Na segunda década do séc. XXI o acreditar que o emprego é a panaceia para os problemas da humanidade ou mesmo em menor escala de uma qualquer sociedade, não é em nada diferente do que pensava a sociedade clerical dos séc. XVI e XVII acerca das descobertas do Galileu.
Citações
Milhões vivem numa amorfa revolta interior que jamais lhes permitirá o serem felizes.
Tal revolta funda-se na luta entre o desejo de liberdade individual e o respeito por um conjunto de regras morais que outros, noutros tempos, instituíram como sendo as corretas e que nos chegam pela via educacional.
Pergunta-se então:
— Valerá a pena trocar a liberdade pela aceitação dos outros?
— Mesmo os que aparentemente validam as regras, vivendo de acordo com elas, serão algum dia felizes, sequer experimentarão algum tipo de felicidade ou vivem apenas um infeliz auto-engano de felicidade?
— Valerá a pena suprimir completamente a animalidade que nos habita naturalmente e que se chama humanidade, se isso nos afasta da felicidade?
Se cada um pensar alguns minutos, honestamente, nestas questões possivelmente a humanidade ficará mais próxima de ser feliz, o seu desiderato último.
Dinis Jesus
Quero ser um coração grande cheio de amor para dar, mas quero também que ele seja aquela fúria que nos faz ser como vulcão sempre pronto a explodir perante a falta de aceitação da humanidade alheia, a mentira, a hipocrisia e a amorfa atitude do politicamente correto.
Dinis Jesus
Estou a exigir muito de si ? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos ? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto ! Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo
In Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 268.
Agostinho da Silva
“Nada acima do ser humano e nenhum humano abaixo de outro”.
Mario Rodrigues Luis Cobos
Não permito que nenhuma reflexão filosófica me tire a alegria das coisas simples da vida.
Sigmund Freud
Sempre dissemos: o inimigo pode falar a nossa língua, vestir a nossa farda, comer da mesma maneira que nós, pode dar vivas à FRELIMO, até gritando mais do que nós.
O que ele nunca pode, não é capaz, é de ter o nosso comportamento, viver a nossa linha política.
Não pode o inimigo abandonar os vícios que o caracterizam. Vejamos quais: o desprezo pela mulher, o espírito de conforto, a ambição pessoal, o alcoolismo.
Não é capaz de respeitar o Povo.
Não pode deixar de ser tribalista, não pode deixar de ser regionalista, confusionista, divisionista, racista.
Essa é a característica do inimigo.
Não pode ter uma vida simples, praticar a modéstia.
Não é capaz de abandonar a arrogância, o culto da intriga, da calúnia e do boato.
A sua moral, repetimos, oiçam bem, a sua moral, a sua civilização, é a corrupção.
(…)
E quando os grandes estão corrompidos, os pequenos seguem o exemplo.
Criam-se redes de comprometimento, de amiguismo, de nepotismo. Cria-se um Estado de padrinhos, um Estado de cunhas, um Estado de sócios. Criam-se redes cujo objectivo é o roubo, a corrupção, a violação da legalidade.
Quando a situação chega a este ponto, está já instalada a infiltração ideológica. E estão criadas as condições para a infiltração física. A porta está aberta para o inimigo.
É um convite para o inimigo entrar.
«Excerto de discurso no comício de 5 de Novembro de 1981»
Samora Machel
A verdadeira capacidade de um revolucionário se mede por sua habilidade de encontrar táticas revolucionárias adequadas para cada mudança de situação.
Che Guevara
Sim temos culpa, nós os portugueses, saímos do Brasil deixando atrás gente muito mal formada do lado dos senhores e resignada dos lados dos escravos.
Quem esteve mais de trezentos anos e só deixou a colónia há cento e noventa e quatro anos tem agora de saber esperar, sem falsas hipocrisias, que numa parte do globo em que o entorno não é muito diferente em grau de cultura a mentalidade vá mudando pela formação educativa, como tem vindo a ser feito nos últimos anos, para que com o conhecimento os talhados para escravos saibam, possam e queiram dar pancada nos bacocos senhores, genericamente brancos, e que falam de trabalho mas nunca souberam o que é trabalhar ou passar dificuldade.
Fala com conhecimento quem passa pela dificuldade… Os outros falam por falar e maioritariamente não lê se tem mais que uma ou duas linha de texto, não estuda porque é chato, não discute com base em números porque os não conhece, não se informa porque isso obriga a esforço.
A maioria dos que hoje rejubilam com o resultado da votação na câmara de deputados de domingo passado no Brasil,não percebe mesmo nada do que se está a passar nem entende nada de politica nem de sociedade, mesmo os deputados que votaram maioritariamente sim, se pode avaliar a sua cultura e capacidade politica pelos motivos que invocaram para votar SIM… Reveladores da sua falta de modernidade e capacidade intelectual.
Misera sorte, estranha condição…
Dinis Jesus
Não sou descendente de escravos. Eu descendo de seres humanos que foram escravizados!