Reflexões

Os alinhadinhos

Para nós, os alinhadinhos e bem comportados, aqueles que se julgam e querem puros, os que nunca abusam da sorte, os que querem a vida sempre com norte, sejam burros ou doutores, se a vida lhes for curta, será para eles e para os outros uma enorme sorte.
Quem não corre riscos verdadeiramente não vive, apenas existe quem sempre é cordato e comedido, passa pela vida sem causa e no fim nada fez sentido.
Afrontar o instituído, o politicamente correto é por vezes uma obrigação, para abrir mentes fechadas e retrogradas. Ainda que não nos aceitem, nos chamem de tolos ou mal-educados, faremos da vida uma luta, e não, não temos medo, enfrentamos sem nenhuma condição qualquer filho-da-puta.
O mundo está cheio de hipócritas, cheio dos que pensam em tudo alcançar, mas falam meigo e com doce tom, acham que se bem embalada qualquer merda é produto bom.
Não, não queremos essa gente, são trapaceiros e perigosos, impedem o mundo de avançar, formatam cabeças escravas, usam receitas antigas. E não, não os queremos sejam belos ou feios, sejam cigarras ou formigas.
Esses alinhadinhos, se um dia mandam, o nosso mundo fazem mau sítio e do viver um inferno com caldeirões onde nos cozam. Por isso gritamos bem alto e sem medo: os alinhadinhos que se fodam.

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Poesia

Mentirosas Gentes

A mentira é suas entranhas
Inventam suas façanhas
De tolices dizem montanhas
Seu viver é todo só barganhas.

A enganar, nunca as apanhas
Para comer lixo, são piranhas
São das doenças as peanhas
Seu mundo é pleno de artimanhas.

Pois há gentes bem estranhas
Com maldades tamanhas
Que vivem de suas manhas
E a todos só contam patranhas.

Na discussão nunca lhes ganhas
Tecem mais teias que as aranhas
E nunca na sua fala te desaranhas.
Afasta-te delas, ou não te amanhas.

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Poesia

Sucesso

Ajudar a quem precisa,
Nunca causar no outro a cabeça indecisa,
Rir alto e claro afastando a tristeza,
Granjear o respeito alheio com firmeza,
Obter o afeto de velhos e petizes,
Dar às pessoas rostos mais felizes,
Não dar crédito à traição de falsos amigos,
Deixar para trás os males já antigos,
De todas as obras apreciar a beleza,
Sejam elas humanas ou da natureza,
De encontrar o melhor no Homem ser capaz,
Respeitar o outro, seja ele menina ou rapaz,
Ao mundo acrescentar vida, uma qualquer,
Seja um filho ou um singelo malmequer.
Contribuir para melhorar a vida de alguém
É sucesso bastante, nunca serás zé-ninguém.

(Inspirado num dos pensamentos de Ralph Emerson)

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Diário

Costa, o usurpador seguro do lugar de primeiro-ministro.

COSTA, o usurpador seguro do lugar de primeiro-ministro.

Hoje contrariamente ao habitual, escreverei na primeira pessoa do singular, coisa apenas utilizada quando quero transmitir uma ideia que é apenas minha e apenas traduz o meu sentimento sobre um comportamento…

Devo, a bem da verdade, dizer que estou muito à esquerda de qualquer um dos que hoje se digladiam para ser o próximo PM, no interior do PS. Mas certas atitudes pessoais, de gente que com estratégia pensada longamente, levam a uma vitória mais ou menos fácil numa determinada contenda, soam-me a desonestidade intelectual…

Nunca pensei, um dia vir a querer participar na escolha do líder do PS e mais que provável próximo primeiro-ministro, mas se agora mo vão permitir, quero… Estranha situação, digo-o e explico porquê: Já ajudei uma vez a eleger o António José Seguro, nessa altura como líder da JS num congresso em Troia, tinha eu 19 anos e ele cerca de 27 ou por aí.

Tal congresso teve para mim um interesse superior, fez-me ver que aquele não era o meu mundo, nem aquela política me interessava. Ainda assim fui votando no PS até que saiu o António Guterres. Mas a guerrilha subterrânea que se movimenta em certos partidos, os interesses que subjazem ao querer ser eleito e o caminhar do PS para o centro deixando de ser no meu entender um partido de esquerda, fizeram-me passar a votar bem mais à esquerda do que o PS.

Constato agora que em boa hora me afastei do PS já que a gestão de interesses pessoais se sobrepõe ao interesse de governar bem o país. Isto porque António Costa quer apear António José Seguro, que deixou a trabalhar e a debater com o governo, desgastando-se por três anos, para agora só entrar na corrida na reta final da legislatura, usando como desculpa a fraca vitória do PS sobre a coligação nas eleições europeias, essas tais que tiveram uma abstenção de cerca de 67% e onde a maioria dos que se absteve seria dos partidos que têm governado sempre e nos têm nesta situação de superior austeridade.

Não gosto de facadas nas costas, muito menos quando já se haviam entendido num tal documento de Coimbra e o tal senhor Costa teve o apoio da direção do partido para ser candidato à camara de Lisboa e assumiu mais ou menos publicamente que Seguro seria o candidato a primeiro-ministro pelo PS, vejo agora que apenas o disse por uma questão de estratégia e que já sabia bem o que ia fazer. Tal atitude faz-me temer pela seriedade da palavra do tal de Costa. Será sina nossa a obrigatoriedade de ser-mos governados por gente sem palavra?

É causa de sorriso amarelo o escutar agora o Sr. Costa e acólitos a dizerem que querem apenas discutir ideias políticas e caminhos, que não querem discutir questões pessoais. Mas não será por acharem que Seguro não é a pessoa certa que se candidata o tal de Costa? Sendo por achar que o homem não mobiliza pela sua forma insegura de ser, isso é colocar indubitavelmente a questão no foro do pessoal…

Eu gosto de gente séria e que não se esconde atrás de frases bonitas e verdades feitas e que manipula consciências com base em dados falseados, independentemente dos resultados que obtêm com isso. Na política não pode valer tudo, independentemente de numa determinada altura entender-mos que certos caminhos parecem incorretos… Ou então quem estabelece os limites? Poder-se-á até destruir uma pessoa para ocupar o seu lugar?

Parece-me falta de lealdade a atitude de António Costa, como tal não posso nunca aceitá-la e por isso, a poderem os cidadãos não militantes, escolher também quem querem a liderar o PS eu escolherei o António José Seguro… Independentemente de vir a ser melhor ou pior líder do PS e para o PS que António Costa, esse que daqui em diante apelidarei de “ o matreiro”.

O que defenderá em termos ideológicos de tão diferente do “inseguro” Seguro? Que ideias terá tão inovadoras que porão o PS num caminho diferente do de hoje? Que fará perante o não obter a maioria como se teme que Seguro não obtenha? Com quem se quererá coligar no caso de ter de fazer coligações? Que políticas defenderá para afrontar os grandes interesses? Ter-se-á esquecido que o ultimo governo de que fez parte, foi o mais à direita que governou Portugal até chegar este criminoso governo que temos hoje?

E agora a questão mais premente: Que governação nos dará, diferente do que temos hoje e da que nos daria Seguro? É que ainda não ouvi nada de concreto acerca disso, não ouvi nem uma medida inovadora vinda da boca deste novo pseudo-heroi…

Este caso de querer o poder é apenas mais um episódio na triste na vida politica deste nosso triste país. Se já tinha tido a hipótese e a vontade de assaltar o poder antes das eleições autárquicas e europeias este tal Costa. Porque não avançou então e só o faz agora?

Termino com uns versos do ilustre Camões e que estão bem a condizer com esta situação.

 

Ó GLÓRIA DE MANDAR, Ó VÃ COBIÇA

DESTA VAIDADE A QUEM CHAMAMOS FAMA!

(…)

MISERA SORTE, ESTRANHA CONDIÇÃO

16-06-2014

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Poesia

Dias de nuvens

Neste hoje, tempo de cinzentas cores
Vamos vivendo com agre sabor na boca,
Se somos mais arrojados ou atrevidos,
Não admitindo ser pelo bando, absorvidos,
Logo seremos acusados de ter cabeça louca.

Pois não liguemos ao tal ignóbil bando
Guiemo-nos por individuais e livres pensamentos
Avançando corajosos na direção de boa causa,
Cultivando-se a cada dia mais sem qualquer pausa
Opinando sabiamente em todos o fóruns e momentos.

É que há muitos que não vivem, arrastam-se até morrer.
No aceitar ser explorados são colaborantes primeiros,
Não se revoltam, não questionam, aceitam tranquilamente,
Culpam sempre os outros, esquecem seu votar estupidamente
E que funcionam como animais, mas desses, são autênticos carneiros.

Dinis Jesus – 25-04-2014

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Poesia

O acerto possivél

Quando o desejado se mostra inatingível
As escolhas ficam fáceis, aceita-se menos.
Com sorrisos tristes, disfarça-se a perda
Decide-se novo rumo, agora mais possível.

Com o pensamento em ti, a vida avança
Bebendo mágoa, saciando a sede ao peito.
Menos feliz o coração, mais calma a mente,
Dentro do menos, escolhe-se temperança.

Noutro caminho nos vai o tempo levar,
Na curta vida és só desejo inalcançável,
A Deus peço para certa maldade relevar.

Já são longos anos, muitos, em que sofria
Eras desejado acerto, deveras impossível
Mas sabes? Eras tu, quem eu mais queria.

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Diário

A inteligência e moralismo de um tal Núncio… Ao conjunto até podia chamar-se estupidez.

A INTELIGÊNCIA E MORALISMO DE UM TAL NÚNCIO…..
AO CONJUNTO PODIA CHAMAR-SE ESTUPIDEZ…

Porque certas pessoas em lugares de destaque no governo, por vezes nos parecem um bocado estupidas, mais uma vez vou zurzir nelas, hoje vai ser num tal de Núncio.
Depois de ouvir as declarações do Sr. Secretário de estado das Finanças, que vem com ar de justiceiro e moralista dizer umas coisas, que a serem implementadas vão impedir o estado de receber muito do que até aqui recebia em tramitação de processo-crime por falta de pagamentos ao fisco.
Queríamos colocar aqui o caminho para o vídeo que vimos na SIC noticias, mas como não o encontramos deixamos a noticia da pagina do Facebook da TSF para dar credibilidade ao que digo que o tal Sr. disse…
Começo por questionar o Sr. Secretário de Estado sobre o que entende ser o superior interesse do estado, receber os impostos em falta ou prender pessoas? Mas eu ao que parece sei melhor a resposta que o tal senhor. Claro que é do superior interesse da coisa pública o obter a cobrança dos valores em falta, já que prender as pessoas até custa cerca de 45€ por dia ao mesmo estado.
Pois diga-me o Sr. Núncio, que facto motivará o devedor a pagar, se vai ser condenado da mesma forma a prisão ou à pena correspondente pagando ou não pagando, ou mais uma vez a lei, tal como outras, vai ser tão estapafúrdia que só vai colocar na mesma situação os que não pagam porque não podem, daqueles que não pagam porque não querem. Ou então a tal lei terá de estar tão bem urdida que vai calibrar as penas de forma que não fique ao livre arbítrio de uns senhores juízes a dimensão da pena, para que um desgraçado que seja condenado por ter atrasado ou não pago umas poucas centenas de euros não seja tratado da mesma forma que aquele que não pagou dezenas de milhares ou até milhões de euros.
Custará a perceber que a isenção de pena era o que levava por vezes o devedor a endividar-se noutro qualquer credor ou familiar para ficar livre de pena, sobretudo de prisão? Talvez custe, tão pouco perspicaz nos parece o raciocínio que subjaz às declarações do Sr. Secretário de Estado.
Mas pior, como separará a lei os que ficaram em situação de incapacidade de pagar, daqueles que usaram os dinheiros não pagos na compra de bens de consumo e em viagens e hotéis em claro benefício próprio? E como garantirá aos mais pobres o mesmo tratamento que garante aos que podem pagar advogados a preços pornográficos e que levam os processos até à prescrição?
Falam para enganar tolos, e ao que parece são do mesmo governo ou apoiados por deputados que frequentemente têm pedido jogo limpo e o não amedrontar dos cidadãos…
Depois temos de tentar explicar a certas pessoas que ainda vão nesta conversa de justiceiro, «para cada crime ou falta, um castigo ou uma pena bem dura», que por vezes o cometer destes crimes ou faltas e o ficar a dever ao fisco e à segurança social, até pode ser muito mais interessante en termos financeiros do ponto de vista do estado que despedir todos os funcionários e eles irem receber o subsidio de desemprego e depois, muito provavelmente, nunca mais encontrarem trabalho por serem mais velhos que aquilo que o mercado laboral está disposto a absorver… Saberão fazer estas contas tão bizarras personagens? Cremos que não vão tão loge os seus saberes…
Talvez pior que tudo, sintam no castigo de alguns a compensação necessária ao satisfazer dos seus mais vis sentimentos de castigo dos que não puderam, pelos mais diversos motivos, honrar os seus compromissos. A isso habitualmente chama-se vingança, coisa nada própria de um estado de direito.
Conhecemos bem esta superioridade moral, que teima em julgar sempre os outros como seres inferiores, sobre os quais se pode opinar a bel-prazer sem conhecer minimamente o mundo onde se movem os devedores ou as razões que os levaram a certas situações, ou sequer, se tiveram algum benefício particular com aquilo que deixaram de pagar. É típica esta superioridade moral de pessoas que quase sempre viveram do trabalho dos outros ou trabalhando para o estado ou na sua orla como verdadeiros subsídio-depentes, com avultados subsídios, não com um qualquer RSI ou complemento solidário de reforma ou subsídio de desemprego. Ou porque numa determinada altura a coberto da ausencia destas leis absolutistas, as suas familias puderam de forma especulativa enriquecer estupidamente. Diga-se que mesmo os que chegam a certos lugares e cargos é naturalmente porque cresceram nas juventudes partidárias ou porque têm nos apelidos nomes que os catapultam para eles sem nenhuma demonstração de capacidade.
COM CERTOS POPULISMOS SEMPRE SE PODERÃO ENGANAR ALGUMAS PESSOAS A QUEM A PALAVRA JUSTIÇA EM ABSTRATO DIZ MUITO, MAS DEVERIAM ESSAS PESSOAS SABER QUE O QUE DIZEM ESTES SENHORES, SOBRE UMA CAPA DE RETIDÃO, É APENAS A TENTATIVA DESESPERADA DE SE FAZEREM PASSAR PELO PODER E IREM CALANDO CERTAS VOZES QUE SENDO MENOS CONHECEDORAS SE VÃO DEIXANDO MANIPULAR.
ESTA É MAIS UMA MEDIDA DE NATUREZA FASCISTA, QUE ACHA QUE DUROS CASTIGOS EVITAM CERTOS ERROS E QUE QUER UM ESTADO FORTE NO CASTIGO, FORTE A COBRAR MUITO E FRACO DAR EM TROCA AOS CIDADÃOS. EM TOTAL OPOSIÇÃO AO TAL ESTADO SOCIAL QUE TEORICAMENTE ESTAVA NA ORIGEM DO PARTIDO DESTAS ANTAS…
Dinis Jesus – 26-03-2014

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Diário

A ideia que não ficaria mal ao meu bisavô. Mas ele era analfabeto.

A IDEIA QUE NÃO FICARIA MAL AO MEU VISAVÔ; MAS ELE ERA ANALFABETO.

Hoje quase fomos colhidos por um ataque de perplexidade, quando ouvimos NA TSF uma determinada senhora, com algumas responsabilidades porque é presidente do conselho superior do Conselho de Finanças Públicas dizer que havia tido uma ideia interessante e que ela, a ideia, devia ser pensada…
Será que certa gente está a ficar senil???? Esta senhora com ar de alucinada, com um penteado tão original como a sua ideia e óculos de mister Magoo, já noutras alturas tinha dito coisas disparatadas, mas hoje excedeu-se. A ser criado um prémio para ideias tolas, uma coisa tipo OSCÁR, teria desde já a nomeação garantida com a fortíssima possibilidade de ganhar. Brilhante Dr.ª Teodora Cardoso.
Diz a senhora, que os rendimentos do trabalho, porque só falou de salários, deviam ser canalizados para uma conta poupança e serem tributados em sede de um peregrino imposto sobre a despesa e que corresponderia a um percentual dessa despesa medida pelos levantamentos…
Questiono-me:
– Quem seria o titular dessa conta? O assalariado, ou num sistema de confisco temporário, o estado?
– Para quem seriam os proveitos dos juros dessa conta poupança? Para o estado, o assalariado ou serviriam apenas para aumentar a liquidez da banca, banca essa que não foi capaz de supervisionar convenientemente quando era funcionária do Banco de Portugal e da qual foi ao mesmo tempo consultora, no caso no BPI?
– Porque julga ela, a senhora, que nunca viu o seu imposto de estimação e original ideia aplicadas em nenhum sitio? Julga que de repente se acorda um dia e se inventa um modelo novo de imposto e se resolvem os problemas das finanças de um país?
Agora os meus pensamentos acerca da ideia da senhora:
– Como sou um bocado brejeiro, logo me assaltou a ideia que alguém com uma imagem daquelas, deve ter tido o último orgasmo já bem para trás no seculo XX, se é que alguma vez teve algum e que essa falta de libertação de endorfinas no organismo lhe estaria a afetar o raciocínio.
– Pensei depois em senilidade, dada a avançada idade da senhora, que confesso não encontro em nenhum sítio da internet, mas embora possível também é bem provável que não seja o caso, dado que há outros bem mais velhos e ainda não acusam tal comportamento senil.
– Inclino-me pois para um caso raro de distanciamento da realidade em que vive a maioria dos cidadãos deste país e para a colagem cega a uma perigosa ideologia que quer contas certas descurando completamente para onde atira uma franja enorme da população deste retângulo chamado Portugal. Mais castigando aqueles que não tiveram culpa rigorosamente nenhuma, os mais pobres e assalariados, voltando a reduzir-lhes o rendimento.
Depois destas considerações, direi porque esta é uma ideia tão peregrina que a senhora só pode ter-se entusiasmado a ouvir-se a si própria de outra forma nada o justifica, até porque imediatamente se contradiz ao dizer que teria uma natureza progressiva e como tal seria diferente do IVA, não vejo como faria diferentes as taxas, se em função dos valores depositados ou dos rendimentos tributáveis dos assalariados, ou se aplicaria uma taxa igual a todos os levantamentos citados pela Sr.ª Dr.ª…. No caso da progressividade como seria ela feita antes da declaração de rendimentos de cada ano? Caso a taxa seja fixa, lá cobraria o mesmo aos ricos e aos pobres só variando em função do volume de dinheiro levantado tal como o IVA nas compras efetuadas… Será a Sr.ª Dr.ª tão estupida quanto parece?
Direi ainda que esta gente porque não tem nenhum tipo de dificuldades económicas, perdeu completamente a razoabilidade e diz disparates atrás de disparates, no caso em análise até nos parece que a ilustre senhora está a copiar a tendência para a inconstitucionalidade do nosso atual governo… Não haverá ainda um determinado sigilo bancário para defender ou já vale tudo desde que se lhes vá garantindo o rendimento alto…
A promiscuidade que existe ao permitir que esta gente salte do interesse privado (BPI) para o interesse público (BdP) a quem antes tinha de prestar contas e demonstrar boas práticas assusta-nos. Já o andar tantos anos por estas entidades estatais confere-lhes a ideia que são uns semi-deuses e que podem dizer e fazer o que quiserem. Bem sabemos que sem nenhuma moral para pregarem sacrificios, já que até ficam fora dos cortes de rendimento na maioria dos casos.
Tem razão numa coisa, é com mais receita que têm de corrigir o desequilíbrio das contas, mas devem criar alguns impostos que antes certos governos retiraram, o imposto sucessório que isentou as grandes fortunas de pagar o que agora se vê que faz falta, deve também aumentar a receita, mas aumentando a base tributável sobre que incidem os impostos, fazendo os maiores proprietários de imoveis deste país, os bancos, a pagar o famoso IMI do qual estão isentos, isso faz-se também aumentando o PIB, não encolhendo-o via redução do consumo. Talvez ainda possa taxar mais os rendimentos especulativos dos ganhos nas transações em bolsa e sim renegociando as taxas de juro que pagamos aos credores pois não temos maneira de continuar a ser a segunda divida publica mais rentável do mundo quando o que se discute é a sustentabilidade dessa dívida.

DEVIA ESTA AVOZINHA IR DE VEZ PARA CASA COM UMA REFORMA EQUILIBRADA NADA DE EXTRAVAGÂNCIAS E DEIXAR O SEU LUGAR PARA ALGUÉM QUE MESMO NÃO SAIBA MAIS, PELO MENOS NÃO DIGA TAIS DISPARATES…

GENTE QUE OCUPA LUGARES COMO O QUE OCUPA ESTA SENHORA, NÃO TEM AUTORIZAÇÃO PARA DIZER TOLICES DESTAS. SE QUEREM DIZER LIVREMENTE DISPARATES, FAÇAM COMO NÓS, NÃO TEMOS CARGOS DE RESPONSABILIDADE…
Dinis Jesus 24-03-2014

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