Diário

Eleições antecipadas, solução ou problema?

Hoje Marcelo na terra onde é autarca diz que eleições antecipadas antes da saída da Troika, serão mais um problema que uma solução. Qual será o mal, que trariam umas eleições antecipadas?
Escutámos com ligeireza as declarações de Marcelo acerca da possibilidade de eleições antecipadas, falava no rescaldo do conselho de estado de ontem. Conselho de estado que ao que parece foi aceso em alguns períodos, nomeadamente como presidente do tribunal constitucional a criticar abertamente o primeiro-ministro pelos ataques feitos ao tribunal na altura da declaração de inconstitucionalidade de algumas medidas constantes no orçamento de estado.
Notícia do ionline com declarações do prof. Marcelo
Mais uma vez a corrente que defende que eleições antecipadas são um problema, não o fundamenta em coisa nenhuma, ou pelo menos em coisa concreta, pois ficam sempre pela mera ideia que coisa boa não seria, pelo menos antes da ida da Troika embora.
Já nós ao contrário da opinião do ilustre professor, achamos que as eleições deviam ser urgentes e quanto mais cedo melhor, pois este governo vai fazer a situação económica do país ficar ainda mais débil a cada dia que se mantenha a gerir os destinos dos portugueses.
Não sabem governar, todas as medidas que tomam vão no sentido de ser mais papistas que o papa, aplicando uma austeridade criminosa que apenas consegue fazer pobres, mas não corrige as contas em nada. Antes as agrava cada dia mais e ao empobrecer o país cada dia o coloca mais longe de conseguir solver os seus compromissos.
Se mal pergunto, gostaria de saber que mesmo que o que agora está previsto se cumpra e em 2015 tenhamos um deficit de 2,5%, teremos ou não de continuar a gerar divida, se temos deficit, para o pagar só endividando-se. Que raio de matemática usarão tão ilustres craneos para o não verem? Só abateremos divida, de forma visível, se não tivermos deficit ou formos excedentários, o resto será sempre engenharia financeira. Claro que poderemos alocar uma boa parte do OE ao abater da divida, mas se este for deficitário a divida apenas será transferida para outro qualquer sitio, com as consequências já previsíveis da encolha sucessiva da nossa economia.
Não entendo em que prejudicariam as eleições o normal funcionamento dos acordos, nem que mal causariam, mas admito que pudessem abalar brevemente a confiança dos malditos mercados na nossa economia, mas como previsivelmente ganharia o PS, logo de os mercados e a UE passariam a achar brilhante a governação se cada nova medida fosse acordada com a Troika.
BASEIAM ESTE MEDO, O DAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS, NUM FANTASMA QUE DE TODO NÃO EXISTIRIA, A ESCOLHA DO POVO TEM DE SER SEMPRE UMA SOLUÇÃO, NUNCA UM PROBLEMA. DE OUTRA FORMA, ASSUMAM A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA E SEJAM MAUS MAS SÉRIOS.
21-05-2013
Dinis Jesus

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