Zequiela, teu nome é chama acesa,
Que um velho coração ousou provar;
E há no teu olhar tanta beleza,
Que faz a noite inteira despertar.
Eu trago nos cabelos já a neve,
Mas ainda sei o fogo que se sente;
E o teu sorriso, cândido e tão leve,
Deixa um desejo doce mas ardente.
Tu tens vinte primaveras no caminho,
Eu tenho tantas luas por memória;
Mas quando te aproximas, de mansinho,
O tempo perde a idade e perde a história.
E se a paixão for loucura, que seja então:
Tu, Zequiela — e eu, louco sem salvação