Custará muito perceber que este é o único caminho de tornar competitiva a Europa do euro no curto prazo? Fazer notas de euro, só custa vontade e papel. Parece que os franciús já perceberam.
http://economico.sapo.pt/noticias/paris-exige-desvalorizacao-do-euro_163935.html
De novo a ideia de desvalorizar o euro e imprimir moeda, para nós a única forma de estimular crescimento, empregos e evitar o colapso imediato de muitos dos países periféricos.
Porque não o fazemos, se o fazem as outras economias? EUA, Grã- Bretanha e outras mais, a China teima em manter a sua moeda baixa, o Japão etc etc.
De que temos medo? O que queremos com esta austeridade? Acabar com as economias de alguns países e condená-los à pobreza extrema por décadas, qual Argentina?
Se não se mudar de caminho, não temos outra hipótese, voltaremos para a década de trinta do seculo vinte e pronto. Muitos pobres, sem ter hipóteses de estudar, mendigando trabalho a valores de escravo e alguns ricos e senhores a engordar as suas contas, senhores a quem teremos de ser subservientes e prestar vassalagem para podermos comer juntamente com a família, colocando as mulheres como domésticas e saindo para a jorna o marido, qual homem das cavernas com a sua moca ao ombro. Além disso teremos de sentir orgulho naquela frase que eu ouvi muitas vezes aos meus avós, pobres mas honestos e trabalhadores, sem vergonha do mundo. Ser inculto, analfabeto e viver sem nada, não será suficiente vergonha?
Voltaremos a sentir a pobreza como imposição divina e encontrando no aperto de mão do senhor patrão e na sua bênção, quem sabe até o apadrinhar de um filho, a devida compensação pela nossa existência e passagem pela terra.
RECUSO-ME A ACEITAR A POBREZA COMO SOLUÇÃO QUANDO SEI QUE O PIB MUNDIAL CRESCE, COMO TAL A RIQUEZA TAMBEM.
TENHO A CERTEZA QUE PARA FAZER UM RICO, SEM CRESCIMENTO, É NECESSÁRIO FAZER MILHARES DE POBRES. SEJA QUAL FOR O MODELO OU IDEOLOGIA. É MATEMÁTICA PURA.
PARA OS ECONOMISTAS, E OS DAS FORMULAS ECONOMÉTRICAS, DEIXO A MINHA DEFINIÇÃO DE ECONOMISTA. “Economista é: aquele que percebe amanhã, que aquilo que previu ontem, para hoje, estava errado.