Diário

A nossa credibilidade versus juros da nossa dívida.

Temos vindo a ouvir, reiteradamente, este governo e seus apoiantes falarem numa suposta credibilidade que a nossa governação tem vindo a trazer aos mercados que teoricamente nos compram títulos de divida.
Pois não é que por mais que teimem em afirmar tal coisa, os nossos esforçados e incompetentes governantes, os mercados continuam a funcionar de acordo com as suas regras próprias. Veja-se nesta notícia, a maldade que ainda hoje nos fizeram esses tais maldosos mercados a quem tanto temos prestado vassalagem.
O que será necessário a esta gentinha sem capacidade para perceber que os mercados só mudam de opinião por duas razões? Pasme-se pois, quando sabemos quais são: mudam de opinião por tudo e por nada.
Não há controlo sobre a vontade dos especuladores mercados, eles mudam de opinião sem razão aparente ou mesmo com base em regras que se baseiam na ausência de regra, em boatos tendenciosos ou criações de engenharia financeira sem base concreta de nenhuma natureza.
Vivemos num mundo virtual de criação de riqueza onde dois terços dos movimentos financeiros não têm sustentação material para existirem. Os produtos financeiros são hoje 300% do PIB mundial, ou seja dois terços da economia são especulação e movimentos de capitais que não são mais que zeros e uns num qualquer servidor de alojamento de dados num qualquer país do mundo.
Será possível acusar ainda o demónio Sócrates pela atual situação de subida de juros? Será a venda de divida a dez anos feita em mercado primário por este governo a uma taxa superior ao que se transacionava nesse mesmo dia no mercado secundário uma demonstração da tal credibilidade que nos falam?
Agora a mais dura das perguntas: Será que os mercados e os credores internacionais são burros e acham que um país que produz menos, deve mais em termos nominais e em termos de rácio divida/PIB, tem mais capacidade para solver as suas dívidas?
A nós claramente parece-nos que a maior ou menor credibilidade, a maior ou menor taxa de juros que nos cobram para emprestar dinheiros ao estado, nada tem a ver com a melhor ou pior governação de cada país, antes tem a ver com a capacidade mais ou menos voraz de espartilhar a economia de um país para daí tirar mais ou menos lucros das suas atividades de agiotagem legal.
O QUE DIRÁ HOJE O SR. MINISTRO GASPAR E O SEU CHEFE PASSOS COELHO EM RELAÇÃO AO SUBIR DOS JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA?
AINDA SERÁ LEGITIMO PARA ALGUEM CONTINUAR A CULPAR O SÓCRATES?
SERÁ ESTE O CAMINHO DA SALVAÇÃO? OU COMO DIZIA A MÚMIA ONTEM SE TIVERMOS DE RENEGOCIAR É PORQUE A COISA CORREU MAL E AS POLÍTICAS GOVERNATIVAS NÃO SORTIRAM OS EFEITOS PRETENDIDOS? PARECE-ME QUE O PIOR DOS CEGOS É AQUELE QUE NÃO QUER VER, POIS PARA MUITOS HÁ MUITO TEMPO QUE SE SABE QUE A DIVIDA NESTES MOLDES É IMPAGÁVEL.
SERÁ QUE E ESQUERDA É QUE TINHA RAZÃO? PARA MIM, CLARAMENTE SIM.
11-06-2013
Dinis Jesus

Standard

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *