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O aburguesamento da nossa sociedade e a falta de paciência para a tentar entender.

Hoje dia aziago para mim e para mais uns seis milhões de portugueses, tudo a somar à desgraça em que já vivemos por causas económicas, escreverei acerca da reação das pessoas à situação do país ou ao alheamento dela.
Estive hoje numa festa de anos típica da sociedade portuguesa ou mesmo típica de sociedades aburguesadas, não falo de forma crítica deste tipo de comemorações, até porque frequentemente eu faço parte delas. Ainda assim hoje apetece-me pensar neste assunto tentando perceber porque razão tanto criticamos o nosso modelo e nunca nos atribuímos culpas pela situação que temos.
Conclui da discussão com meia dúzia de pessoas cultas e inteligentes, que a maior parte procura culpar sempre outros das suas desgraças e fazem uma defesa quase corporativa dos seus interesses pessoais ou profissionais. Não percebendo eu se eles querem continuar a manter a situação e tentar intransigentemente manter o seu estilo de vida independentemente de quem é por ele cilindrado socialmente. Mas sei que se a condição de vida se alterar dramaticamente para eles, o seu discurso mudará também, para um lado ou para o outro da barricada conforme a sua ideologia seja mais tolerante ou mais culpabilizante e a quem atribuem a responsabilidade da desgraça.
As nossas sociedades estão acomodadas no nível aburguesado de consumo e pouco ou nada se preocupam em apurar a causa responsável da nossa situação económica e social. Encontram na responsabilização de uns quantos outros a tranquilidade mental para os problemas da humanidade e assim mantemos a triste condição social da maioria das populações.
Esquecem que sem debater violentamente a questão pouco ou nada poderemos avançar. Temos de discutir, por em equação e decidir o que fazer para tentar encontrar uma solução que dentro do sistema o consiga mudar. Percebi que enquanto a agrura não lhes bater à porta se recusam a tentar ver quem são os causadores da pobreza das gentes e que até os incomoda debater a questão por mais que uns minutos.
Não vale a pena idealizar sociedades utópicas e perfeitas, onde cada um produza o seu consumo, não vale a pena sonhar com um mundo onde se proteja o ambiente, não vale a pena achar que na redução individual dos consumos estará a solução e dizer de forma quase arrogante que “se todos fossem como eu nada disto aconteceria”. A solução poderá partir de um ideal pessoal ou de um grupo, mas terá de ser amplificada no sistema político internacional e aceite assim pelos partidos políticos que o compõem.
Como tal temos de dentro do sistema debater e votar em quem nos parece que apresentará uma solução que se aproxime do nosso ideal, sabendo que aqueles que para esta situação de míngua económica nos arrastaram, nunca poderão ser a solução. Esses são claramente os defensores, da iniciativa privada como única força atuante nas sociedades, do lucro como causa ultima de todas as atividades, do emagrecimento dos custos do estado e ainda os que defendem a liberalização total dos mercados de capitais.
Não podemos esquecer que o mundo ocidental é responsável pela maior parte do consumo mundial e apenas representa uma minoria da população do planeta. Se cada cidadão do mundo consumisse o que consome um cidadão europeu médio em quinze anos tornaríamos a terra desértica e estéril, totalmente inabitável para a humanidade. Somos assim os ocidentais os maiores causadores da desgraça do planeta e da pobreza no mundo.
Dois terços da população do mundo, vive hoje com menos que dois dólares por dia por pessoa, sabendo nós que se dividíssemos o PIB mundial por todos os habitantes do planeta teríamos um valor substancialmente maior para cada um diariamente. Sabemos também que o valor que chegaria a cada um, seria bem menor que aquele que hoje chega a cada ocidental se considerarmos a distribuição ocidental em termos médios, já que se for analisada pessoalmente encontraremos nela pessoas que vivem muito perto dos tais dois dólares por dia por pessoa. Esta distribuição da riqueza torna a vida de alguns indigna em termos humanos, agravando tal indignidade pelo facto de viverem portas meis com os mais ricos do mundo.
Para concluir o texto de hoje direi o seguinte, enquanto a maioria das pessoas não olhar a realidade e não a tentar mudar, achando que cada um por si não pode fazer nada e que o mundo fará o seu caminho independentemente do que cada um faça, a nossa triste e indecente condição não terá solução. Apregoou-se um determinado modelo e estilo de vida durante várias décadas e agora, porque uns quantos se apropriaram da maior parte da riqueza e porque uma grande parte dessa riqueza era virtual, quer-se condenar à pobreza os que estão em condição de maior fragilidade económica mas que não têm responsabilidade nenhuma na situação das economias. Estes últimos são claramente os assalariados, publicos ou privados, os idosos sejam ou não pensionistas e ainda os pequenos empresários.
SEI QUE NO CASO PORTUGUÊS, OS GANHOS CIVILIZACIONAIS MAIS SIGNIFICATIVOS E A MELHOR CONDIÇÃO DE VIDA DA POPULAÇÃO, FORAM ALCANÇADOS COM UMA CONSTITUIÇÃO REDIGIDA NO SEGUIMENTO DA REVOLUÇÃO DE ESQUERDA DE ABRIL DE 74, BEM COMO AS GOVERNAÇÕES POR ELA CONDICIONADAS.
HOJE TEMOS UM SISTEMA DISTRIBUTIVO MAIS CASTIGADOR E INDECENTE QUE ANTES DO 25 DE ABRIL DE 1974, TEMO-LO PORQUE CLARAMENTE SE RETIRARAM AO ESTADO AS FERRAMENTAS CAPAZES DE FOMENTAR A CRIAÇÃO DE RIQUEZA E REGULAR A SUA DISTRIBUIÇÃO.
SERÁ ASSIM TEMPO DE NOVA REVOLUÇÃO DE ESQUERDA?

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Combate ao governo, agora já na bancada parlamentar.

Hoje veio Carlos Abreu Amorim, até aqui um acérrimo defensor da governação, pedir a cabeça de Gaspar na tentativa de ainda salvar o que resta do incompetente governo.
Esta gente dentro e fora do governo já não se entende e já não falam com convicção acerca de coisa nenhuma, veja-se que o vice-líder da bancada parlamentar do PSD veio dizer que a época de Gaspar está finda. Contra a vontade do vice do PSD que veio de seguida lamentar as declarações do deputado.
Ler notícia do Expresso
O que será necessário para as pessoas com responsabilidades, sobretudo o presidente da república, perceberem que este governo não se entende dentro de si, não se entende com os deputados das bancadas que o suportam, não falam todos da mesma forma na bancada parlamentar e nem dentro do PSD. Se isto não é instabilidade então o que é?
Gaspar, capitão e ponta de lança da equipa governativa, já não reúne o apoio de parte significativa da maioria que suporta o governo, como a sua estratégia é o único rumo conhecido deste governo, não se vislumbra que uma demissão sua resolva o problema. Assim se parte da bancada do PSD começa a achar que é tempo dele sair, parece-nos que será tempo de sair todo o governo.
Este governo não dá uma para a caixa, é disparate em cima de disparate, e agora começa a extravasar o desnorte e a falta de coordenação dentro dos partidos da coligação que compõem o governo, extravasa também a não concertação de estratégias do governo com as bancadas parlamentares desses dois partidos, pois ainda na quarta-feira esteve o primeiro-ministro reunido com ambas as bancadas e hoje vem o vice de uma delas dizer estas coisas.
A menos que tenham acertado isso na tal reunião. Parece que agora esta é também uma prática deste governo, a desinformação para baralhar os cidadãos e assim nunca ninguém saber muito bem qual a estratégia nem as medidas que vão efetivamente tomar.
DE UMA COISA TEMOS A CERTEZA, SE O GURU DESTA GOVERNAÇÃO JÁ NÃO SERVE PARA UMA PARTE DOS SEUS APOIANTES PARLAMENTARES, QUE ASSIM DIZEM QUE ESTA GOVERNAÇÃO NÃO SERVE OS INTERESSES DO PAÍS. SENDO O PRIMEIRO-MINISTRO UM INDEFÉCTIVEL APOIANTE DAS MEDIDAS AUSTERITÁRIAS DE GASPAR, DEVERÁ SAIR TAMBÉM O CHEFE DO GOVERNO E DEVERÁ LEVAR TODOS OS MINISTROS ATRÁS.
SÃO INCOMPETENTES, NÃO SE ENTENDEM NO GOVERNO, NÃO SE ENTENDEM NAS BANCADAS PARLAMENTARES, NÃO TRAZEM ESPERANÇA AOS PORTIUGUESES, PIORARAM TODOS OS INDICADORES. POIS PRESTEM UM BOM SERVIÇO AO PAÍS, DEMITAM-SE POR FAVOR.

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O desemprego e o direito a trabalhar.

Hoje depois do INE nos dizer que o desemprego continua a subir de trimestre para trimestre, lembrei-me de dar uma vista de olhos na declaração universal dos direitos do homem para ver o que dizem as nações unidas acerca do assunto.

Pasme-se, mas tal como eu antevia o desemprego ou o não acesso ao trabalho, bem como algumas regras impostas pela austeridade violam flagrantemente o tal documento sobretudo nos seus artigos nº 23; 24;25 e 26.
Deixo aqui ligação para a Declaração Universal dos direitos do Homem
Assim sendo, vivemos em países que tendo assinado a declaração em 1948, já se esqueceram que têm a obrigação de a aplicar e usar todos os mecanismos para que seja respeitada.
Creio que toda a economia teria como desiderato único o servir bem o Homem e tentar melhorar a cada dia as suas condições de vida. Mas a que temos nós assistido nas ultimas décadas? Exatamente ao contrário do que deveria ser, temos colocado o Homem ao serviço da economia, subvertendo assim o mais elementar dos princípios da vivência em sociedade.
Que se passe fome em tempo de míngua por catástrofes naturais ou por causa de guerras, pode até entender-se, mas que para corrigir uns quantos símbolos numéricos e para que certas contas se apresentem de soma nula, sacrificamos, condenamos à pobreza e à fome um numero imenso se cidadãos quando tal de todo não era necessário.
Então porque será que tal coisa nos está a acontecer? Em termos simples direi uma coisa que parecendo quase ingénua, mais que tudo é uma questão matemática. Para fazer um só multimilionário é necessário fazer milhões de pobres. Pois bem, esta é a razão da enorme pobreza que vai alastrando no mundo. A especulação, a criação virtual de riqueza, a concentração de quantidades massivas de dinheiro na posse de muito poucos cidadãos do mundo e a incessante busca do lucro por parte dos grandes grupos económicos mundiais.
Vou dar um caso prático da nossa economia, hoje mesmo a EDP, apresentou os seus lucros do 1º trimestre de 2013, espantosamente em tempo de crise foram bem acima do esperado e 50% acima dos do ano passado (media trimestral). Estimarei assim sem grande margem de erro que a EDP terá de lucros em 2013 algo a rondar os 1.500 M€, uma boa parte disso são rendas garantidas pagas pelo nosso estado ou seja todos os portugueses. Para piorar a coisa, hoje os acionistas são maioritariamente estrangeiros, como tal quando distribuírem os dividendos, lá se vai o dinheirito dos nossos contribuintes para a China e outros que tais.
Em 1948, altura da assinatura da declaração universal dos direitos do homem, os políticos e a humanidade em si eram muito mais atentos às necessidades da pessoa humana que a acertos das contas, tendo até os EUA financiado a recuperação da Europa do pós-guerra com o plano Marshall, para que houvesse um certo equilíbrio no desenvolvimento e melhores condições de vida que evitassem nova guerra e proporcionassem mais direitos aos cidadãos europeus.
De que se terão esquecido, hoje em dia, os nossos estúpidos governantes europeus, para abandonarem desta forma criminosa as políticas de solidariedade e passarem a só ver numerais diante dos olhos. Sacrificam toda a humanidade ao acerto das contas, que depois acabam por se desacertar sozinhas pela ineficácia do sistema financeiro. O que lhes custará a perceber que a riqueza de uns é feita em cima do empobrecer dos outros? Bastaria ver como os políticos do pós-guerra trouxeram a prosperidade à europa e seus povos. Se não sabem fazer melhor e inovar, ao menos copiem o que outros mais honestos intelectualmente fizeram. Nem se pede para isso grande inteligência, coisa que de todo já se viu que não têm.
ESTES ATUAIS POLÍTICOS EUROPEUS SÃO GENTE SEM PERCEÇÃO DA REALIDADE E COMO FORAM CRIADOS FORA DA AGRURA QUE LEVOU À II GUERRA MUNDIAL, TEIMAM EM NÃO ENTENDER QUE GENTE INSATISFEITA TENDE A GUERREAR-SE.
A UNIÃO EUROPEIA FOI CRIADA PARA EVITAR A GUERRA NA EUROPA, POIS SE NÃO MUDA DE CAMINHO ECONÓMICO, SERÁ AGORA A RAZÃO DAS PROXIMAS GUERRAS DENTRO DAS FRONTEIRAS DOS SEUS ESTADOS.

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A conversa à porta fechada com as bancadas do PSD e CDS e seus respetivos comandantes.

Hoje foram os dois chefes dos partidos da coligação, na qualidade de ministros, falar aos seus aficionados deputados. Será necessário, até a esses, explicar a coesão colossal que se nota a longa distancia?
Depois de escutar e ler acerca desta situação, apetece-me falar acerca dela e das conclusões que não deveriam sequer ser necessárias se a tal coesão existisse.
Ver notícia in Expresso
Esta gente deve querer fazer dos portugueses tolinhos, ainda ontem ouvíamos a respeito da casa do Douro dizer que o ministro Gaspar respondeu em tom irado à ministra Cristas que a casa do Douro devia era fechar portas e acabava a despesa, como se a situação fosse assim resolvida e não interessasse o património cultural e a defesa do vinho do porto e seus produtores. De algumas atividades não podemos esperar lucro, sob pena de certas coisas acabarem definitivamente e levarem atras de si um património cultural irrecuperável.
Sabemos que a luta e a discussão a roçar o improprio nas reuniões dos ministros é quase uma constante, veja-se que em 22 horas de reunião em dois conselhos de ministros, concluiu-se uma lista de medidas que apenas dois dias depois foi contestada por um dos ministros presente nesses conselhos de estado ou pelo menos num deles. Rara capacidade de gerar coesão esta, e de a demonstrar. Desde a manifestação TSU que as discórdias são diárias e a justificações e manifestações de coesão cíclicas, mas apenas para passar uma falsa ideia para o Zé Povinho.
Apelam agora os ministros à anuência do PS e mesmo à não hostilização deste partido por parte dos deputados que suportam a maioria parlamentar. De que terão agora medo? Que a múmia aceite a sugestão de Seguro? Pois se até aqui era só maldizer e atribuir culpas com um repudiar constante de todas as propostas apresentadas pelo PS, o que querem agora?
Estes senhores estão é agarrados ao poder por saberem que quando saírem estão mortos politicamente, não lhes interessa o bem do país, interessa-lhe o manter-se o mais que puderem agarrados ao lugar que quando o perderem nunca mais alcançarão.
Neste momento este governo é um cérebro pressionado por um qualquer quisto e que já não funciona de forma capaz, quer manter-se a todo custo de pé ainda que esteja a causar danos em todo o resto do corpo por não ter coordenação nem linha de rumo.
Deviam demitir-se, dar a voz ao povo e logo se veria se o povo os acha no caminho certo ou não. Esse era um bom serviço prestado ao país, e ratificariam as suas atitudes se elas fossem a vontade da maior parte dos portugueses. Assim ao não o fazer estão a demonstrar que sabem que perderiam as eleições e que não representam por isso a vontade do povo neste momento. Talvez tenham a ideia messiânica que sabem melhor o que o povo quer que o próprio povo, mas não senhores doutores não sabem melhor do que eu o que eu quero.
Esta gente além de arrogante é presunçosa e incompetente ao que se juntará um certo paternalismo bacoco comandado pela união europeia e seus caciques do norte.
ATÉ QUANDO CONTINUARÁ ESTA COMÉDIA MAL ENSAIADA DESTA GENTE INCAPAZ QUE NOS GOVERNA?
COM QUE DIREITO SE ARROGAM PARA CONTINUAMENTE NOS TRATAREM COMO INCULTOS E IGNORANTES? NÃO ACEITANDO A VONTADE DO POVO E SUGEITANDO-SE A ELEIÇÕES? TODA A OPOSIÇÃO DE ONDE SAIRÁ O PROXIMO PRIMEIRO-MINISTRO QUER ELEIÇÕES E A MAIORIA DO POVO NÃO QUER ESTE GOVERNO. O QUE PERCEBERÁ CAVACO DESTA SITUAÇÃO INSÓLITA? NADA CERTAMENTE TAL O AVANÇO DA DEMÊNCIA.

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É enorme o meu desalento perante a maldade humana.

Hoje lendo as noticias e sem nada de muito espetacular sobre o que falar, pensei dissertar sobre a venda a dez anos da divida publica, mas confesso que não sei o que dizer sobre o assunto. Para o governo foi bom ou pelo menos razoável, eu acho que pagar juros de 5,66%, que são ao dia de hoje, um pouco acima do que se paga no mercado secundário, não pode de maneira nenhuma ser bom.
Alem disso não tenho a certeza que este aumento da divida sirva para algo que não seja o continuar a fazer crescer o rácio divida/PIB. Ainda assim confesso que não fiz tudo o que devia para me esclarecer acerca do assunto que já me começa a irritar por nunca sermos devidamente esclarecidos por quem o deveria fazer. O entendimento dos políticos acerca de um mesmo assunto varia conforme estejam no governo ou na oposição. Imagino o que diria esta gente do governo se fosse o Sócrates a colocar divida com um custo mais alto do que se transaciona no mercado secundário.
Pois falarei desta falta de honestidade a que darei o nome de maldade tal como Saramago deu neste seu texto, “A estupidez e a maldade humana” que versa a matança da humanidade sobre os seus iguais. Esta desonestidade e forma de agir, mais não é que uma forma mais ligeira de matança e com consequências que castigam sem tirar a vida. Esta obrigação de ser pobre pela criminosa austeridade sem sentido já que no seu final não desagua na correção dos fatores que pretende corrigir, a divida, o deficit e o aumento da qualidade de vida do povo. Empobrecemos mas ao mesmo tempo agravamos todos os indicadores que pretendemos corrigir. Isto se não é maldade é estupidez.
Esta maldade a que me refiro chega-nos pela mão dos mais fortes economicamente e que determinam na UE, esses que pregam moralidade económica mas não têm um pingo de moral quando se trata de salvaguardar a dignidade humana dos mais frágeis ou pobres. Falam de moralidade mas não pagam as suas dívidas, no caso as dívidas de guerra da Alemanha, falam de moralidade mas têm bancos que ardilosamente especulam e tornam os outros países mais pobres.
ESTA GENTE ULTRALIBERAL DESPROVIDA DE CONSCIENCIA SOCIAL E SEMPRE PRONTA A ENGROSSAR A FILEIRA DA POBREZA, SÓ POR BRINCADEIRA PODE FALAR EM MORAL OU HONESTIDADE.
SERÁ QUE ESSE DEVER É SÓ PARA COM OS PODEROSOS? OS MAIS FRAGEIS NÃO ENTRAM NA LISTA DE RIGOROSOS DEVERES PARA ESSA IGNÓBIL GENTINHA.

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Poesia

Ébano de perdição

Existem cores inimagináveis
numa mulher docemente bela,
causa de frémitos indomáveis.
Seus traços são pintura sobre tela
pela mão do mais belo dos artistas,
talvez desígnio de um Deus maior
obra do mais digno dos projetistas,
como pecado, é das tentações a pior.

Causa de libidinoso sonhar acordado
provocadora de indecentes emoções,
prazeres em registo tolo e descuidado
loucura, atração ou outras emoções.
É doce esta mulher, digna da realeza
sentindo e mirando não há engano
de todos os ângulos irradia beleza
brilha como o sol tal Deusa de Ébano.

NOTA: Para a Cristina da Glória Favourecida, escrito depois de deliciosa conversa, inspirado nas entusiasmantes sensações que provocou.

Coimbra, 05 de Maio de 2015
Dinis Jesus

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A pseudo-sabedoria de alguns que foram letrados pela constituição de esquerda.

Hoje não posso deixar de falar de uma “coisa” que li nas redes sociais. Um qualquer cidadão, tal como eu, pode dizer os disparates que quiser nas redes sociais, mas não deixam de ser disparates por estarem mais ou menos bem escritos se o conteudo é mau.

Alguns atrás de um conhecimento certamente proporcionado pelo 25 de abril de 1974 e a constituição que lhe foi consequência, vêm hoje dizer uns quantos disparates alicerçados num razoável domínio do português e com umas reminiscências culturais que lhe permitem falar de um ou outro economista ou político de uns quantos países.
Refiro-me a um texto que li no perfil do facebook do grupo “que se lixe a troika”
Ler texto
Fala o autor do texto acerca de uns quantos que discordam do seu entendimento em relação às políticas de austeridade e coloca no mesmo saco, uns quantos, políticos do mundo, tais como Barack Obama, François Hollande, Cameron e compara-os a Passos Coelho e Paulo Portas, até teria graça a coisa, não fosse o assunto ser sério.
Pois bem no caso de Obama e Cameron, usam exatamente a estratégia que aqueles que o texto chama de tolos defendem, ou seja imprimir moeda e endividar-se com base nisso, para corrigir a crise económica, não sei se já deu conta disso o ilustre autor do texto. Depois os EUA contrariamente à Europa têm vindo a injetar dinheiros públicos na economia e a ter politicas mais sociais que nunca, terá dado conta disso também o autor do tal textozito? Será por isso que já cresceu a economia dos EUA cerca de 2% no passado trimestre? Certamente terá sido e também por isso o desemprego baixou significativamente na economia americana. Já a Inglaterra ainda que imprimindo e usando a política cambial a seu belo prazer, com um governo ultraliberal, tem indicadores em tudo semelhantes aos de Portugal.
Falemos então da austeridade de Hollande, terá o autor reparado nos aumentos de salários da função pública francesa? Exatamente ao contrário do que se faz em Portugal pela mão de Passos e Gaspar, mais que pela mão de Portas.
Existe gentinha que acha que por saber escrever uns textos com um português escorreito, já tem o direito de opinar acerca do que quiser. Comparar Obama a Passos Coelho em termos de medidas e politicas para combater a crise é de todo um exercício de distorção bacoca da realidade.
Depois não sei o que beneficiarão Jerónimo de Sousa ou Ferreira do Amaral com a saída ou permanência no euro, imagino que de uma ou outra forma terão sempre a sua subsistência assegurada pela situação de hoje. Um continuará ao serviço de uma estrutura” PCP “ que a continuarem as atuais medidas de austeridade só poderá vir a aumentar a sua votação e assim reforçar a posição na AR, já o outro não sei que rendas lhe assegurará este atual sistema, já que creio que pertence à tal classe média que o autor diz que perderá caso o sistema que defende triunfe.
Esta austeridade cega é que está a acabar com a classe média e a fazer crescer a olhos vistos a pobreza engrossando a faixa mais pobre da nossa população. Uma fatia significativa da classe média eram os funcionários públicos e alguns pensionistas, esses que estão a ser atacados por todos os lados por esta ignóbil governação. Como também eram alguns empresários que viram as suas empresas irem à falência e assim serem forçados a emigrar e a despedir os seus funcionários. São milhares nessa condição.
Só por pura demagogia ou apego ideológico às medidas é que se poderá defender esta governação, ou então tendo um desses cargos de assessores desta gente que nos governa. Poucos serão os que estão a coberto desta governação incompetente, mas há sempre uns quantos e esses defendem os seus interesses com unhas e dentes. Será o caso do autor do texto? Outros defendem a sua linhagem ideológica com base na mesma argumentação que eu defendo o meu Benfica, ainda assim não me custa admitir ter sido beneficiado contra o Sporting. O que me conferirá uma razoabilidade que se não pode conferir ao autor do texto se esta for a razão, o apego emocional e desprovido de razão.
O neoliberalismo temperado com um certo fascismo latente de alguns que entendem que só a sua opinião está correta e é a única razoável, não augura nada de bom. Resta-nos a convicção que a Europa altere o seu caminho e passe a ter uma política mais social-democrata de apoio aos mais frágeis em vez de os castigar tornando-os ainda mais frágeis. Terão de ser adotadas essas medidas, resta saber se em tempo útil ou apenas quando um terço dos países da europa já estiver muito mais pobre. É só essa a opção ou a europa atuar a tempo ou o sair do euro.
Empobrecer é o que estamos a fazer desde 2010, resta saber se é para continuar ou não este caminho. Hoje estaremos cerca de 20% mais pobres em média que em 2010, curiosamente devemos muito mais que nessa altura e diminuímos substancialmente a nossa capacidade de pagar a divida.
Concluo dizendo que para perceber a realidade basta olhar para ela e o facto é que usando esta austeridade feroz, toda a europa tem vindo a empobrecer. A austeridade deveria ser substituída pelo rigor nas contas e na aplicação de medidas que proporcionem crescimento do PIB, para tornar a divida sustentável, de outra forma vamos cair num perdão de divida como única solução. Levados pela mão da austeridade cairemos naquilo que a esquerda defende o perdão parcial da divida, com apenas uma nuance, antes não estávamos tão depauperados como na altura que se concluir que esse é o único caminho.
NÃO PERCEBEMOS COMO AINDA VAI HAVENDO GENTE ECONOMICAMENTE MENOS CAPAZ QUE AINDA DÁ COBERTURA A ESTAS POLÍTICAS. VOTAM OS ASSALARIADOS COMO MUITOS PATRÕES RICOS, UNS ESTARÃO ENGANADOS E ESSES NÃO SERÃO DECERTO OS PATRÕES.
EXISTEM PESSOAS NA NOSSA SOCIEDADE QUE DISFARÇAM COM PERFUME LITERÁRIO O CHEIRO BAFIENTO A FASCISMO QUE SUBJAZ ÀS SUAS TEORIAS.

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Paulo Portas e a sua parcimonial comunicação ao país.

Escutámos atentamente a comunicação ao país do Ministro Paulo Portas enquanto líder do CDS. De todo não entendemos este calendário duplo dos partidos do governo.
Menos entendemos ainda a declaração em si, pois faz uma descrição das medidas que o governo anunciou pela voz do primeiro-ministro, tentando enquadrá-las, menorizando a capacidade do seu chefe de governo. Para acabar, foi Paulo Portas dizendo que não pode deixar passar a contribuição dos pensionistas. Dando a entender que essa será uma medida que poderá fazer romper a coligação.
Ver notícia in Expresso
Ou esta é uma estratégia acordada entre os dois partidos do governo e agora o primeiro-ministro vai recuar na aplicação de uma das medidas que veio anunciar, dando a ideia que a coisa pode ou não ser da forma que diz, dependendo da aceitação de todos os membros do governo e das suas sensibilidades. Mas esta apresentação das medidas do governo não devia ter sido alvo de acerto antes das declarações? Para que terão necessitado de tantas horas de conselhos de ministros se depois um vem dizer uma coisa diferente do outro?
A outra opção será a de encontrar uma forma de agradar a alguns portugueses, mostrando primeiro quão mau poderá ser e depois amenizando um pouco esse mal. Fazendo dos portugueses um bando de tontos que facilmente se deixam enganar por estas manipulações baratas e de política de pacotilha.
Tenho de concordar com uma coisa, será menos mau o pacote de medidas se esta não for aplicada, seja por força da vontade de Paulo Portas ou de todo o governo. Mas de uma coisa também não tenho dúvidas, a coligação não funciona em uníssono nem sequer em acompanhamento atrasado, pois vários dias depois um ministro do CDS vem categoricamente desautorizar o seu chefe de governo ao dizer que essa medida não pode passar. Estranha forma de governar e de comunicar as medidas ao país.
É tarde que encontram as medidas, mais de um mês depois da 7ª avaliação da Troika, reúnem várias vezes os ministros e ainda assim não encontram uma declaração comum. No mínimo é estranha esta forma de comunicação deste governo. Coisa que não nos espanta em nada, dado o desnorte a que nos tem sujeitado este incompetente governo.
Como entenderá o presidente da república este ligeiro desacerto na estratégia de comunicação do governo? Concordará com Passos Coelho ou com Paulo Portas? Certamente com Paulo Portas pois está a proteger a sua parca reforma, essa que mal lhe chega para viver a ele e a sua Maria que apenas tem oitocentos e tal euros como reformada de professora.
Se esta forma de governar não é instabilidade política não sei o que será. Como verão isto os credores internacionais? Como coesão da coligação na tomada de medidas não poderá ser certamente, pois o governo fala a duas vozes e a dois tempos.
Porque não poderia ter sido um membro da direção partidária do CDS a dar estas explicações em vez de ser um ministro do governo? Porque foi preciso um tempo tão grande para reagir às medidas? Conhecendo-as bem não poderiam ter concertado as declarações partidárias antes do anúncio das medidas pelo primeiro-ministro?
O que deveremos pensar? Vai avançar ou não a medida da contribuição de sustentabilidade a aplicar aos pensionistas? Sabemos menos depois da comunicação de Portas que antes dela. Será que esta é a discussão pública de que falava o primeiro-ministro? Estranho que a discussão comece dentro do próprio governo. Mas talvez seja esta a contribuição talentosa de Portas para as medidas que o primeiro-ministro apresentou, o não aceitar uma das medidas.
O que dirá a Troika disto? A carta com as medidas para que a 7ª avaliação seja concluída terá a tal contribuição ou não? Ou tudo está a ser feito com uma margem de erro que pode cobrir estes desmandos? Utilizando uma coisa a que frequentemente em calão se chama “coeficiente de cagaço”
REINA O DESNORTE, NÃO SABEM O QUE ESTÃO A FAZER ESTES IMPREPARADOS GOVERNANTES.
TEMOS DE OS LEVAR À DEMISSÃO O MAIS RÁPIDO POSSIVEL. O PRESIDENTE E O SEU CONSELHO DE ESTADO OU TRATAM DISSO OU ESTAMOS MAL DA VIDA.

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Passos Coelho e os seus contínuos disparates.

Hoje escutámos o ilustre primeiro-ministro a dizer em Pombal que este governo fez em dois anos o que nunca ninguém havia feito nos últimos 15 anos. Concordo, se quisermos encontrar tanto disparate junto, temos de andar para trás pelo menos 100 anos para a 1ª república.
Ver notícia da Rádio Renascença
Desta notícia vou ainda transcrever alguns dos comentários que alguns leitores foram colocando na página da internet da estação de rádio. Transcreverei apenas dois ou três para não ser enfadonho.
C Marques, Lisboa,”Realmente Passos Coelho conseguiu fazer em dois anos o que mais ninguém conseguiu nos últimos 15. Empobrecer o País como nunca se viu, atingir um nível de desemprego nunca visto, aumentar os impostos como nunca ninguém tinha feito, roubar as pensões à população mais idosa e que mais contribuiu para a riqueza deste País, subir a dívida pública para níveis nunca dantes atingidos, tudo isto sem conseguir resolver um único dos problemas do País e fazendo o oposto do que prometeu quando era oposição e se apresentou a eleições! É OBRA!”
ASilva, Castelo Branco, “Na verdade o PM foi muito modesto! Ele conseguiu fazer em 2 anos aquilo que ninguém conseguiu fazer em 39 anos! Todos têm culpa no cartório. Todos são responsáveis pelas governações desastrosas. Mas nenhum político conseguiu ser tão antipopular como este. A história o designará por: PPC-o indesejável. Se não houvesse eleições este ficaria no poder até que a morte o levasse. Infelizmente ainda vamos ter que o suportar mais 2 anos…Esperemos que nessa altura o país ainda se consiga manter de pé. Enquanto não mexerem no estatuto dos políticos, acabarem com todas as mordomias e passarem a ser funcionários públicos normais, nada adiantará continuar a pedir ao povo que pague os erros deles e a sustentar a banca. O povo está sem dinheiro e eles cada vez mais ricos.”
Até que enfim! ”Pela primeira vez falou verdade! Em 2 anos, conseguiu destruir o país, a economia, milhares de empresas e de postos de trabalho, empobrecer milhões de famílias e convidar milhares de jovens a emigrarem. Agora quer que lhe estejamos gratos por tudo isto! Isto até daria para rir se não estivéssemos perante um caso bastante serio! Sr Passos Coelho, tenha vergonha na cara e DEMITA-SE! Os portugueses estão fartos da sua pessoa. BASTA! DESAPAREÇA! Siga os seus conselhos e emigre para bem longe!”
zeportugales, Lx ”Dr. Passos Coelho, assinou a declaração da sua estupidez ao proferir, ” que fez em 2 anos o que não foi feito em 15″ Arruinou a economia, o povo a nação, grande herói.”
Este Primeiro-ministro ou não vê o país como os seus concidadãos ou então é mesmo tonto e completamente alucinado em relação à realidade. Tem efetivamente o mérito de colocar todos contra as suas medidas. Será que por isso é o único que entende o que é necessário? Não creio, mas como temos elegido sempre gente tão fraquinha, pode ser que ele ao contrariar a vontade de toda a gente tenha assim a noção do correto.
Parece que, segundo o faquir do comentário Marques Mendes, o Presidente Cavaco se prepara para convocar o conselho de estado. A ser verdade, pode ser que a múmia tenha lido as críticas que lhe tenho feito e colado na página da presidência, a tentar dizer-lhe que não basta avisar quando se tem o poder de tomar medidas. E o PR tem esse poder, o de dissolver a AR e convocar eleições. Bem sabemos que o não quer, mas a bem da nação terá de ser essa a solução.
Também o ministro Paulo Portas parece que anda a engolir sapos há muito tempo, vai amanhã falar ao país em nome do CDS, veremos se toma uma decisão acertada e de defesa da nação e informa que vai romper com a coligação. Seria um excelente serviço prestado ao país, a mim só isso bastaria para lhe perdoar todos os outros desmando que possa ter cometido até aqui. Suponho também que muitos outros portugueses lhe perdoariam caso fosse esse o teor da comunicação, mas não deverá ser e vai apenas justificar ardilosamente a manutenção do status-quo, e a permanência contrariado no governo, tentando proteger a votação nas próximas eleições quando acontecerem.
O que será necessário fazer para que este maléfico governo se demita e nos deixe escolher outra gente para nos governar.
VENHA LÁ ESSE CONSELHO DE ESTADO E DELE SAIA UMA DECISÃO SÁBIA, A DE ACONSELHAR O AMORFO E AVISADOR CAVACO, A DISSOLVER A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.
ISTO NÃO VAI LÁ COM GOVERNOS DE INICIATIVA PRESIDENCIAL, TALVEZ FOSSE ACEITÁVEL HÁ UM ANO ATRÁS, AGORA SERÁ IMPOSSIVEL SER ACEITE PELA POPULAÇÃO. NÃO SE DEVE CORRIGIR UM MAL COM OUTRO, AINDA QUE MENOS RUÍM.

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Diário

O governo, a sua teimosia e a sua capacidade de mobilizar consensos.

Este governo não pode de todo ser acusado de não promover consensos, pois promove-os e de uma forma bem vincada, só que os consensos são criados em torno da oposição às medidas propostas pelo governo.
Conseguiu mesmo unir na contestação a ala comunista a muitos sociais-democratas além de democratas cristãos de referência, passando pelo balançante PS.
Pois bem, sem ter escutado a comunicação do primeiro-ministro nem ter escutado a voz dos contestatários, li algumas coisas das quais destaco a notícia abaixo.
Ver reações às medidas in Expresso
Depois de ler estas reações só posso concluir que em promover a união de todos contra a governação, nunca ninguém foi tão capaz como esta gente incompetente que hoje governa neste país. Têm gente de todas as áreas partidárias, sindicais, patronais, reformados, professores, desempregados e sobretudo os mais idosos com pensões miseráveis e com custos de saúde quase insuportáveis pelos seus míseros proventos. Todos em clara oposição às anunciadas medidas, mas que ainda não foram levadas ao pormenor, apenas balizam as áreas de ataque ao social e à função pública.
O que terá esta comunicação de compatível com a do ministro Alvaro há uns dias atrás? Creio que uma será quase o anular da outra pela via da baixa do consumo e do aumento de desemprego que isso causará. Por isso antes disse que daria o benefício da dúvida mas não aplaudiria pois antecipava que aquelas seriam apenas medidas no papel para acalmar os contestatários.
Rara capacidade de mobilizar os portugueses em torno de uma causa, mas quando julgamos não poder ser mais surpreendidos, zaz, lá vem mais alguma coisa ainda pior que antes.
Espero sinceramente que o presidente da república seja intelectualmente sério e perceba o sentido das palavras que disse no Peru, quando dizia não existir democracia sem justiça social. Esta gente promove a injustiça de uma maneira nunca antes vista desde que temos democracia.
Não entendemos assim o não dissolver a assembleia da república e com isso levar a novas eleições, perderíamos dois meses ou três, pois se estas medidas avançarem, perderemos uma ou duas décadas para voltar ao patamar de qualidade de vida da década de noventa do seculo passado, isto para a grande maioria dos portugueses, depois sempre existem os beneficiários líquidos destas coisas, são eles os mais ricos e os que vivem em tornos dos grandes grupos económicos, da banca e alta finança.
Qualquer solução que encontremos pós-eleições só pode ser melhor que esta que temos, não vendo eu maneira de não se concordar com esta minha afirmação sem que a razão da discórdia seja outra que não a ligação politica a este governo.
Um presidente que disse no fim de ano que estas medidas estavam a causar uma espiral recessiva, não terá perante o agravar delas a obrigação de lhes por fim? Creio que sim, ou pelo menos dar aos portugueses a possibilidade de se pronunciarem a favor ou contra elas, sufragando ou não este governo ou estas políticas em eleições.
Espero que a haver as tais eleições, este atual PS, mais que possível vencedor delas, depois não dê cobertura a esta matança da classe média, seja ativa ou reformada. Perderei totalmente o respeito por esse partido se hoje diz uma coisa e depois vier a fazer outra na governação.
Creio que se deve coligar à sua esquerda e tentar levar a cabo medidas governativas que estimulem o emprego rapidamente, permitindo a todas as empresas descapitalizadas a sua capitalização desde que apresentem projetos viáveis de criação de emprego. Seja qual for a sua situação contributiva em relação ao estado e ainda obrigue a banca a renegociar as dividas das empresas para consigo de forma a regularizar os incumprimentos. Bem sabemos que os incumprimentos nem incomodam muito a banca pela maneira como gerem as imparidades e as perdas causadas por elas. Isto em linha com as medidas apresentadas no seu XIX congresso na semana passada.
MAIS UMA VEZ APENAS ENCONTRAMOS SAÍDA NA DEMISSÃO DO GOVERNO E NA REALIZAÇÃO DE ELEIÇÕES.
AO MESMO TEMPO TEMOS ALGUMA ESPERANÇA NA APROXIMAÇÃO DO PS À ESQUERDA PARLAMENTAR NO SENTIDO DE VIABILIZAR UM FUTURO GOVERNO. APELAMOS TAMBÉM AO SENTIDO DE DEVER DA “CDU” E DO “BE” PARA QUE POSSIBILITEM O ENTENDIMENTO, AFROUXANDO ALGUMAS DAS RECLAMAÇÕES MAIS FRATURANTES.

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