualidade de vida da maior parte dos cidadãos, não pode ter outra motivação que não seja ideológica.
Se até entendo que na idade média e com um grau de conhecimento reduzido, com um nível cultural muito baixo, até mesmo entre as classes mais abastadas, a ideologia religiosa motivasse a conquista de territórios a coberto da cristianização, embora muita da génese das cruzadas já fosse económica, com o tentar acumular riqueza e benesses dos seus monarcas ou mesmo papais, pelos nobres cavaleiros cruzados.
Já na atual sociedade ocidental, com o grau de conhecimento acumulado e com o atual nível cultural de absoluta excelência, tenho muita dificuldade em entender a aplicação de medidas com tal atitude e barbárie que só o espirito de cruzada poderá justificar.
Vou usar uma ideia de Albert Einstein para dizer o seguinte: “ repetir sistematicamente uma experiência, mantendo os mesmos métodos e pressupostos, esperando de cada vez um resultado diferente, é absoluta estupidez”
Citá-lo-ei também para expressar uma ideia que me é, muito mas muito, querida e constante quando penso sobre o dia-a-dia: “ Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado.”
O que teremos de fazer para explicar a Gaspar e a uns quantos políticos europeus e de outras partes do globo, para que entendam que estão a experimentar um modelo económico em vários países periféricos que vai conduzir todos ao mesmo resultado, a pobreza por via da desmedida austeridade.
Concluo dizendo que o espirito de cruzada é um funcionamento deveras perigoso e que normalmente não leva a bons resultados, tal como poderemos inferir da análise das experiencias anteriores. Digo-o porque esta austeridade e a forma intransigente na sua aplicação, sem dar hipótese de apresentação de provas a outras teorias, soa a clara cruzada ideológica com a ideia original que só empobrecendo se pode equilibrar as contas. Até agora a lista de resultados conhecidos não favorece em nada a teoria que subjaz a esta cruzada.
TAL COMO DEMOS CONTA QUE O ECUMENISMO É MUITO MELHOR QUE A RELIGIÃO ÚNICA, ATÉ PELA IMPOSSIBILIDADE DA TOTAL ACEITAÇÃO DE UMA QUALQUER FILOSOFIA RELIGIOSA. TAMBÉM DAREMOS CONTA QUE NENHUMA TEORIA ECONÓMICA SERÁ A PANACEIA PARA TODOS OS MALES.
QUANDO DARÃO CONTA DISSO OS FERVEROSOS ADEPTOS DA AUSTERIDADE? SÓ NESSA ALTURA PERCEBERÃO QUE CADA CASO É UM CASO E QUE NÃO HÁ SOLUÇÕES COMUNS.
17-05-2013
Dinis Jesus

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