Poesia

Liberdade 25

É uma bonita e singela palavra, sem ela desgraça total.
Mas será que liberdade é o que achamos ser, ou não?
Ou com essa situação confundimos, só, poder dizer mal.
Para a alcançar e obter é necessário padecer de prisão,
O jugo de alguns sofrer de vil forma e maléfico modo.
Será que disso nos poderíamos violentamente queixar?
Julgo que assim não seria, não era mais que incómodo.

De boas intenções, alguns de peito firme se lançaram
À tarefa de todos libertar, com canhões, mas sem disparar.
Bons homens, imbuídos de nobres vontades, marcharam
Rumo ao triunfo, ao antigo e carcomido poder destronar.
Hoje se verá que tal desiderato, alcançado não foi de perto,
Aos que detinham o poder apenas se juntaram outros
Assim para tal só é necessário ardil e ser muito esperto.

Uns se enriqueceram de forma estranha, ignóbil e criminosa
Outros governantes se tornaram sem qualquer preparação
O zezito de novo sofre como antes, só de forma carinhosa
O simples votar e mal poder fortemente dizer, alegra o coração.
Nada decide nem julga, tal o ruído causado por quem manda
Deste 25 muito se pode falar e dizer, não foi o que era para ser,
Após tantos anos de mudança, a coisa, ora anda ora desanda.

Em teoria soltos viveriam, mas não, e muito controlados são
Os que podem e mandam, deles sabem, decidem e tratam
É excesso de velocidade ou álcool, telefone controlado, não?
Chips na matrícula, via verde, pagamentos quase nos matam.
Assim vive o desconhecido cidadão, dia a dia mais pobre
Sempre os ilustres a ganhar e obter, dinheiro e vil prestígio
Qual valor do petróleo, suba ou desça o ouro a prata e o cobre.

Triste bailado, este que do poder temos, e ao qual assistimos
Hoje são uns a governar e outros na economia e na finança,
Amanha, trocam segundos com primeiros, nós restos repartimos.
Para os grandes trabalhamos já sem força para tal matança
Cada mes é um martírio e desgraça, para ao final chegar
Contas, contas e mais contas sofrimento deveras desmedido.
Andando para ver onde esta liberdade nos vai decerto levar.

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