Diário

O namoro tardio do PSD ao PS. Será a tentativa de casamento por conveniência?

No rescaldo do XIX congresso do PS, mais carta para lá do PSD pela pena de Maduro, mais proposta para cá do PS, pelo discursar de Seguro. Volta o PSD a pedir namoro ao PS. Veremos qual a resposta perante a insistência.

Para os que acusam o secretário-geral do PS, no caso Montenegro e Melo, de demagogia e incongruência discursiva, fazemos a informação que até que os seus senhores, Passos Coelho, Poiares Maduro e talvez Portas, entendam da mesma forma que eles, as propostas de Seguro, devem ficar caladitos.
Ouvimos os dois classificarem as propostas como demagógicas ou impraticáveis. Será que nos seus partidos e no governo também acham isso? Parece que a ideia de namoro que subjaz às cartas e às declarações de Gaspar, não indiciam nesse sentido.
Pois deveriam estes ilustres, dos dois partidos do governo, consertar posições com a linha governativa dos respetivos partidos para não dizerem coisas não suportadas pela prática das estruturas que os acomodam.
Parece que agora dizem que estão dispostos a considerar as propostas do PS e transportar essas ideias para a política governativa. Ver notícia Que lampejo terá dado na cabeça de Passos que o levou a achar que ideias antes consideradas tolas ou impraticáveis, são agora razoáveis e passiveis de enquadramento na governação? Para nós poderá ser uma de duas razões:

1- Passos Coelho já não se entende com Portas e quer apresentar ao neofascista Cavaco uma solução de governo tipo bloco central, garantindo antes essa possibilidade.

2- O governo já percebeu que as suas soluções são efetivamente más, não alcançarão os objetivos pretendidos e querem dividir culpas com o PS, convidando-o para mandar uns bitaites na governação e assim moderar a contestação popular e perpetuar-se na governação até 2015. Digo propositadamente perpetuar-se, pois se ficarem além deste ano, a mim, parecer-me-á uma eternidade esta governação incompetente e sádica.

Pois andando e vendo onde tal namoro levará, eu espero que não leve a casamento, nem tão pouco a arrufo de pombinhos, espero que não haja mais que conversas de famílias mas sem acordo nupcial.
Claro que não sou estupido ao ponto de não achar melhor que, ficando este incompetente governo até esclerosar, por ordem neofascista de Cavaco, algumas boas ideias sejam transpostas para a governação, e se o PS as tem encontrado no nosso entender, elas podem bem ser introduzidas na governação no sentido de a tornar menos sádica e má.
O que espero a bem da democracia e da revolução de políticas liberais é que Seguro não se alie a esta gentinha ultraliberal em nenhum pacto de incidência parlamentar ou governativa.
A Seguro cabe a bem da sociedade portuguesa, discretamente levar a eleições o mais rapidamente possível, para de vez afastar esta incompetente cambada de infantis experimentadores de teorias econométricas, com fórmulas erradas.

CABE A ANTÓNIO JOSÉ SEGURO, MANTER O DISCURSO MAIS À ESQUERDA E EMBORA SE ENTENDA O NÃO PEDIR ELEIÇÕES, A OBRIGAÇÃO DE LUTAR POR ELAS DE FORMA INSTITUCIONAL SEMPRE QUE REUNA COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
TAMBÉM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SE FOSSE INTELIGENTE E TÃO SÉRIO COMO SE AFIRMOU QUANDO COLADO AO BPNGATE, NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES QUE GANHOU, SE DEMITIRIA POR JÁ NÃO REPRESENTAR TODOS OS PORTUGUESES, AO TER-SE COLADO A UMA FAÇÃO PARTIDÁRIA.

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