Poesia

Tempo de míngua

São nuvens cinzentas
Que pairam nos céus
Escondem as belezas
Tais damas com véus.

Tempos duros e maus
Semeiam a vil pobreza
Sonhos não realizados
Terrível a feia tristeza.

Escasseiam os haveres
Causa viver sem calma
Põe os adultos a chorar
É ruim sofrer na alma.

Condutores incapazes
Gente sem formação
Assalto cego ao poder
Estupida e má ambição.

Qual deles o mais ruim
Nenhum o tem merecido
O povo é bem enganado
Ou muito mal esclarecido.

Maus políticos mandam mal
Eleitos pelos casmurros
Para serem comandados
Fácil fica, sendo burros.

Nesta vontade insana
A cultura vai mitigando
Causam falta de posses
E menos vão estudando.

Com tal desumano viver
Vai a malta avançando
Faltam básicos materiais
Alguns se vão matando.

Para contas poder pagar
Se vive na escravatura
Muita hora a trabalhar
Desde cedo à sepultura.

No trabalho muita honra
Se ensinou na juventude
Maléfica e falsa intrujice
Ser escravo não é virtude.

Não será possível trabalhar
Dos animais ser o borrego
Produzir com alinhamento
Quando só há desemprego.

Ao pobre tudo vai faltando
Mas o rico segue a prosperar
É o povo que mal vai votando
O único que isso pode alterar.

Há que escolher diferente
Ser na eleição bem arrojado
Ir sempre de cor mudando
Até alcançar o mais desejado.

Não deve o pobre ter medos
Quando sua vida está a arder
Aquele que já não tem nada
É só nada, o que pode perder.

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