Diário

Misera sorte, estranha condição.

Volto a Sócrates, para mais uma vez entender que o homem é oportuno e que se mostra vivo, mesmo quando preso preventivamente. Desta vez acho que coberto de razões para ser o tal animal político e dar uma facada nas aspirações eleitorais de Passos Coelho, a propósito e em tempo correto.

Pedro Passos Coelho numas quaisquer jornadas do PSD, resolveu à boa maneira dos analfabetos sem escrúpulos do antigamente, para se tentar defender, hipocritamente sem se referir a nomes mas sabendo toda a gente a quem se referia, trazer o nome de Sócrates para a situação, numa atitude reveladora de falta de espinha dorsal usual só num qualquer proxeneta para se livrar de um qualquer crime ligado ao seu oficio, mas nunca num primeiro-ministro de um país europeu. Esperamos que os portugueses que gastaram acima das suas possibilidades tenham pelo menos usado uma parte desse dinheiro para se instruírem a não se deixar enganar por esta atitude balofa e desprestigiante do ainda primeiro-ministro.

Só os torpes e os homens de consciências enviesadas é que recorrem a outros, mesmo que criminosos confessos, para se desculpar de qualquer ato que tenham perpetrado. Ressalve-se que Sócrates ainda nem sequer foi acusado. Será?

Este PM é um homem menor, sem nenhum tipo de escrúpulo e que não olha a meios para atingir os seus fins. Perigoso portanto, e se já o sabíamos em termos ideológicos agora sabemos também que é perigoso como ser humano. Não se importa com quem enlameia para atingir a glória pessoal.

Sócrates responde e bem, no uso das suas faculdades enquanto preso preventivo, por escrito ao tal senhor menor, num registo que mostra efetivamente o quanto piorámos nas capacidades do primeiro-ministro em Portugal, com a troca de José Sócrates por Pedro Passos Coelho.

Cremos que a maioria dos portugueses entende o golpe baixo e a politização do caso Sócrates nestas declarações menores, vindas de um ser humano menor. Dizemo-lo sem nenhum rebuço, pois entendemos que este argumentário, o de mostrar os “maus” para minimizar atos próprios, é coisa de gente menor e que não merece mais que ser assim apelidada.

Também supomos que muitos, dos que mesmo sabendo que esta atuação é feia demais e a roçar o trogloditismo, virão defender o senhor numa atitude subserviente e seguidista, essa a que obrigam as defesas corporativas. Tal atitude fará deles, como diz Sócrates, uns miseráveis da moral. Pior significado terão as atitudes do primeiro-ministro e seus apaniguados, quando se apregoam como catequizadores impolutos da tal moral e honradez.

Se esta atitude desprezível e arruaceira de alguém que é a terceira figura do estado, atitude que a nosso entender é muito mais grave do que são as suas dívidas (ao que parece a tudo quanto é setor do estado), não tiver as devidas consequências, teremos o miserável país que merecemos.

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