A verdade dos políticos é coisa efémera e sempre serpenteante por entre a verdade dos factos. É torcida e retorcida em função do que em cada momento lhes parece, a eles políticos, que vai convencer mais eleitores ou possíveis eleitores. Assim raramente dizem as coisas tal como são realmente e ao invés de esclarecerem os cidadãos apenas os enganam.
Perante a constante manipulação das verdades a cada momento, sempre que algum político, menos alinhado com as elites políticas reinantes, diz algo realmente verdadeiro é encarado com desdém e incredulidade, não sendo considerado como opção válida para governar.
Estamos assim perante uma equação de resolução impossível e não sabemos a quem atribuir culpas pelo mal que temos, se aos políticos por serem mentirosos mas que alcançam o que pretendem ou aos cidadãos por não perceberem que têm de se esforçar por entender as coisas e por não tentarem saber em que fundamentam os políticos as ideias que têm de mundo e assim serem quase sempre enganados. Sabemos que a cultura política e a busca de informação válida é coisa trabalhosa, mas é, ao invés da intuição ou percepção de cada um sobre os outros, caminho único para ficar mais próximo da escolha acertada.
De uma coisa temos absoluta certeza: quanto mais inculto e medíocre for um universo eleitor, maior a probabilidade de políticos medíocres serem eleitos.