Diário

Solução para a crise política. Eleições, remodelação ou governo de salvação nacional?

Vemos nas redes sociais e nas televisões vários apelos para soluções para a crise política em que estamos. Passam por uma de três opções de escolha possíveis.
Escutamos os mais alinhados a pedirem uma simples remodelação para o governo, solução que até o ilustre professor Marcelo parece defender ao pedir a Passos que corra com Relvas, tendo coragem para se livrar do amigo. Tentando assim manter um governo no qual já muito poucos, até dos que o elegeram, acreditam ou suportam.
Outros cidadãos e associações, defendem que perante a atual situação, que reconhecem como insustentável, o presidente da república deveria nomear um governo de salvação nacional, com gente de vários quadrantes políticos, mas sendo todos alinhados com a aceitação do memorando e empenhando-se na sua continuação. Teriam os governantes de ser encontrados entre personagens afetas aos três partidos do arco do poder.
Há depois os mais inconformados e que defendem a demissão do governo e a dissolução da assembleia da república e assim a convocação de eleições para encontrar novo governo. Parece que neste grupo se inscrevem os habituais contestatários do BE e CDU e nem se percebe muito bem o PS, pois apresenta uma moção de censura, que em teoria teria o derrube do governo como fim, mas não se define quanto a querer eleições ou não. Embora sempre tenha dito o inseguro Seguro, que o PS só será governo por eleições.
Nós opinamos agora tentando justificar a escolha entre uma das três opções. Sabendo que todas serão hipóteses legítimas, como legitima será a de manter tudo como está até ao debaque final. Pois pensamos que não resta outra alternativa ao presidente da república que não seja a de mudar as coisas rapidamente, sob pena de a agitação se tornar em convulsão social e assistirmos a revoltas e a chegada da bancarrota em grande alvoroço.
Sim porque a continuar esta situação económica e social, a bancarrota será uma questão de dias, ou então um novo resgate como já havíamos antecipado há alguns meses, não querendo copiar o senhor presidente da república ao dizer que já tinha avisado. Tal situação contrariará claramente o que foram durante 21 meses dizendo os nossos governantes, nem mais tempo nem mais dinheiro, pois não só vamos precisar de mais dinheiro, como precisaremos de mais tempo. Em tudo seremos a Grécia apenas com o atraso correspondente ao do resgate inicial, curioso que nunca mais ouvimos o primeiro-ministro nem outras pessoas a dizerem que “nós não somos a Grécia” como se isso fosse grave peçonha.
Pois já muito boa gente diz claramente que a divida se tornou impagável e que teremos de a renegociar. Também nós achamos que a situação é difícil, que drásticas medidas, teremos de tomar para dar um rumo com sentido positivo às contas públicas, sob pena de cairmos na eminente bancarrota e sermos obrigados a abandonar o euro e quem sabe a união europeia.
Pois, na atual condição, só nos parece praticável a hipótese de serem convocadas novas eleições e assim se legitimar a decisão que vier a ser seguida. Passamos a explicar o nosso raciocínio, se houver eleições os partidos claramente dirão o que defendem para o futuro das contas públicas, durante a campanha, a menos que mintam como os atuais governantes, que disseram uma coisa e fazem literalmente o oposto, e assim os portugueses ao sufragarem um programa eleitoral, legitimarão a solução encontrada. De outro modo correremos o risco de estar a por em prática uma solução que não vai ao encontro da maioria dos portugueses. Veja-se a situação que tiveram os italianos e que nas eleições só 10% dos eleitores quiseram e assim têm agora a crise entre mãos e dificilmente terão um governo rapidamente.
Para os que defendem que a solução com eleições será uma crise política e um atraso no encontrar de um caminho rumo à solução, dizemos que essa crise já está completamente instalada e só temos de arranjar forma de sair dela. Podemos encontrar uma mais rápida com eleições, ou uma como a italiana que atrasa tudo.
DEVERIAM OS PORTUGUESES PERCEBER QUE AS COISAS ESTÃO MUITO DIFICEIS EM TERMOS DE CONTAS E QUE A SOLUÇÃO VAI SER DOLOROSA, MAS TEMOS DE EVITAR O QUE ACONTECEU AOS GREGOS, AINDA TEMOS HIPOTESES.

Standard

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *