Poesia

Incompreensão

Tormenta maléfica e ruim
Estranha sensação cá dentro
Impossibilidade total e castradora
Tem horas, que parecem o fim.

Maldosas gentes e ações
Causam esta dor tranquilamente
Servem seus escabrosos venenos
Como geniais e belas poções.

Não é compreensível o motivo,
Para tal razão plausível não há
Se desamores, odio ou raiva
Solte-se o coração cativo.

Porque se sujeitam outros ao sofrer?
Para quê causar tanto mal?
Com que fim se é tão egoísta?
Um dia perderão, pois hão-de morrer.

Vis e reles criaturas nos castigam
Atuam com maldoso rigor
Mentem e distorcem realidades
Aos estranhos aceitação mendigam.

Que se pretende com tal maldade?
Nunca serão para o comum entendíveis
Tais feios, abjetos e ínvios atos.
Para quando a vida com normalidade?

Talvez um dia se volte o sofrimento
Para quem agora é a sua causa
Avançará o tempo com sua lei natural
Dessa forma virá o eterno recolhimento.

Se não antes disso, nesse final derradeiro
Se fará a justiça para cada individuo.
Para os maus e injustos pedimos a Deus
Que para a morte avance em primeiro.

Antes do anunciado doloroso final
Chegarão seus dias de gemer e gritar
Tal como fizeram aos outros
Chegará sua vez de sofrer de causa animal.

Tresloucados e ignóbeis atos perversos
Maldades e jogos sem fim, barbaridades.
Aos ignorantes e incautos, das coisas
Apenas uma face sem reversos.

Perante tais atuações criminosas
Resta aguardar e tentar não perecer,
São verdadeiros golpes lancinantes
Ações feias castradoras e ruinosas.

Aceitar-se-ão mudanças e alterações
Mas acordadas e bem decididas.
Estas maldades e torturas causadas
Tornam estas gentes horríveis aberrações.

Nada de estranho afinal, não prestam.
Nunca antes prestaram,
Nunca em tempo algum prestarão
Seus atuais ou passados atos isso atestam.

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