Diário

Reina o desnorte no seio do Eurogrupo e mesmo em toda a UE.

Hoje o presidente do Eurogrupo, ministro holandês das finanças, disse uma daquelas coisas que nunca podem ser ditas. Ainda que seja verdade, não pode, mais uma vez a bem da sacra confiança.
E o que disse este iluminado senhor? Nada mais que, o caso do Chipre pode vir a ser replicado, ou seja, para corrigir as falhas do setor bancário, ou quem sabe até outras quaisquer, pode noutros países ser aplicado o modelo de assaltar as contas dos depositantes, adiantando até que Malta e o Luxemburgo são casos onde o sistema bancário está sobredimensionado em relação à economia dos países. Assim apontando exemplos onde tal pode acontecer. Querem que todos os depositos sejam transferidos para a Alemanha?
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=101577
Veio algumas horas mais tarde e já depois de ter sido insultado por milhares de depositantes nos bancos europeus, até politicos talvez, tentar emendar a língua, fazendo sair um lacónico comentário onde diz que o Chipre é um caso específico e que cada resgate é um caso.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=101606
Esta gente das instituições europeias ou tem uma agenda para destruir a UE ou então são mesmo incompetentes e pouco atentos. Talvez queiram só correr com os mais fracos, esses mandriões do sul da Europa. Mas que não se esqueçam que talvez o fracasso das economias do sul leve ao fracasso de toda a economia da UE. Claro está que uns sairiam melhor dessa situação que outros, mas nem sabemos dizer quem sairia melhor, tal a dependência de uns em relação aos outros em termos bancários.
Até a queda de Chipre poderia ser o fim do euro. Imaginemos a Grécia, Portugal, Espanha, Itália ou o Luxemburgo, caírem na bancarrota, levariam consigo muitos bancos de países que aparentemente estão bem em termos económicos e com excelentes ratings. Ou esses zelosos e produtivos povos do norte julgam que não? Por vezes esta gente se não é burra disfarça bem.
Há condições e dinheiro para atacar estas crises da divida, se não há dinheiro, desvalorizem o euro e imprimam notas até chegar para acabar com esta maldita crise das dividas soberanas. Não o fazem os EUA e a Inglaterra? Esta ultima astuta, não aderindo ao euro, nem prescindiu desse mecanismo para corrigir estes sobressaltos económicos.
ILUSTRES SENHORES DA “UE” E DOS PAÍSES DO NORTE, GANHEM JUIZO OU COMEÇAM A OUVIR-SE OS FANTASMAS DO PASSADO E O CORRESPONDENTE TROAR DOS CANHÕES.
ESTÃO, QUAL CASTIGO, A CONDENAR À POBREZA MILHÕES DE CIDADÃOS EUROPEUS. ATÉ QUANDO ACHAM QUE ELES VÃ AGUENTAR?

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