É tempo de lembrar o menino
com suas genuínas condições,
sem manias de grande consumo
nem fabricar faustosas tradições.
Em dia de familiar convivência,
dever de comedimento sem ostentar,
tudo se deve repartir convictamente
e a mais pura solidariedade alimentar.
No Natal de hoje ou no de outrora
certas gentes se mostram mais nobres,
tomam a seu cargo obras de caridade,
em sentida, mas falsa ajuda aos pobres.
Na noite do messiânico nascimento
devem as gentes ser comuns e frugais,
pois não são os requintados presentes
que fazem belo, este ou outros Natais.