Diário

As desnecessidades necessárias.

Este título pode parecer um pouco tolo, e o desenvolvimento dele vai ser cáustico e duro, por duas razões, uma o meu Benfica que, por opções estupidas, perdeu e a outra o nosso ministro Alvaro, ter-se colocado de rabo a jeito para ser sodomizado em relação aos e pelos angolanos, sujeitando-se a ele e aos seus compatriotas à suprema humilhação da prostituição, esta institucional.
Por essas duas situações, apetecia-me tratar mal todas as entidades, mas vai esta, e é uma camara municipal.
Pois vejamos aquilo a que chamamos necessidade desnecessária: hoje fomos confrontados com a obrigatoriedade de acompanhar um amigo numa busca documental, no meio dos seus organizados papéis, pois se fossem os nossos, dez horas depois ainda andaríamos a tentar encontrar o tal obrigatório e desnecessário documento, emitido dez anos antes da sua necessária apresentação.
O tal documento, obrigatório mas de todo desnecessário, passarei a explicar o porquê da desnecessidade, é solicitado para requisitar a ligação da água a uma habitação, que por sinal já teve a ligação efetuada por mais que um utilizador da mesma casa. Esta obrigatoriedade da apresentação do documento, foi imposta pela mesma entidade que emite o referido, a camara municipal de Vila Nova de Poiares.
Agora para colocar de forma absolutamente concreta este exemplificativo da estupidez que graça neste nosso amorfo retângulo chamado Portugal, temos para dizer o seguinte:
A camara municipal de Vila Nova de Poiares, obriga os requisitantes da ligação da água a uma habitação, com ramal executado, que já foi abastecida anteriormente em nome de outros consumidores, a apresentar como documento instrutório do processo de solicitação de fornecimento de água, a licença de utilização da mesma habitação.
Nada temos contra a formalidade, não fora o facto da entidade emissora deste documento, ser a camara municipal que fornece a água. Ora pois, imaginemos a seguinte inusitada situação: o proprietário da referida casa era um sujeito tão anárquico quanto nós e não tinha bem arrumado e catalogado o papelito, teria de solicitar segunda via à mesma entidade que o quer na instrução do pedido.
Este papelito, por sinal não tem o mínimo de dignidade, ainda se fosse um papel com gramagem e textura de nobreza suficiente para o querer guardar como documento importante, atestatório de sobeja qualidade e distinção, entenderíamos que até fosse guardado em cofre, qual preciosa relíquia. Mas este insignificante papel, que nem sequer refere o artigo urbano a que se reporta, apenas informa a que processo de licenciamento de construção, dá a devida conclusão, autorizando a utilização para o fim que foi solicitada a possibilidade de construção.
O número da licença de construção será assim em termos futuros, muito mais necessário que o número de registo na respetiva matriz predial da referida habitação, no entender da tal camara municipal. Claro que a habitação pagará impostos sobre o património porque está registada nas finanças e avaliada como moradia habitável, mas isso por si só não satisfaz a soberana camara municipal, beneficiária liquida do referido imposto, pode e deve receber o respetivo imposto municipal sobre imoveis, como de utilizável habitação, mas se o que se trata é fornecer-lhe um básico bem, a agua canalizada potável, não reconhece a tal habitação como utilizável sem a apresentação do singelo papelito.
ESTE É O PAÍS E OS AUTARCAS QUE TEMOS. BORUCRACIAS SEM FIM, SEM JUSTIFICAÇÃO OU UTILIDADE VISIVEIS, MAS INTRANSPONIVEIS CONDIÇÕES PARA A MAIS BÁSICA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
É POR ESTAS SITUAÇÕES E POR TERMOS MINISTROS COMO O ÁLVARO, QUE POR SINAL TEM LIGAÇÕES FAMILIARES AO CONCELHO COMANDADO POR ESTA INSIGNE CAMARA MUNICIPAL, QUE DOU RAZÃO A UM ILUSTRE QUE DIZ QUE OS LIDERES SÉRIOS DA OPOSIÇÃO, SÓ ALCANÇARÃO A DEVIDA DIGNIDADE, NA LIBERTAÇÃO IDEOLÓGICA DAS GRADES DA PRISÃO.

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