Poesia

Doce espera

Doçura e beleza
em mente pura
de sorriso bom e calmo
és uma flor na natureza.

Meiga e doce
tranquila e linda
solidária e justa
equilibrada e meiga
discreta e cuidada
és boa pra ser amada.

De compromissos fortes
a esperança de ter-te
é longa e dura espera
ante a traição impossível.
Num embalo e doce sonhar
até a dor queda apetecível.

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Diário

Quando a barbárie volta…

Quando cidadãos se divertem
sem incomodar mais ninguém
buscam felicidades simples,
do estado só querendo proteção.

Eis que chegam os bárbaros
sem meias medidas
batem selvaticamente
com rudeza traumatizam
são verdadeiras bestas,
deve dizer-se sem contemplação.

Mas o que é um policia,
um amigo
ou um bandido?

Já não sabemos o que dizer
se chamar nomes feios
ou falar coisas ruins
ante a malvadez pouco há a fazer.

Tirar da sua função um animal
cuidar da coisa, dar justiça ao ato
dum tal que se diz autoridade
mas mais não é que um crápula nato.

Perante a dureza do facto,
a verdade nua e crua
mais se não pode fazer
que prantar esta besta na rua.

NOTA: Dedicado aos Sr.Sub-comissário da PSP de Guimarães “Filipe Macedo Silva” que foi capaz de tanta valentia ao bater barbaramente num pai e num avô diante dos filhos e netos… Misera sorte, Estranha condição.

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Diário, Poesia

Hino do glorioso SLB

SER DO BENFICA

Sou do Benfica
Isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.

Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol, que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.

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Diário

Acordo Ortográfico e desacordos de entendimento…

Como hoje é o limite temporal para a aplicação facultativa do Acordo Ortográfico e se impõe de ora em diante a sua utilização obrigatória, surgem de novo inflamadas opiniões e os mais ou menos burilados argumentos contra a sua aplicação.

Vamos deixar algumas questões para tentar amenizar as mais extremadas posições:

– Será esta a primeira alteração profunda da nossa língua?

– Será grande o incómodo causado por esta alteração?

– Serão as mudanças sempre causa de mal-estar?

– O que perderemos ou ganharemos com a aplicação do AO será assim tão significativo?

– Valerá a pena tanto alarido por coisa desta monta?

– O que motiva os fervorosos críticos do acordo a tanto ataque ao AO?

– Aproximará o AO o uso da língua a um maior número de utilizadores do português?

Parece-nos, a defesa ou a critica do AO, como uma causa menor nos tempos conturbados e difíceis que vivemos, e por isso nós lhe atribuímos um valor relativo dizendo que não mudará em nada a vida das pessoas que não seja de forma emocional, e essa apenas, por intransigente defesa de uma determinada opinião.

Já não escrevemos como no tempo de D. Dinis na sua cantiga de amigo “Aí flores do verde pino”, já não escrevemos como Gil Vicente no seu “Auto da Barca do Inferno” ou mesmo como Camões nos seus “Lusíadas”, nem tão pouco escrevemos como Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett ou o ilustríssimo Eça de Queiroz. Porque então temos tanto apego a uma coisa que foi revista a ultima vez em 1945 e que deve ter causado já nessa altura semelhantes convulsões intelectuais, ou não, dadas as circunstancias políticas.

Gostamos, por ironia, de ouvir certos defensores intransigentes da linguística anterior ao AO de 1990 e por não os vermos preocupados com a língua de antes do AO de 1945. Cumpre-nos dizer que não somos especialistas em filologia nem sequer conhecedores profundos de outra qualquer natureza que não a utilização da língua como forma de comunicar com os meus semelhantes, mas como utilizadores queremos usar a forma linguística que mais facilitar a vida ao maior número de utilizadores.

Será que esta questão do Acordo ortográfico é uma coisa assim tão importante ou que mude significativamente a vida das pessoas? Ou por outro lado é só uma questão de birra em que muitos opinam mas sem saber exatamente porquê?

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