Diário

Isaltino Morais e a palhaçada do seu processo.

Hoje de novo uma diligente juíza, certamente no uso das suas legais competências, emite mandado de detenção para Isaltino Morais. Mais um disparate, possivelmente.
Se não tiver outra virtude, pelo menos tem o mérito de ter posto um criador de sítios na internet a fazer um trabalho bem interessante, colocando um cronómetro a contar o tempo da detenção do Dr. Isaltino Morais.
Sítio com cronómetro realizado por Marco Almeida.
Agora a nossa opinião acerca do assunto:
Se o caso não colocasse alguém na cadeia daria para rir, se também o motivo dos processos movidos a Isaltino Morais não fosse grave também seria caso de riso. O mau da coisa é que o assunto é sério nas suas duas vertentes.
Se não vejamos,
Isaltino é arguido primário e nunca condenado antes. Foi condenado, depois dos recursos, a dois anos de prisão. Temos a certeza absoluta que por este tipo de crimes nunca ninguém foi condenado a dois anos de prisão efetiva em Portugal. Ou foi condenado a um período que não legitima a suspensão da pena ou a mesma foi de prisão mas com pena suspensa. Como tal achamos nós, que nada nos liga a Isaltino nem à sua cor politica, que Isaltino Morais está a ser condenado como exemplo para possíveis futuros prevaricadores e não respeitando a prática corrente nos julgamentos semelhantes, a tal jurisprudência.
Ora tal condição de aplicação da lei não nos agrada nem é justa por não avaliar dentro do mesmo enquadramento penal todos os cidadãos, aqui prejudicando claramente o cidadão Isaltino por querer fazer dele um exemplo e por ser uma figura pública. Por vezes ser conhecido pode ser prejudicial, sobretudo se afrontam os poderes partidários instituídos.
De todo não queremos branquear o que o cidadão Isaltino, servindo-se das funções que desempenha, possa ter atentado contra a legalidade, não tem a ver com isso esta nossa avaliação da coisa, até porque de todo não conhecemos o processo. Dar opinião sem conhecer pode dar prazer, mas nunca será mais que pura adivinhação, com a total ausência de justiça desse procedimento, a acertar será pura sorte, assim sendo não opinamos. Tem apenas a ver com a aplicação da lei e da avaliação que os juízes fazem disso.
E nem sempre uma pessoa ser condenada e presa representa a aplicação da justiça, muitos são presos sendo inocentes, nunca o estado repondo a verdade de forma reparadora nessas situações. Mas acontece que já uma vez uma Srª Juíza mandou prender o Sr. Isaltino e umas quantas horas depois teve de o libertar, porque não se verificavam todos os preceitos para efetuar a detenção e posterior prisão do arguido.
Agora havendo a possibilidade de o cidadão Isaltino, conhecedor das leis por ter sido magistrado do MP, ter o direito a permanecer em liberdade, não se percebe a atitude de o mandar deter, ele ao que parece nem quer fugir andando por aí. Pois deixem-se os recursos chegar ao seu fim e caso não se altere a sentença, prenda-se nessa altura. Entendendo eu como muito injusta tal prisão pela medida da pena sem a respetiva suspensão. Assim soa a algum tipo de perseguição pessoal.
Tais atitudes por parte de um certo grupo de ingénuos e incompetentes juízes apenas concorrem para o descredito dos cidadãos na nossa justiça. Contentam-se com um momentâneo e fugaz protagonismo.
Caso o Dr. Isaltino venha a ser libertado esta juíza coloca a ridículo a justiça e a forma de ser aplicada. Vindo o populismo e a ignorância dos opinantes a levar as pessoas a dizer que alguns escapam sempre, colando isso à capacidade económica ou ao lugar político que ocupam.
Nada disto aproveita ao país nem à muito nobre arte de aplicar a justiça.
Claramente, hoje muitos senhores e senhoras vestidos com toga preta atrás das tribunas das salas de audiência não têm estrutura moral nem experiencia de vida que lhes permita desempenhar a sua função de forma capaz e sabedora. Arrastando assim toda a corporação para a baixa classificação quando os cidadãos julgam o desempenho da justiça portuguesa.
AFLIGE-NOS A DISCRICIONARIDADE COM QUE OS SENHORES JUIZES AVALIAM AS CAUSAS E A FORMA INTUITIVA COMO SENTENCIAM EM FUNÇÃO DAS SUAS CRENÇAS, DEMONSTRANDO UMA VONTADE FERREA DE MOSTRAR PODER.
SE ESTE HOMEM NÃO MANIFESTA VONTADE DE FUGIR, SE HÁ MECANISMOS DE O IMPEDIR DISSO, NÃO PERCEBEMOS A PRESSA EM O PRENDER. IMAGINE-SE QUE OS RECURSOS LHE SÃO FAVORAVEIS, COMO REPARARÁ A SRª JUÍZA TAL DETENÇÃO.
DEFENDEMOS INTRANSIGENTEMENTE O PRINCIPIO QUE: MAIS VALE DEIXAR ESCAPAR DEZ CRIMINOSOS QUE CONDENAR UM SÓ INOCENTE, DE TODO NÃO ATRIBUINDO A CONDIÇÃO DE INOCENTE AO DR. ISALTINO, PARECE MESMO QUE NÃO É, MAS ISSO NÃO LEGITIMA O DESRESPEITAR DA LEI POR PARTE DOS JUIZES.

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