Poesia

Explosão

 

Continência das vontades,
das mais puras e vivas vontades…
num forçado cumprir,
num torpe cumprir da vil educação.
Impedimento constante,
o de alcançar liberdade,
essa, de desfrutar do prazer,
esse, que traz à vida emoção.

Reprimir desejos,
fazendo-os sonhos secretos,
num camuflar hipócrita,
típico de seres incompletos.

Mas chegará um dia magnífico,
virá o aprender sozinho,
ou por olhar o outro,
e o castelo vai ruir.
Ao processo educacional,
a esse maldito, chegará a violação,
o querer ultrapassará barreiras,
será só desejo a fluir.

E esse mundinho, com a sua gente,
mais sua velha razão:
– Que se fodam, pois eu quero é sentir.

Sentir, sentir à séria,
em dolorosa,
em violenta,
em colorida explosão.

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