Diário

Nuno Crato e a Relvascenciatura.

Parece-nos que algo vai mal no reino de Portugal, no que ao assunto da licenciatura de Relvas diz respeito. Parece que o Ministério da Educação, como tal o governo, já tem há alguns dias um relatório da lusófona contendo informações sobre licenciaturas com créditos por experiência profissional..
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3137118
Ora se esse relatório já existe e se está em posse do ministro da educação, pessoa por quem até temos alguma simpatia pessoal, desde o Plano Inclinado, o programa televisivo em que participava. Não pode ser guardado por tempo indeterminado, sob pena das pessoas começarem a especular acerca do que contem tal relatório. Ou então estará a ser guardado mesmo por causa do que contem, talvez seja mais uma machadada na credibilidade de Relvas e quem o mantem no governo.
Começa a parecer que será dado a conhecer apenas depois da tal saída, aconselhada pelo professor Marcelo ao primeiro-ministro. É uma ideia que nos não tranquiliza, antes preocupa, pois configura mais uma vez o uso do pior da política, as jogadas subterrâneas e a pouca transparência. Este caso é público e mediático por isso deve ser tratado com rapidez e clareza e os portugueses devem ser rapidamente informados das conclusões.
A ideia de remodelação de governo atormenta-nos, pois achamos que devem ir-se embora (demitir-se) e dar ao povo a possibilidade de decidir o futuro, ratificando as propostas do partido vencedor e assim comprometendo-se com o caminho a seguir daí para a frente em termos governativos, sobretudo no que respeita aos assuntos a negociar com a Troika ou ao romper com este memorando.
Nem valerá a pena apelar ao sentido de estado e ao não querer a instabilidade política, para justificar o manter-se na governação. Esta gente já não tem com eles os seus eleitores e já não representa a vontade da maioria dos portugueses, vejam-se as recentes sondagens e que anseios revelam. Ao dito antes, devem juntar-se as divergências na coligação e a paragem governativa a que assistimos. Este governo já não governa, apenas estão ainda vivos porque se esqueceram de morrer. Instabilidade já existe, em todos os sentidos, políticos, sociais e económicos.
Porque não admitem que está tudo a correr mal e que já não têm condições de governar na linha que haviam traçado para a nossa política de consolidação das contas públicas. Pois afastem-se, permitindo ao povo escolher, agora mais informado, quem deverá conduzir os nossos destinos governativos.
Esta agenda que estão a usar no caso “Relvascenciatura”, não augura nada de bom. Ainda assim esperamos que tenham bom senso e publicitem o tal relatório já na condição de demissionários. Possibilitando assim ao novo governo, com revigorada legitimidade, fazer um orçamento retificativo que já contemple as decisões do TC. Certamente, vamos necessitar de um outro resgate e deveria ser um governo que não tenha falhado as metas que este falhou a negociá-lo.
DEVERÁ O MINISTRO DA EDUCAÇÃO ESCLARECER CONVENIENTEMENTE ESTA SITUAÇÃO DA RELVASCENCIATURA, PREFERENCIALMENTE JÁ NA PROXIMA SEMANA.
NÃO DEVEM ENTENDER A REMODELAÇÃO COMO SENDO SOLUÇÃO, NÃO BASTA SAIREM ALGUNS, TÊM DE SAIR TODOS, TERÃO HIPOTESES DE CONCORRER NAS ELEIÇÕES ATÉ AINDA COM O RELVAS E TUDO, LOGO SABERÃO O QUE O POVO, HOJE, ACHA DELES.

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