Reflexões

Clarividência

Perante a impossibilidade financeira do devedor, tanto vale mais ou menos assertividade na cobrança por parte do credor.
É impossível cobrar o incobrável, como será impossível cobrar mais rapidamente que o possível, o que ainda é passível de ser cobrado.
Tal constatação não tem nada a ver com moral nem vigarice, tem e tão só a ver com a dureza da matemática e serve para os gregos enquanto estado soberano europeu, como serve para qualquer cidadão do mundo.
Já perante a honestidade do devedor e a firme vontade de pagar, a atitude mais acertada por parte do credor inteligente, é o saber esperar em vez de achar que todos os fundos possíveis ou impossíveis devem ir na sua direção e que cada um lute por si na prossecução do mesmo interesse…
A pressão do credor sobre o devedor impossibilitado, só pode gerar desespero e maior desnorte, como tal o ficar mais longe da possibilidade de atingir o que se deseja, cobrar.
Não perceber, ou percebendo não aceitar tal evidência, revela da parte dos credores uma falta de inteligência ou de bom senso que poderá ter como castigo, o aumentar das suas perdas.
Perante montantes incobráveis, estupidez, é manter-se a sofrer por eles, numa atitude constante de vitimização, atitude que não alcança outra coisa que não a autoflagelação.

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