Poesia

Zequiela

Zequiela, teu nome é chama acesa,
Que um velho coração ousou provar;
E há no teu olhar tanta beleza,
Que faz a noite inteira despertar.

Eu trago nos cabelos já a neve,
Mas ainda sei o fogo que se sente;
E o teu sorriso, cândido e tão leve,
Deixa um desejo doce mas ardente.

Tu tens vinte primaveras no caminho,
Eu tenho tantas luas por memória;
Mas quando te aproximas, de mansinho,
O tempo perde a idade e perde a história.

E se a paixão for loucura, que seja então:
Tu, Zequiela — e eu, louco sem salvação

Standard

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *