Diário

SWAPS e manipulação das cabeças dos portugueses.

Este assunto dos SWAPS parece ser mais uma das causas deste governo, surgida nesta semana, para desviar atenções.
Pois se não vejamos, este tipo de contratação de SWAPS, que foi possibilitado em 2003 na governação de Durão Barroso, tornou-se um tipo de ferramenta de gestão em muitas empresas do setor empresarial do estado, com a ideia base de cobertura adicional face às oscilações das taxas de juro. Parece que alguns destes produtos financeiros associaram à ideia base, uma outra, a possibilidade de ganhos especulativos.
Questionamo-nos assim, porque será este assunto motivo para conferências de imprensa da senhora secretária de estado e porque terá ela a vontade férrea de colar a Sócrates alguma da responsabilidade das potenciais perdas do estado?
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Pois esta colagem a Sócrates até pode convencer alguns, mas creio que não convencerá a maior parte dos cidadãos esclarecidos e minimamente conhecedores da gestão das empresas em causa. O estado tutela, mas não gere as empresas nem tem o direito de se imiscuir nesse tipo de processos, como muito bem saberá a senhora secretária de estado, pois foi administradora da REFER para a área financeira de 2001 a 2007, período no qual foram contratados esses produtos nessa empresa. Diz a inspeção que esses sem a componente especulativa associada. Resta confirmar isso de fonte segura.
Mas algo nos dá prazer e até traz alguma tranquilidade, o facto de que este governo agora já acha que se podem renegociar contratos sobre juros a pagar aos credores. Porque não alarga esta visão então a todos os contratos onde temos juros a pagar? Conseguindo negociar dessa forma na divida pública poupar-se-iam muitos milhares de milhões, agora por ano e não na vigência dos contratos, como no caso dos SWAPS, algumas centenas de milhões.
Folgamos assim em saber que esta frase de Pedro Passos Coelho já não é para seguir à risca e já se admite a negociação ou até a ida para a discussão judicial da legalidade desta divida. Fica a afirmação na AR num dos debates quinzenais em outubro de 2012:
“Eu pertenço a uma raça de homens que não se vira para aqueles que lhe emprestaram o dinheiro e dizem depois que não aceitam chantagem porque querem ver o dinheiro de volta, ou que dizem depois não há o direito de se coagir por se dever”
O mais grave disto tudo é o querer colar a Sócrates estas contratações, quando as assinaturas nos contratos, são de gente afeta ao PSD como é o caso da ilustre secretária de estado. Dois membros do governo já foram embora, os outros ainda não foram sustentando a não ida pelos dossiers importantes que têm em mãos. Não deixa de ter graça esta abordagem, mas dizem algumas opiniões mais conspirativas, que este é um ajuste de contas interno ao PSD e apenas se destina a cortar cabeças a alguns laranjas mais incómodos.
Para rematar o tema, que de todo não me é familiar nem causa gosto de nenhum tipo, digo que este tipo de produtos financeiros, são as causas da desgraça das economias, pois são virtualidades económicas não sustentadas em coisas palpáveis. Digo a título de mera informação o seguinte: Em 1986 os produtos financeiros existentes no mundo eram equivalentes em valor ao PIB mundial em 1986, pois em 2012 os produtos financeiros eram o equivalente a 300% do PIB mundial em 2012. Por aqui se vê que para garantir lucro especulativo a dois terços destes produtos, tem de se encolher no que é economia real ou seja no que é realmente produzido.
Floresce assim a banca e alta finança e definham todos os outros setores, ainda que produtivos e uteis.
PODE E DEVE ESTE OU OUTRO QUALQUER GOVERNO, AVERIGUAR DA JUSTEZA DESTAS FERRAMENTAS DE GESTÃO, PROIBIR OU AUTORIZAR O SEU USO, OU APENAS BALIZAR EM QUE TERMOS DEVEM SER USADAS. JÁ LUTAR JUDICIALMENTE CONTRA A BANCA, SE DEFENDER LEGITIMAMENTE OS INTERESSES DO PAÍS, TERÁ SEMPRE O MEU APOIO, EMBORA ATÉ HOJE NÃO FOSSE O QUE DEFENDIA ESTE GOVERNO.
TENTAR COLAR A SÓCRATES, AS POTENCIAIS PERDAS POR VIA DESTAS CONTRATAÇÕES É QUE ME PARECE MESQUINHO, FALSO, BACOCO E DESPRESTIGIANTE DA CAPACIDADE DE ENTENDER DOS PORTUGUESES. TERÁ ELE TANTA CULPA COMO ESTE GOVERNO NO DUPLICAR DO VALOR DAS POTENCIAIS PERDAS DESDE QUE TOMOU POSSE. EU JULGO QUE NENHUMA CULPA EM NENHUM DOS CASOS.

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