Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.
Sim, sou um sonhador. Sonhador é quem consegue encontrar o próprio caminho ao luar e, como punição, vê o alvorecer antes do resto do mundo.
Oscar Wilde
Do feminismo:
Concordamos com a ideia que ainda há mais homens do que mulheres em cargos de chefia e direção em todos os setores de atividade, e julgamos que será agora o tempo a fazer o resto que falta fazer para igualizar as contratações e promoções… É que há homens competentes que também não avançam nas carreiras como não avançam muitas mulheres… Não se chegam à frente pelas mais diversas razões.
Depois diremos, metaforicamente, que quando abanamos uma bandeira muito violentamente, fazemos barulho e vento mas a bandeira vê-se menos. Nós queremos de forma inequívoca e absoluta, igualdade entre humanos, sejam eles quais forem. O feminismo parece-me já ser mais o gosto pela luta do que outra coisa qualquer…
Não gostamos de nenhuma corporação e muito menos quando as corporações dividem o mundo só em duas partes e uma delas engloba a Marine Le Pen e a Madre Teresa de Calcutá,,,
O que terão elas em comum, além da genitália???
Dinis Jesus
Os bons não morrem nunca…
São, como dizia Camões: “(…) aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando, (…)”
Assim Galeano viverá noutra dimensão, uma onde não poderá ser visto nem escutado presencialmente, e não morrerá jamais. Não morrerá, a sua obra permanecerá para sempre viva. OS BONS NÃO MORREM NUNCA…
Não considerar o trabalho nem como uma bênção nem como um dever, mas realmente como uma incómoda necessidade.
Agostinho da Silva
Todo mundo chama de violento a um rio turbulento, mas ninguém se lembra de chamar de violentas as margens que o aprisionam.
Bertolt Brecht
Elogio da dialética.
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o mau começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos!
Quem ainda está vivo não diga: nunca!
O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são.
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
De quem depende que ela acabe? Também de nós.
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí algo que o retenha, liberte-se!
E nunca será: ainda hoje.
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
Bertold Brecht
A importância de Cuba.
Hoje e no seguimento do mediatismo da reunião entre Barack Obama e Raul Castro no Panamá, apetece-nos questionar porque se mostra tão importante e motivo de tanto alarido um país da dimensão de Cuba e com tão pouca influência económica no mundo. Sim porque a anormalidade que confere importância nesta situação é a presença do Presidente de Cuba já que Obama é costumeiro nestas coisas. Concluímos daqui que um dos únicos modelos socialistas vigentes no mundo, mesmo num pequeno país como Cuba, ainda tem um peso especifico importante que não depende da questão económica mas sim da confrontação de modelos, reconhecendo-se assim ao modelo cubano uma dimensão e capacidade que muitos teimam em tentar desacreditar por todos os meios.
Esperamos sinceramente que tais encontros e aproximações tragam mais liberdade e meios ao povo cubano mas não lhe retirem os evidentes ganhos da revolução socialista, como são o sistema educativo e o sistema nacional de saúde cubanos. Em abstrato sempre nos parecem bem as relações cordiais entre países vizinhos, mas ambicionamos que esta atitude dos americanos não seja apenas o tentar alcançar a americanização de Cuba por um processo que consiga o que não conseguiu o bloqueio.
Veremos o que permite o congresso, maioritariamente republicano a um aparentemente bem intencionado democrata como Obama.