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A inteligência e moralismo de um tal Núncio… Ao conjunto até podia chamar-se estupidez.

A INTELIGÊNCIA E MORALISMO DE UM TAL NÚNCIO…..
AO CONJUNTO PODIA CHAMAR-SE ESTUPIDEZ…

Porque certas pessoas em lugares de destaque no governo, por vezes nos parecem um bocado estupidas, mais uma vez vou zurzir nelas, hoje vai ser num tal de Núncio.
Depois de ouvir as declarações do Sr. Secretário de estado das Finanças, que vem com ar de justiceiro e moralista dizer umas coisas, que a serem implementadas vão impedir o estado de receber muito do que até aqui recebia em tramitação de processo-crime por falta de pagamentos ao fisco.
Queríamos colocar aqui o caminho para o vídeo que vimos na SIC noticias, mas como não o encontramos deixamos a noticia da pagina do Facebook da TSF para dar credibilidade ao que digo que o tal Sr. disse…
Começo por questionar o Sr. Secretário de Estado sobre o que entende ser o superior interesse do estado, receber os impostos em falta ou prender pessoas? Mas eu ao que parece sei melhor a resposta que o tal senhor. Claro que é do superior interesse da coisa pública o obter a cobrança dos valores em falta, já que prender as pessoas até custa cerca de 45€ por dia ao mesmo estado.
Pois diga-me o Sr. Núncio, que facto motivará o devedor a pagar, se vai ser condenado da mesma forma a prisão ou à pena correspondente pagando ou não pagando, ou mais uma vez a lei, tal como outras, vai ser tão estapafúrdia que só vai colocar na mesma situação os que não pagam porque não podem, daqueles que não pagam porque não querem. Ou então a tal lei terá de estar tão bem urdida que vai calibrar as penas de forma que não fique ao livre arbítrio de uns senhores juízes a dimensão da pena, para que um desgraçado que seja condenado por ter atrasado ou não pago umas poucas centenas de euros não seja tratado da mesma forma que aquele que não pagou dezenas de milhares ou até milhões de euros.
Custará a perceber que a isenção de pena era o que levava por vezes o devedor a endividar-se noutro qualquer credor ou familiar para ficar livre de pena, sobretudo de prisão? Talvez custe, tão pouco perspicaz nos parece o raciocínio que subjaz às declarações do Sr. Secretário de Estado.
Mas pior, como separará a lei os que ficaram em situação de incapacidade de pagar, daqueles que usaram os dinheiros não pagos na compra de bens de consumo e em viagens e hotéis em claro benefício próprio? E como garantirá aos mais pobres o mesmo tratamento que garante aos que podem pagar advogados a preços pornográficos e que levam os processos até à prescrição?
Falam para enganar tolos, e ao que parece são do mesmo governo ou apoiados por deputados que frequentemente têm pedido jogo limpo e o não amedrontar dos cidadãos…
Depois temos de tentar explicar a certas pessoas que ainda vão nesta conversa de justiceiro, «para cada crime ou falta, um castigo ou uma pena bem dura», que por vezes o cometer destes crimes ou faltas e o ficar a dever ao fisco e à segurança social, até pode ser muito mais interessante en termos financeiros do ponto de vista do estado que despedir todos os funcionários e eles irem receber o subsidio de desemprego e depois, muito provavelmente, nunca mais encontrarem trabalho por serem mais velhos que aquilo que o mercado laboral está disposto a absorver… Saberão fazer estas contas tão bizarras personagens? Cremos que não vão tão loge os seus saberes…
Talvez pior que tudo, sintam no castigo de alguns a compensação necessária ao satisfazer dos seus mais vis sentimentos de castigo dos que não puderam, pelos mais diversos motivos, honrar os seus compromissos. A isso habitualmente chama-se vingança, coisa nada própria de um estado de direito.
Conhecemos bem esta superioridade moral, que teima em julgar sempre os outros como seres inferiores, sobre os quais se pode opinar a bel-prazer sem conhecer minimamente o mundo onde se movem os devedores ou as razões que os levaram a certas situações, ou sequer, se tiveram algum benefício particular com aquilo que deixaram de pagar. É típica esta superioridade moral de pessoas que quase sempre viveram do trabalho dos outros ou trabalhando para o estado ou na sua orla como verdadeiros subsídio-depentes, com avultados subsídios, não com um qualquer RSI ou complemento solidário de reforma ou subsídio de desemprego. Ou porque numa determinada altura a coberto da ausencia destas leis absolutistas, as suas familias puderam de forma especulativa enriquecer estupidamente. Diga-se que mesmo os que chegam a certos lugares e cargos é naturalmente porque cresceram nas juventudes partidárias ou porque têm nos apelidos nomes que os catapultam para eles sem nenhuma demonstração de capacidade.
COM CERTOS POPULISMOS SEMPRE SE PODERÃO ENGANAR ALGUMAS PESSOAS A QUEM A PALAVRA JUSTIÇA EM ABSTRATO DIZ MUITO, MAS DEVERIAM ESSAS PESSOAS SABER QUE O QUE DIZEM ESTES SENHORES, SOBRE UMA CAPA DE RETIDÃO, É APENAS A TENTATIVA DESESPERADA DE SE FAZEREM PASSAR PELO PODER E IREM CALANDO CERTAS VOZES QUE SENDO MENOS CONHECEDORAS SE VÃO DEIXANDO MANIPULAR.
ESTA É MAIS UMA MEDIDA DE NATUREZA FASCISTA, QUE ACHA QUE DUROS CASTIGOS EVITAM CERTOS ERROS E QUE QUER UM ESTADO FORTE NO CASTIGO, FORTE A COBRAR MUITO E FRACO DAR EM TROCA AOS CIDADÃOS. EM TOTAL OPOSIÇÃO AO TAL ESTADO SOCIAL QUE TEORICAMENTE ESTAVA NA ORIGEM DO PARTIDO DESTAS ANTAS…
Dinis Jesus – 26-03-2014

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A ideia que não ficaria mal ao meu bisavô. Mas ele era analfabeto.

A IDEIA QUE NÃO FICARIA MAL AO MEU VISAVÔ; MAS ELE ERA ANALFABETO.

Hoje quase fomos colhidos por um ataque de perplexidade, quando ouvimos NA TSF uma determinada senhora, com algumas responsabilidades porque é presidente do conselho superior do Conselho de Finanças Públicas dizer que havia tido uma ideia interessante e que ela, a ideia, devia ser pensada…
Será que certa gente está a ficar senil???? Esta senhora com ar de alucinada, com um penteado tão original como a sua ideia e óculos de mister Magoo, já noutras alturas tinha dito coisas disparatadas, mas hoje excedeu-se. A ser criado um prémio para ideias tolas, uma coisa tipo OSCÁR, teria desde já a nomeação garantida com a fortíssima possibilidade de ganhar. Brilhante Dr.ª Teodora Cardoso.
Diz a senhora, que os rendimentos do trabalho, porque só falou de salários, deviam ser canalizados para uma conta poupança e serem tributados em sede de um peregrino imposto sobre a despesa e que corresponderia a um percentual dessa despesa medida pelos levantamentos…
Questiono-me:
– Quem seria o titular dessa conta? O assalariado, ou num sistema de confisco temporário, o estado?
– Para quem seriam os proveitos dos juros dessa conta poupança? Para o estado, o assalariado ou serviriam apenas para aumentar a liquidez da banca, banca essa que não foi capaz de supervisionar convenientemente quando era funcionária do Banco de Portugal e da qual foi ao mesmo tempo consultora, no caso no BPI?
– Porque julga ela, a senhora, que nunca viu o seu imposto de estimação e original ideia aplicadas em nenhum sitio? Julga que de repente se acorda um dia e se inventa um modelo novo de imposto e se resolvem os problemas das finanças de um país?
Agora os meus pensamentos acerca da ideia da senhora:
– Como sou um bocado brejeiro, logo me assaltou a ideia que alguém com uma imagem daquelas, deve ter tido o último orgasmo já bem para trás no seculo XX, se é que alguma vez teve algum e que essa falta de libertação de endorfinas no organismo lhe estaria a afetar o raciocínio.
– Pensei depois em senilidade, dada a avançada idade da senhora, que confesso não encontro em nenhum sítio da internet, mas embora possível também é bem provável que não seja o caso, dado que há outros bem mais velhos e ainda não acusam tal comportamento senil.
– Inclino-me pois para um caso raro de distanciamento da realidade em que vive a maioria dos cidadãos deste país e para a colagem cega a uma perigosa ideologia que quer contas certas descurando completamente para onde atira uma franja enorme da população deste retângulo chamado Portugal. Mais castigando aqueles que não tiveram culpa rigorosamente nenhuma, os mais pobres e assalariados, voltando a reduzir-lhes o rendimento.
Depois destas considerações, direi porque esta é uma ideia tão peregrina que a senhora só pode ter-se entusiasmado a ouvir-se a si própria de outra forma nada o justifica, até porque imediatamente se contradiz ao dizer que teria uma natureza progressiva e como tal seria diferente do IVA, não vejo como faria diferentes as taxas, se em função dos valores depositados ou dos rendimentos tributáveis dos assalariados, ou se aplicaria uma taxa igual a todos os levantamentos citados pela Sr.ª Dr.ª…. No caso da progressividade como seria ela feita antes da declaração de rendimentos de cada ano? Caso a taxa seja fixa, lá cobraria o mesmo aos ricos e aos pobres só variando em função do volume de dinheiro levantado tal como o IVA nas compras efetuadas… Será a Sr.ª Dr.ª tão estupida quanto parece?
Direi ainda que esta gente porque não tem nenhum tipo de dificuldades económicas, perdeu completamente a razoabilidade e diz disparates atrás de disparates, no caso em análise até nos parece que a ilustre senhora está a copiar a tendência para a inconstitucionalidade do nosso atual governo… Não haverá ainda um determinado sigilo bancário para defender ou já vale tudo desde que se lhes vá garantindo o rendimento alto…
A promiscuidade que existe ao permitir que esta gente salte do interesse privado (BPI) para o interesse público (BdP) a quem antes tinha de prestar contas e demonstrar boas práticas assusta-nos. Já o andar tantos anos por estas entidades estatais confere-lhes a ideia que são uns semi-deuses e que podem dizer e fazer o que quiserem. Bem sabemos que sem nenhuma moral para pregarem sacrificios, já que até ficam fora dos cortes de rendimento na maioria dos casos.
Tem razão numa coisa, é com mais receita que têm de corrigir o desequilíbrio das contas, mas devem criar alguns impostos que antes certos governos retiraram, o imposto sucessório que isentou as grandes fortunas de pagar o que agora se vê que faz falta, deve também aumentar a receita, mas aumentando a base tributável sobre que incidem os impostos, fazendo os maiores proprietários de imoveis deste país, os bancos, a pagar o famoso IMI do qual estão isentos, isso faz-se também aumentando o PIB, não encolhendo-o via redução do consumo. Talvez ainda possa taxar mais os rendimentos especulativos dos ganhos nas transações em bolsa e sim renegociando as taxas de juro que pagamos aos credores pois não temos maneira de continuar a ser a segunda divida publica mais rentável do mundo quando o que se discute é a sustentabilidade dessa dívida.

DEVIA ESTA AVOZINHA IR DE VEZ PARA CASA COM UMA REFORMA EQUILIBRADA NADA DE EXTRAVAGÂNCIAS E DEIXAR O SEU LUGAR PARA ALGUÉM QUE MESMO NÃO SAIBA MAIS, PELO MENOS NÃO DIGA TAIS DISPARATES…

GENTE QUE OCUPA LUGARES COMO O QUE OCUPA ESTA SENHORA, NÃO TEM AUTORIZAÇÃO PARA DIZER TOLICES DESTAS. SE QUEREM DIZER LIVREMENTE DISPARATES, FAÇAM COMO NÓS, NÃO TEMOS CARGOS DE RESPONSABILIDADE…
Dinis Jesus 24-03-2014

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Reformas Douradas.

REFORMAS DOURADAS

Fomos na semana passada, bombardeados com a notícia da possível nomeação de Jaime Gama para a administração do BES AÇORES como presidente do conselho, o lugar cimeiro da administração….
Como não costuma haver fumo sem fogo, aguardemos, mas dizendo o que pensamos sobre o facto, se este vier a acontecer…
Uma pessoa com a formação de Jaime Gama, licenciado em filosofia, professor do secundário e universitário deputado sistematicamente de 1975 para cá, cargo que foi suspendendo sempre que foi ministro… Não deve ser nenhum génio na administração bancária, não lhe sabemos no curriculum nenhuma formação na área, VER WIKIPÉDIA, mas também não lhe conhecemos nenhum impedimento intelectual para o fazer, já que o julgamos pessoa capaz, até temos pela sua pessoa elevada consideração e reconhecimento pela forma honrosa como exerceu todos os cargos que desempenhou.
O facto de Jaime Gama ser proposto para este cargo e possivelmente vir a desempenhá-lo, mais não será que uma tentativa das duas partes saírem a ganhar de tal nomeação, o BES porque contrata um “FACILITADOR”, alguém que sabe mexer-se nos corredores do poder político e com ligações a todos os quadrantes partidários, alguém que sempre será recebido em qualquer secretaria de estado ou gabinete de ministro em Portugal e no estrangeiro, alguém que terá uma qualquer embaixada ou representação consular ao alcance de um telefonema, enfim um abre portas e solucionador, por influencia, de possíveis situações de maior cuidado, dificuldade técnica ou negocial acrescida. Será isto tráfico de influencias???
Já o próprio Jaime Gama, fará um ou dois mandatos como presidente do conselho de administração do BES AÇORES e alcançará uns proveitos monetários que a política e a sua entrega à coisa pública, nunca lhe permitiram granjear, porque ao contrário do que muitos pensam, servir na política não enriquece, têm umas regalias e uns luxos enquanto estão em cargos políticos, mas quando saem, se esse serviço foi honesto e limpo, como julgamos que terá sido o percurso de Jaime Gama, apenas deu para viver bem, mas não deu para acumular riqueza.
Ora aqui é que a coisa se começa a turvar um pouco, e este homem vai agora ganhar muito efetivamente e depois terá mais uma reforma dourada ou uma qualquer indeminização multimilionária por uma querela qualquer que possa vir a surgir. Ganhará agora em cinco ou seis anos o que não ganhou no resto da vida e assegurará para si e para os seus um auspicioso futuro em termos financeiros… Alcançará até mais uma pensão, agora ao abrigo do sistema de pensões da banca que passou a ser responsabilidade do estado, mas que continua a garantir mordomias aos pensionistas desta área, por acordo com o governo aquando da compra do fundo de pensões da banca…
Depois de analisarmos o que achamos que são os interesses de cada uma das partes envolvidas, até podíamos achar que ao abrigo de um certo individualismo e da defesa do interesse particular de cada uma das partes nada de errado haveria nesta nomeação. Mas infelizmente mostra-nos a realidade que esta relação próxima e contratação de “ FACILITADORES” pelos grupos económicos de maior dimensão, se traduz em ganho significativos para esses grupos, nem sequer vamos dar exemplos, mas não faltam, nas PPP e em outros setores da atividade económica, com quem os sucessivos governos foram negociando contratos ruinosos para o interesse público… E é agora aqui que a coisa começa a ficar feia mesmo, isto porque veja-se quem hoje gere esses grupos e quem administra verbas enormes provenientes desses contratos assinados entre governantes e grupos económicos, pasme-se muitas vezes são os que estavam do lado do estado que hoje beneficiam estando do lado dos grupos económicos…
Esta é uma promiscuidade que só teve paralelo nas sociedades fascistas existentes na europa no seculo XX desde a chegada ao poder de Mussolini, até à queda da nossa ditadura fascista de Salazar e Caetano, onde o poder económico estava entregue a privados em conexão e proteção do poder politico corporativista. Curiosidade das curiosidades, são hoje quase os mesmos grupos e famílias portuguesas de antes, quem controla o poder económico em Portugal hoje em dia…
Tudo isto seria de somenos importância se as classes mais desfavorecidas não estivessem de novo sobre forte pressão e vivendo com cada dia menos, ao invés das gentes que são proprietárias e administram esses grupos económicos cada dia mais ricos e com faustosas vivências… Mas como o bolo é pequeno, este poder económico de hoje, ao contrário de antes, sustenta-se na atividade especulatória e financeira, tornando-se improdutivos e empobrecedores do país, não criando empregos significativos e ficando à mercê dos humores de outros grupos especuladores de dimensão mundial, que em momentos de maiores convulsões económicas até aos seus correligionários mais pequenos (no caso os grupos económico-financeiros portugueses) esmifram no sentido de maximizar os seus lucros…
Nessas alturas, como foi o caso de 2011, vêm os banqueiros de pacotilha dizer que o estado não pode continuar a forçar a banca e que tem de avançar para pedidos de ajuda externa e assim recapitalizar os negócios destes senhores… Ora para isso dá muito jeito ter nas suas fileiras os senhores dos partidos ou com influência nas estruturas partidárias e com bons relacionamentos nacionais e internacionais nos corredores das decisões politicas, para com isso influenciarem a seu favor as medidas governativas a tomar em cada altura.
Como se combateria isto? Obrigando estes senhores que exerceram cargos públicos a um período de nojo, recebendo um subsídio para tal, se ainda não tiverem idade ou direito a pensão e impedi-los por um longo período de serem mandatários de ambas as partes e assim serem nos pós contratos, deles líquidos beneficiários.
Pode até nem ser efetivo esse aproveitamento, ou não ser premeditado, mas que parece, disso não tenhamos qualquer dúvida…
À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA, É NECESSÁRIO PARECE-LO…
NESTE CASO E MAIS UMA VEZ COMO NOUTROS, OS ANTES POLÍTICOS TRANSFORMADOS EM GURUS DA GESTÃO EMPRESARIAL, NÃO PARECEM SÉRIOS…
Dinis Jesus – 11-03-2014

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A sabedoria tola do Belmirinho.

A SABEDORIA TOLA DE BELMIRINHO

Hoje foram largamente publicitadas as “sapientes” declarações de Belmiro de Azevedo, quão podem ser classificadas de sapientes, quaisquer declarações de um troglodita ou de um asino…

Lemos hoje as declarações de Belmiro de Azevedo, pessoa por quem não temos nenhuma admiração especial, diga-se. Fala o homem que os portugueses só podem ter melhores salários quando forem mais produtivos. Pelo menos é isso que eu entendo quando certas bestas falam de produtividade em termos individuais dos trabalhadores portugueses.
Deixamos aqui o que a TSF disponibiliza acerca do assunto, apetecendo-nos explicar ao Sr. Belmiro de Azevedo, que no caso das suas mercearias gigantes, chamadas CONTINENTE, bem como nas outras empresas do grupo SONAE a produtividade deve ser alta, pois o ilustre senhor continua a multiplicar a sua fortuna.
Ora se não são produtivos e fazem menos três ou quatro vezes menos que os empregados de balcão das mercearias na Alemanha, como segue este senhor a multiplicar a sua fortuna? Não será em cima da produtividade dos seus funcionários? Roubará então? Corromperá os poderes políticos e financeiros deste país? Ludibriará os impostos e outras obrigações legais?
Digo agora eu, que não saberá este e outros senhores, o que é produtividade, pois se soubessem não diziam tais disparates. Parece a esta gente que os portugueses são uma cambada de preguiçosos e que não querem produzir, o que é uma perfeita mentira, pois se assim fosse não eram os portugueses mão-de-obra tão reconhecida e contratada nos países que são apresentados como de excelente produtividade.
Por trás da produção de cada trabalhador está o tipo de valor que o mercado atribui ao produto que é produzido, o sistema produtivo das empresas que estes senhores, grandes empresários, colocam à disposição dos trabalhadores. No caso português, com a visão medíocre dos empresários e apostando mais na especulação financeira, que na melhoria dos sistemas produtivos e no desenvolvimento de produtos competitivos pela integração de inovação e ciência nas suas empresas, nunca teremos índices de produtividade comparáveis aos alemães… Não fabricamos Mercedes, Audi, BMW nem Porches, não temos a Siemens, nem a Bosch, nem um sem número de marcas e empresas que produzem maquinaria e equipamentos de altíssima qualidade. Mas de todo não pode esta falta ser da responsabilidade dos trabalhadores.
Sugestão: vá o Sr. Eng.º Belmirinho à Alemanha contratar esses eficientes trabalhadores e assim ainda acumular mais riqueza, pagando mais quarenta ou cinquenta por cento que paga aos improdutivos trabalhadores escravizados nas suas empresas…
Uma pergunta para o Eng.º Belmiro: Um empregado do talho de um LIDL ou de outro qualquer hipermercado na Alemanha, corta mais bifes que um empregado de um talho no Continente aqui em Portugal? Damos desde já a resposta: NÃO.
Falam apenas para justificar as condições de escravatura em que fazem trabalhar os funcionários em Portugal, com um único objetivo, o de continuar a enriquecer à conta dos baixos salários dos funcionários… Apostando na política que pobres refilam menos e quanto mais apertados estiverem, mais se sujeitam a trabalhar por menos dinheiro…
Um aviso, em caso de revolta, o Brasil já não será ponto de fuga viável como no 25 de abril de 1974… Hoje teriam de fugir para países onde a sua pequena visão e capacidade empresarial, lhes não permitirá viver faustosamente como aqui, porque serão empresários medíocres quando comparados com os que já lá estão nesses países… Medíocres pela pequenez da mentalidade e pela ridícula capacidade económica quando comparados com outros…
PARA TERMINAR ESTE DESABAFO, ACERCA DA ESTUPIDEZ DE ALGUNS, DIGO: QUE VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AO CÉU…
Dinis Jesus 07-03-2014

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Atribulado início de ano.

ATRIBULADO INICIO DE ANO

Depois de ouvir o nosso PM na sua mensagem de Natal e o nosso PR na sua de ano novo, já nos apetecia dizer algo, mas depois de ver estas ideias para salvar o estado social que estão publicadas na revista Visão desta semana, mais nos apetece insultar alguém…
Pois cá vai o desfilar de ideias sobre estes e ainda outros assuntos que neste início de ano nos andam a incomodar…. Começaremos pelo ilusionismo do nosso PM que com o seu ar de quem paira acima dos ignorantes cidadãos do seu país vai dizendo que os que não alinham com ele são uns ingratos e se recusam a aceitar os sinais de recuperação que ele já vislumbra sem nenhuma dúvida embora ainda sejam ténues….
O simples facto de sermos tratados por este senhor como atrasados mentais que não percebemos aquilo que ele percebe sem nenhuma dificuldade, já era suficiente para lhe chamar uns quantos nomes feios, mas chamaremos só um, o de MENTIROSO COMPULSIVO…
Nem falaremos dos cento e vinte mil empregos, que certamente só existirão na sua cabeça, mas falaremos dos números da recuperação, comparando-os com os de dois mil e dez e que eram em tudo melhores que os que garante, este senhor astrólogo de pacotilha, para final de dois mil e catorze.
Parece que se prevê um crescimento abaixo dos zero virgula oito por cento, contra os, um virgula oito de dois mil e dez.
No desemprego teremos no final de dois mil e catorze no mínimo uns cinco pontos percentuais acima do que tínhamos em dois mil e dez.
Na divida teremos cerca de vinte e cinco pontos percentuais acimado que tínhamos no final de dois mil e dez.
Teremos também um peso de impostos significativamente mais alto que no final de dois mil e dez, não podemos esquecer o que dizia este senhor na campanha eleitoral que o veio a consagrar como vencedor das eleições, que os portugueses já não tinham mais possibilidades de pagar tantos impostos.
Já no défice, os sucessos são enormes, deveríamos ter cerca de dois vírgula cinco por força do memorando inicial e teremos quatro virgula cinco. Será este o verdadeiro sentido da brilhante ideia do “ iremos além da troika”? É que dependendo do lado que olhamos estão efetivamente além do que pretendiam, mas no sentido negativo da coisa…. Não podemos neste campo esquecer que a austeridade retirou da economia cerca de vinte mil milhões de euros e apenas deixou de gastar cerca de três mil milhões por orçamento…. Com esta brilhante situação, como diz o MENTIROSO, continuaremos no mínimo a somar à divida o valor nominal resultante do défice… Augura-se assim que mesmo baixando a taxa de juro do financiamento público, a divida continuará a crescer…
Não lhe posso ainda perdoar que acerca do valor da divida publica não tenha dito nem uma palavra, quando em agosto passado, dia vinte e quatro, disse publicamente que iria ser cento e vinte e dois por cento do PIB…. Na altura escrevemos sobre isso, achando que ele nos queria enganar ou estava a precisar de acompanhamento psiquiátrico…. Hoje achamos que é as duas coisas já que a mentira compulsiva é doença do foro psiquiátrico…
Gostamos de sobremaneira da frase desta semana do senhor primeiro-ministro, diz ele: que não se pode ser bom em todo, dizemos-lhe nós, que ele consegue mesmo é ser mau em tudo.
Agora passaremos a tratar do assunto do discurso do nosso presidente da república que já nem sabemos bem se não será uma espécie de prolongamento do governo, pois vê sucesso e recuperação em números piores que aqueles que classificava como infernais no mesmo discurso mas de dois mil e onze.
Não nos alongaremos muito, pois achamos que o vazio de ideias e o tom bafiento a soar a tempos idos não merece muita atenção, vamos só abordar a apologia do programa cautelar que este senhor não sabe o que é mas tanto defende.
Aponta assim claramente este senhor para que deveremos, quando este programa da Troika terminar, passar a um exercício de fazer trapezismo mas com rede, vamos assim para os mercados mas com a UE e o BCE como cães de guarda.
Vimos nós escrevendo noutros escritos que no final do resgate da Troika estaríamos pior em todos os indicadores que quando o começámos, mantemo-lo hoje e agora com menos dúvidas.
Dizia-mos que o resgate era insuficiente em termos de verbas para permitir tratar as coisas minimamente bem e que precisaríamos de outros tal como a Grécia, evitou talvez esse facto o BCE ter pela voz do seu presidente, dito que asseguraria a compra em mercado secundário da divida dos países intervencionados.
Embora esse fantasma ainda não esteja totalmente afastado, tudo se encaminha para o tal programa cautelar, já que é a preferência do senhor com ideias bafientas que habita em belém e ele tem grande capacidade de encaminhar este governo que não contará com o apoio do PS, previsivelmente.
Mas este programa cautelar, que a Irlanda não aceitou ou não quis, e que também é construção que nunca foi usada e fará de nós cobaias, não será um tipo de resgate mas sem dinheiro? Ou seja tem todas as obrigações comportamentais de um resgate ou até piores, mas não financia nada obrigatoriamente. Veremos mais para diante.
Agora as frases, twitadas para a Visão, de uns quantos acerca do estado social. Trazemo-las a este texto porque são reveladoras da classe de algumas pessoas e o porquê de termos os governantes que temos. Elas são reveladoras do conhecimento de alguns acerca do que são as funções do estado e onde acham que o estado falha.
Achar que fiscalizar o subsídio de desemprego e não o atribuir a alguns corrigiria alguma coisa, é deveras aterrador e indicador que há gente que diz coisas e vota, sem ter nenhuma noção de como as coisas são ou o que pesam na sociedade. Ou outros, que se acham sabedores, pensarem que deve haver apoios mas gastar uma boa maquia desses dinheiros na verificação exaustiva de quantos cêntimos cada cidadão tem para poder aceder ou não a esses apoios, poupam no farelo mas estragam na farinha… Temos também gente que sendo tonta, pensa que sabe e que estado social e retira estado ao mundo. Salvam-se dois depoimentos, o do Dr. Bruto da Costa e o do Dr. Capucho, o primeiro pela sabedoria e o segundo pelo pragmatismo e acerto….
ESTA GENTE QUE HOJE, TEORICAMENTE, MANDA NO PAÍS TEM IDEIA QUE MELHOROU ALGUMA COISA COM AS SUAS REALIZAÇÕES. POIS SE ACHAM ISSO OU ESTÃO ENGANADOS OU SÃO BURROS…. NÃO HÁ TERCEIRA HIPOTESE.
SE QUEREM, COM OS SEUS MÉTODOS, CORRIGIR AS CONTAS RÁPIDAMENTE?
DEVEM MATAR OS REFORMADOS E OS DESEMPREGADOS QUE RECEBEM SUBSIDIO, OS QUE NÃO RECEBEM PODEM EMIGRAR OU DEFINAHR À MINGUA ATÉ MORREREM TAMBÉM.
OS DOENTES DEVEM TAMBÉM MORRER DEPRESSA PARA POUPAR AO MINISTÉRIO DA SAUDE.
OS FILHOS DE PAIS QUE NÃO GANHAM MUITO, NÃO PODEM IR PARA A ESCOLA.
ESTAMOS A IRONIZAR, MAS O PROCEDIMENTO DO GOVERNO TEM IDO NESTA LINHA SÓ QUE DE FORMA ENCAPUÇADA E UM POUCO MAIS BRANDA.
SÃO ESTES PARTIDOS DO GOVERNO DA AREA DA SOCIAL-DEMOCRACIA E DA DEMOCRACIA CRISTÃ, O QUE SERIA SE NÃO FOSSEM.
MESMO QUE ACERTEM AS CONTAS, VÃO TER UM PAÍS DE POBRES, DE FAMINTOS, DE VELHOS A SOFRER, DE DOENTES A MORRER E DE GENTES A EMIGRAR.
ASSIM QUALQUER BANDIDO ANALFABETO SERIA CAPAZ DE CORRIGIR AS CONTAS…..
DINIS JESUS – 10-01-2014

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Ladrões ou roubados?

LADRÕES OU ROUBADOS ???

Hoje ao ler esta noticia, fiquei indeciso entre se me devia preocupar por estarmos num país onde se usam certos bens sem os pagar ou adulterando a quantidade comprada ou os fornecedores desses bens usurparem o bem comum, como tal roubarem a todos…..
Por deformação ou formação ideológica, conforme o queiram ler, entendemos o bem comum adiante do bem particular….
O que é para nós o bem comum? Não é mais que minimizar as diferenças de renda dentro de um quadro societário onde naturalmente uns têm acesso a proveitos que outros não têm. Bem sei que me dirão que os malvados preguiçosos não podem ter tanto como os inefáveis e produtivos cidadãos, nos quais se incluem desde o simples trabalhador rural ao mais distinto doutor, passando claro está por políticos, governantes, banqueiros e administradores de empresas públicas e privadas.
Mas esses adeptos da incansável produção devem pensar numa só e simples coisa, é ela a seguinte: metade da população ativa do mundo chega, hoje, para produzir todo o consumo dos cidadãos da terra. Então o que poderão produzir os outros cinquenta por cento?
Terão direito a consumir e a manter-se vivos ou não? E os não ativos, o que poderão fazer perante a diminuição da sua renda?
Morrer abandonados em suas casas, como tem acontecido, ou serem amontoados em casas de caridade e tratados como obstaculizantes parasitas?
Ou pior ainda, como sionistas e outros andam a congeminar, diminuir a população humana para níveis por eles considerados aceitáveis? Falta saber o meio a usar em tal monda, mas não se augura nada de bom para palestinianos e outros mais frágeis militarmente ou economicamente…..
Sim esta gente já percebeu que os recursos do planeta são limitados, impedindo o ilimitado crescimento, assim para não perderem as suas chorudas rendas há que condenar à pobreza e por último matar muitos…. Numa primeira fase, multiplicaram insustentavelmente o dinheiro e agora inventaram a crise das dívidas soberanas, para justificarem o retrocesso civilizacional que têm na forja, por forma, a que esses condutores e manipuladores das verdades, não percam qualidade de vida….
Estupidamente acenam com a honra da não divida e com a superior capacidade dos credores e dos mais fortes sobre os mais fracos.
Ora esse conceito de honra, de onde vem? Da religiosidade que combateu outros mais antigos conceitos de honra, alguns até onde saquear e violar, além de matar muitos é que era honroso e demonstrador de capacidade. Pois não mandam essas mesmas religiões aos ricos dividir com os pobres? Porque estará isso plasmado em todos os guias de todos os credos? Não será para manter a harmonia e o respeito por certos valores e sobretudo pelo outro?
Nós achamos que sim e faltando os mais ricos a essa obrigação, legitimam os outros a não ter a tal honra que pesa na consciência pelo ficar a dever…
Esta filosofia ultraliberal e capitalista, parte da premissa que se tem de produzir muito com pouco custo e que cada um tem de garantir o seu bem-estar de forma cada dia mais individualista, esquecendo que cada um tem diferentes capacidades e em função das necessidades de cada momento, mais ou menos aceitação no mundo da produção, vulgo emprego.
Perante este facto temos duas soluções praticáveis, sem atentar à dignidade humana da maioria em detrimento de um número cada dia menor de privilegiados, são elas as seguintes:
–Garantir emprego com salário a todos gerando pleno emprego e obrigatóriamente com um valor que permita viver em cada sociedade dignamente, ainda que usando a máxima de Keynes em que dizia ser necessário dar emprego a todos mesmo que metade abrisse buracos e a outra metade os tapasse.
— Outra forma é garantir rendimento às pessoas sem trabalharem ou trabalhando curtos períodos de tempo, escolhendo para este grupo os menos capazes e debilitados, de forma justa e de acordo com as suas capacidades. É que nenhum humano é outra coisa que não um ser educado pelo meio que o rodeia, com todas as nuances desse meio…. Garantindo a estes a não estigmatização por terem um rendimento sem o produzirem.
Nesta linha de raciocínio questiono o seguinte: será que se essa gente, que hoje usa a eletricidade sem pagar, por não ter o dinheiro suficiente para o fazer, deixar de consumir eletricidade e como tal a EDP produzir menos esse consumo que estima em 1% ainda vão despedir 1% dos funcionários? É que se o fizerem é provável que ainda aumente a falta de dinheiro e logo também aumente a tentação de usar sem pagar…..
Uma certeza temos, se há quem goste de ficar a dever, não são os mais pobres são antes os mais abastados e que acham que fazendo uma certa engenharia financeira, são tremendamente mais inteligentes….. Caso flagrante a EDP, veja-se a forma agressiva como tratam com os seus fornecedores, eles só têm deveres e têm apenas o direito a receber o mais tarde possível e com valores predeterminados pelo poderoso cliente…. Como tal, para encerrar o tema, proporcionando renda capaz a esses terríveis faltosos temos como garantido que não ficarão a dever a tão digna empresa como a EDP, recebendo esta impoluta empresa mais sessenta milhões de euros para juntar aos seus faustosos lucros e dividir com os seus “desprotegidos” acionistas….
NÃO RECEBE ESTA EDP RENDAS PÚBLICAS, POR DEFICIT TARIFÁRIO E OUTRAS DA ORDEM DOS MILHARES DE MILHÕES DE EUROS? DE QUEM É ESSE DINHEIRO? ISTO NÃO É UM ROUBO? É, SÓ QUE ESTÁ PLASMADO EM LEGAIS CONTRATOS.
O QUE ACONTECERIA SE TODOS DEIXASSEMOS DE PAGAR A ENERGIA E LIGASSEMOS ILEGALMENTE A ELECTRICIDADE? CRIARIAM MILHARES DE EQUIPAS DE DOIS ELEMENTOS PARA FISCALIZAR? ORA AÍ ESTÁ UMA BOA FORMA DE GERAR EMPREGO, SE CALHAR ATÉ ESTARIAMOS A AJUDAR A ECONOMIA..
TERMINO COM UM PROVÉRBIO POPULAR: LADRÃO QUE ROUBA A LADRÃO TEM CEM ANOS DE PERDÃO.
Dinis Jesus – 07-12-2013

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Mandela o homem bom

MANDELA O HOMEM BOM….

Embora já muito e bom tenha sido dito sobre este senhor no dia em que muda de mundo, eu teria para ficar bem com a minha consciência de dizer sobre ele o que eu acho……
Não conheci nem convivi nunca com este cavalheiro da politica, nunca tive tal prazer….. Mas lembro-me da causa que defendeu, do tempo que passou, aprendendo, sobretudo na prisão de Robben Island e guardo até hoje bem vivo na minha memória, o dia da sua libertação e o cortejo que o acompanhou nesse dia. Lembro-me bem das expressões de emoção e alegria que em todo o mundo floresceram nas faces de humanos de todas as raças e credos…..
Conseguiu depois como líder da nação mais rica da África manter uma certa paz, coisa difícil naquelas paragens dadas as diferenças de renda e culturais…. Ainda assim soube impor-se e obter de todos os líderes mundiais aceitação e reconhecimento…. Muito devem a este senhor, todos os africanos e mesmo a humanidade em geral.
Não descreverei as suas capacidades políticas, nem de estratega, nem se foi um bom ou mau presidente para os sul-africanos, ou se era um grande estadista. Outros o farão melhor que eu por possuírem outras ferramentas.
Falarei apenas da sua vontade de revolucionar sem excluir ninguém, nem mesmo aqueles que o torturaram e colocaram na cadeia por 27 anos….
Só alguém bom, o conseguiria de maneira tão abrangente…..
Os homens bons não morrem nunca, ficam pela sua obra e exemplo para a eternidade. De entre muitas, guardo uma frase que ele disse no dia em que cumpria oitenta e nove anos:
“Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero.”

Será eterno este homem e manter-se-á para sempre como uma referência da humanidade.

São homens como ele que vão dando esperança aos mais desfavorecidos e fazem os povos manter a esperança em certos líderes, embora muitos não estejam à altura…. Também com esses, que não sabiam ser, ele era frequentemente duro e corretor, mostrando que se pode e deve ser tolerante, mas nunca deixar-se subalternizar por nenhum tipo de poderes ou interesses….

Para a eternidade ficará o seu caloroso sorriso, a sua obra e sobretudo o seu exemplo…

NELSON MANDELA, O HOMEM BOM, NÃO MORRERÁ JAMAIS…..

Dinis Jesus – 05-12-2013

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Diário

João Cesar das Neves e uma certa conversa da treta de certos palradores.

Depois de ver vários comentários nas redes sociais e ter escutado partes da entrevista do João Cesar das Neves, apeteceu-me dizer umas coisas a este senhor…..
Aqui fica a ENTREVISTA NA TSF para poderem ouvir o tom do senhor e a objetividade do que diz…Alem de algumas bacoradas dignas de qualquer pastor de seita….
Resolveu dissertar sobre três eixos da vida nacional, em boa verdade disse umas coisas, mas verdadeiramente ninguém conseguirá retirar desta entrevista nada de significativo, o homem não tem nela um único raciocínio com princípio meio e fim…… Para usar uma frase muito conhecida dantes, digo: “Ele fala, fala, fala, mas não diz nada” adaptando da publicidade com o Ricardo Araújo Pereira.
Demos então a nossa opinião acerca dos que palrou esta ave rara da nossa exótica fauna de opinadores de pacotilha.
Primeira palração:
Fala o sujeito na primeira parte da entrevista do efeito demográfico no estado social e nas possibilidades deste tipo de distribuição, mas coisa rara, não diz um número, deita umas atoardas que não são mais que opiniões avulsas sem sequer terem uma matriz que se possa chamar linha de raciocínio…. Terá dado conta que ao dizer que todos defendemos o estado social está a dizer uma barbaridade do tamanho da sua falta de sensatez…. Alguns estão literalmente a lixar-se para os cidadãos mais desfavorecidos, ou preocupam-se apenas em os convencer a entregar o seu voto no dia das eleições.
É claro que o estado se estará a deteriorar, na sua capacidade de manter o que criou de expetativas e os contratos que assumiu com os contribuintes para o fisco e segurança social, mas até hoje mostrou-se sempre capaz de solver, com excedentes no caso das pensões e outros apoios sociais todos os seus compromissos….
Efetivamente, já deveríamos ter dado mais atenção ao assunto demográfico e promover o aumentar a população ativa para garantir a sustentabilidade do modelo constitucionalmente instituído….. Tal pode fazer-se aumentando a natalidade em valores capazes, isso faz-se dando esperança aos casais e capacidade económica, não baixando salários ou criando desemprego para não atemorizar os casais e não obrigar à emigração de jovens ativos. Faz-se de outra forma atraindo emigrantes depois de ter criado empregos suficientes…
Neste assunto apenas tentou justificar o homem que palra, dentro do modelo neoliberal reinante, os cortes promovidos pelo governo/troika.
Diz-se católico o homem, mas imagino que nem sabe muito bem o que isso é…. Usou o termo igualitarismo, propositadamente, para dar um ar negativo à distribuição da riqueza e ao apoio aos mais desfavorecidos. O que os mais inteligentes que ele querem, é igualdade, essa é tratar diferente o que é diferente….. Tão iluminada cabeça, não pode certamente entender o sentido do que atrás escrevemos, pois está de tal forma embebecido com o som da sua voz e o reflexo da sua patética figura no espelho, que se julga a última bolacha do pacote…. Coitado é apenas um idiota….
Segunda palração:
As corporações, a este assunto não vamos dar muita atenção, porque o sujeito não diz nada que não sejam verdades de La Palice… Aproveita para bater em alguns setores, nomeadamente professores, para servir a seu dono…. Mas não apresenta uma única solução para que a coisa seja corrigida…
Agora o supremo disparate nesta fase da entrevista, o artista diz que a maior parte dos que reclamam não são pobres, nomeadamente pensionistas….. Saberá o homem o que é um pobre, e a quantidade de dinheiro que será necessária para um agregado familiar viver com dignidade, quanto necessitará um pensionista solitário para viver???? Mas sempre lhe digo, usando os indicadores europeus para pobreza, teremos algo a rondar três milhões de pobres…. Quererá mais??
A suprema idiotice é dizer que aumentar o salário mínimo é uma ideia criminosa…. Bem sei que os liberais querem um mundo sem salários mínimos determinados ou tabelas salariais. Para quê? Podemos ver para quê se dermos um saltito à India ou outros países com assimetrias sociais que apenas deixámos de ter com a aplicação das politicas que esta gentinha quer excluir definindo-as como insustentáveis….
Diz também que a situação de toda a gente em pânico é uma coisa boa, porque estando assustadas as pessoas aceitam exigir menos. Depois continua a diarreia mental, dizendo que os cidadãos têm de olhar para de quem é o dinheiro que vai para a mão de quem reclama, uma tentativa de colocar os funcionários do privado contra os do público….
Mas pasme-se acha que vai ser a economia a resolver estas questões todas porque acha que em termos de associações e corporações nada nunca mudará….. Só um estupido acha que o cidadão é que serve a economia ou seja ela é o principio o meio e o fim da coisa. Pois a economia deveria ser neste modelo societário ocidental um instrumento para servir os cidadãos…. Mas este é apenas mais um dos erros de análise desta ilustre personagem, com tempo de antena…
Terceira palração:
Portugal não contexto de globalização, esta é a suprema esquizofrenia do animal palrador… Primeiro porque acha que a crise é uma coisa boa e potenciadora da transformação que segundo ele era absolutamente necessária….. Fala das fabulosas exportações sem dizer o que exportamos e a que preços exportamos e o que acontece às empresas exportadoras a toda a hora….. Exportamos refinados e ouro, como influenciadores significativos dos aumentos que se têm sentido nas exportações, mas o ouro não é das minas é da venda particular dos anéis e colares que as pessoas vendem para continuar a comer…
Viajei por alguns sítios do mundo, desde países desenvolvidos europeus até aos países pobres da África, passando por alguns intermédios na América-latina… Pois não é que todos querem o mesmo, aumentar as exportações…. Creio que começaremos todos no mundo a exportar para Marte, pois a Terra será pequena para tanto desejo de exportação…. Podemos lembrar que em tempos de outra senhora exportávamos comboios de coisas como sendo sucessos da capacidade portuguesa e excesso de produção… Serviu para equilibrar as contas públicas em duas décadas, mas também serviu para dar fome aos portugueses. A tal cristandade bacoca deste senhor mais uma vez fica visível na sua forma de ver as coisas…..
Numa coisa está correto o homenzinho, com estas políticas de austeridade, nunca se cumpriram os deficits…. Sem ausência de deficit, nunca diminuiremos a divida. De nada interessa ter deficit primário nulo ou ser excedentário se por via dos juros o deficit global continua a ser grande, continuando a aumentar a divida publica…. Só para que saiba o homem, se alguém cumpriu deficits foi um tal de Sócrates, entre 2005 e 2008, lembrar-se-á o fabuloso professor de economia desse facto???? E se calhar foi atirando dinheiro para cima da economia… Estranho exatamente ao contrário do que diz a alminha falante….
Admite também que agora não somos capazes de pagar porque usámos mal o dinheiro que veio da UE, nisso também terá razão e devia saber para quem serviu essa politica…. Para os mais eficientes, como define alguns dos que não perderam direitos.
Aborda a solidariedade na europa mas não fala que nunca neste contexto europeu nenhum país será capaz por si de mudar nada… Mas sabe que não nos deixarão cair, porque isso seria mau para todos…. Castigam, mas só até ao milímetro antes de cairmos.
Aproveitou também de forma medíocre, quando comparado com outras vozes, para pressionar o Tribunal Constitucional… Mas ninguém lhe liga, por isso sem problemas…
Fala do euro, e da não possibilidade de sair da moeda única, neste assunto mais uma vez defende a conversa do dono, só…..

POIS QUE SAIBA QUE A NÓS PREOCUPA A VIDA DOS CIDADÃOS E NÃO AS CONTAS, SAIBA QUE NÃO QUEREMOS UM PAÍS RICO A ABARROTAR DE POBRES.
DESDE QUE SE COMEÇOU A CORTAR A DIVIDA NÃO PAROU DE AUMENTAR NEM SE AFIGURA UMA INVERSÃO DA DINAMICA….
SAIBA POIS QUE OU A EUROPA MUDA DE ATITUDE E SE TORNA SOLIDÁRIA, ACHANDO QUE O DINHEIRO É EUROPEU, OU VAI CAIR COMO PROJETO IMEDIATAMENTE APÓS A QUEDA DO EURO….. ANTES DISSO VÂO TER DE NOS PERDOAR PARTE DA DIVIDA, COISA DESNECESSÁRIA HÁ TRES ANOS ATRÁS…..
DENTRO DE PORTAS NUNCA TIVEMOS POLITICAS SOCIAIS E ECONOMICAS TÃO ERRADAS, COMO AS DESTE GOVERNO E QUE TAL ILUMINADO PROFESSOR DEFENDE…
Dinis Jesus— 18-11-2013

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Os carneiros aceitantes da desgraça, o Henrique Monteiro e o Satanás.

Tinha em tempos prometido a mim mesmo não comentar ditos ou escritos, de gente à qual não dou muito crédito, precisamente por a sua opinião não valer rigorosamente nada mais que a minha.
Mas perante tal catequese bacoca de alguns pseudocomentadores políticos, que não sabem nada de contas, tenho de me insurgir. Não serei mais ligeiro nem pior catequista que eles.
O que vou escrever vem no seguimento desta crónica da qual indico link, posso de todo garantir, que embora seja Jesus de nome, não escrevo em defesa da honra do menino Jesus que o cronista traz ao titulo da sua crónica.
Henrique Monteiro “in Expresso”
Ora vejamos o que acho que a fundamenta, além claro está da leitura de uma outra crónica/artigo de um outro conformado.
Fundamenta este senhor a coisa no discurso, dito pelo Rei da Holanda, que nos deixou entender com clareza uma coisa nova, pelo menos para mim, e é que o rei sabe ler um papel escrito e pensado por outros. Sim porque até aí raramente tinha ouvido sequer falar do rei da holanda.
Já da holanda sempre ouvi falar, desde que sistematicamente nos foram roubando desde a era dos descobrimentos, com esses tais de corsários, nome pomposo para ladrões/piratas. Agora também ouço falar muito desse simpático país, roubado ao mar, porque se transformou em sede de muitas empresas criadas com dinheiros portugueses, com divida de Portugal e com contração de dívidas na banca portuguesa. Mas não reconheço à Holanda, por ter três empresas de nome, ou prostitutas na montra, ou bolinhos de haxixe nos cafés, que nos ditem como fazer e que o que antecipam seja correto. Para não falar do ilustríssimo presidente do Eurogrupo, holandês, que até inventa mestrados, que depois de descoberto, tem de retirar do CV, coisa pouco abonatória, mas se perdoo a Sócrates e a Relvas isso, também lhe desculpo a ele, já que são fraquezas de somenos.
Como sei que existem muitos cidadãos que não sabem nada de contas, ou sabem pouco, e se acham bons demais para terem de se preocupar com isso, ficam-se apenas por umas frases relativamente bem construídas e que são transportadoras de uma mensagem falsa de que o sistema social-democrata não é sustentável, é o caso do Henrique Monteiro, que o faz muito ligeiramente, sem a menor duvida.
A título de brincadeira, aligeirando as contas, digo o seguinte: Para viver-mos com dignidade, sem quebrar os contratos intergeracionais, nem o estado romper os contratos com reformados, pensionistas, pobres e funcionários públicos, enfim não causar inconstitucionalidades, precisaríamos para não gerar deficit, algo como 80 MM€. Algo a rondar os 45% do PIB de 2010 ( aprox 173MM€ ), que diga-se é muito e representa um esforço enorme sobre as finanças dos portugueses. Ou então, bem o sei mudar a constituição, desiderato de alguns sentados nas bordas da finança.
Como temos tido deficits, entre 5 e 10% do PIB, portanto 8MM€ a 17MM€ precisaremos de aumentar o nosso PIB em cerca de 25 MM€, ou seja 14% do PIB de 2010, para sem aumentar impostos ou sem promover cortes na despesa publica, equilibrar a coisa do orçamento e não gerar mais divida. Isto tudo para não mexer no estado social de 2010.
Agora para abater a divida, não podemos só ser equilibrados em termos orçamentais, temos que gerar excedentes. Onde os poderíamos ir então buscar?
Em vez de ir buscar ao bolso do contribuinte com emprego, que são cada dia menos, causando uma baixa significativa na receita das finanças e segurança social, que como já se viu causa enorme contração do PIB, gerando enorme desemprego, devemos talvez ir a outro sítio.
Ora se as despesas com pessoal, pensões e apoios sociais, representam 75% da despesa publica ( aprox 57MM€ ) sobram 25% do orçamento ( aprox 23MM€ ) , se deste valor renegociar-mos os juros da divida e poupar-mos 1,5MM€ ou mais, se renegociar-mos a PPP e poupar-mos 1,5MM€, se baixar-mos a renda ao setor elétrico e poupar-mos 500M€, se extinguir-mos umas dezenas de Institutos e reintegrar-mos os funcionários em estruturas onde sejam necessários, pouparemos mais uns milhões, se baixar-mos o desemprego, também pouparemos mais uns milhões e arrecadaremos mais uns milhões por incobráveis nas empresas que não falirão se o consumo interno aumentar.
Para tal tem de se encontrar uma forma de as financiar devidamente, as empresas com dificuldades, ou proporcionar-lhes pagamentos prestacionais exequíveis. Estas empresas mesmo que só paguem um ou dois meses e depois vão para a falência, ou voltem a deixar de pagar, já proporcionaram aos cofres do estado valores muito significativos, por isso risco zero de perder por parte do estado.
Esta legitimação do empobrecimento, esta aceitação de que ainda que o PIB mundial aumente, temos de nos tornar mais pobres, esta coisa de dizer que temos de ser como o Bangladesh ou a Indonésia para crescer, dá-me vontade de rir, sobretudo vindo de quem beneficiou em termos líquidos da despesa do estado e dos deficits enormes da década de 80 e 90, coisa que fomos todos os que hoje têm entre 30 e 50 anos de idade. Sim, tivemos vacinas, tivemos escola até tarde para todos, tivemos universidade para quem quis estudar, tivemos um SNS de qualidade. Mas isso já passou bem o sabemos, mas atenção, vamos dar aos nossos filhos o que tiveram os nossos pais ou avós, é bom que se lembrem, no caso de aceitar-mos a teoria do Henrique Monteiro.
Agora onde entra o satanás nisto tudo, tal como entrava o menino Jesus, é que se quisermos, podemos e devemos alterar as coisas, devemos deixar de prestar vassalagem e adoração ao tal satanás, que é nem mais nem menos o mundo da alta finança e a banca mais poderosa, nem é a banca caseira, essa já tem em termos de contas a situação do País e todos os anos tem de despedir e continua a dar prejuízo, só que esse nós temos vindo a pagar, por enquanto. Estão pobres já, só que ainda não deram conta.
Pois os que como o Henrique Monteiro, não querem acreditar no menino Jesus, acreditam no poder do tal satanás, que confessemos não é menos metafisico que o menino Jesus.
Se é para empobrecer o país, criar miséria e mendicidade, trabalho quase escravo, gente carenciada sem nenhum apoio social e milhões de jovens emigrantes, prefiro que seja tudo de uma vez. É que depois o caminho é sempre a crescer, sim tal como esse resto de mundo associal e escravizador, que esta gente defende como bom. Crescem mas apenas porque partem de uma base tremendamente inferior à nossa e escravizam as pessoas. Será isso que querem as pessoas da europa?? Trabalhar muito e passar mal?? Será essa uma condenação Satânica??
Pois se é para ciclicamente ser pobres e depois crescer, de forma sinusoidal, sem termos culpa nenhuma enquanto cidadãos, não nos deram opção de escolha dentro deste modelo económico. É a banca mundial e a alta finança a definir os caminhos, coadjuvados por um grupo de pacóvios a governar nos estados e contentes por viverem um pouco melhor que o resto dos seus compatriotas. Como tal a única coisa que podemos fazer é manifestarmo-nos e fazer greves provocando até o colapso com carater de urgência, será melhor um ano ou dois atribulados que vinte anos a minguar e definhar, quanto mais não seja pela parte anímica da questão.
Esta mentalidade bolorenta e vinda da ditadura, com frases do tipo: “bom é ser pobre mas honesto”, “temos de ser bem-mandados e excelentes trabalhadores”, “temos de ser frugais e até passar fome se for preciso”, “se não há dinheiro devemos contentar-se em apenas saber soletrar”, diziam ler e escrever, mas não era isso pois não entendiam o que faziam se fosse mais que assinar ou ler o nome de alguém.
RECUSO-ME A ACEITAR ISSO COMO REGRA, RECUSO-ME A SER CARNEIRO BEM-MANDADO, ANTES ROUBAR QUE SER DOMESTICADO, COMO É O HENRIQUE MONTEIRO.
PARA USAR UMA FRASE DE QUE GOSTO PARTICULARMENTE, DE UM ILUSTRE PORTUGUES, DIGO: “ALGUNS SÓ ENCONTRAM A VERDADEIRA LIBERDADE ATRÁS DAS GRADES DA PRISÃO.” EU E MUITOS SEREMOS DESSES.
Dinis Jesus
28-10-2013

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A estupidez não marca hora nem tem idade.

Hoje dei por mim a ouvir um ruido, uma voz cavernosa e decrépita, a dizer um chorrilho de baboseiras que só mesmo alguém sem classe e já fora de validade podia dizer.

Falo de quem??? De Eduardo Catroga, pois então. Ouvi o gajo, para usar a expressão do visado Sócrates, para aqueles por quem não nutre bons sentimentos, a dizer cobras e lagartos do atrás referido. Coloco aqui, cópia da noticia do Económico.
Ora pois não é que este iluminado senhor foi ministro de Cavaco nos governos PSD, governos de onde saiu a maior corja de vigaristas da nossa democracia, veja-se o caso BPN, sempre gerido por homens do seu tempo e da sua proximidade e que se tornou o maior desfalque do pós vinte e cinco de abril ao bolso do contribuinte.
Será que o homem se esqueceu do Blackberry e da famosa foto, onde se anunciava como o mentor do excelente acordo ( memorando com a troika ), para o qual o PSD tinha, na sua pessoa, contribuído de forma decisiva??????????
Claro que poderíamos sempre dizer que o tipo está senil, fruto da idade, não fora o homem continuar a receber 600.000€ ano pagos pela EDP, e que são sistematicamente surripiados aos bolsos dos consumidores de eletricidade com o beneplácito desta incompetente corja que nos governa.
Porque deveria ser julgado Sócrates??? Não foi eleito??? Não tem legitimidade para dar opinião??? Ou será antes, porque o que diz e sabe, pode colocar em maus lençóis esta corja de governantes e seus fervorosos defensores???
Nunca defendi Sócrates, antes pelo contrário, apenas votei nele nas ultimas eleições que perdeu, porque sabia que o que se perfilava era tremendamente pior, uma deriva ultraliberal, desenhada por um bando de infantilóides sem sabedoria aconselhado por um bando de senis decrépitos.
Devia este senhor, saber que fosse qual fosse o PM entre 2008 e 2010, hoje estaríamos aqui ou próximo, pois a nossa situação pouco depende de nós portugueses. Ter-se-á esquecido este atrasadinho mental, que Sócrates foi quem teve os deficits mais baixos da nossa democracia no seu primeiro governo??? Que foi o primeiro governo a abrandar o ritmo de crescimento da despesa pública, que criou um plano nacional de barragens para baixar a nossa dependência das importações de combustíveis, que proporcionou a implementação da energia eólica e a micro-geração ?? Foi perfeito?? Não,longe disso. Mas fez muitas coisas acertadas e tinha até o tal acordo à espanhola com a europa, para evitar a vinda da troika. Quem deitou por terra esse acordo ao chumbar o PEC IV ????
Esta gente e os que se deixam convencer por ela, são realmente os causadores da desgraça que temos. Não prestam, não sabem, são convencidos pelos recursos que vão ” ROUBANDO “, fruto de compadrios e expedientes e relacionamentos dúbios.
Parece que este senhor se esquece que foi o ideólogo do programa de governo, que esteve como negociador no memorando da troika, que quando saiu se considerou responsável pelo sucesso das negociações, querendo até documentar a coisa com a famosa fotografia, secundarizando o cansadito Teixeira dos Santos.
É esta mentalidade tacanha, esta forma vil de fazer politica e esta atitude rasteira e caceteira desta gentinha de baixo perfil, no caso do PSD, que nos tem onde estamos hoje. Julgam-se superiores em termos morais e mais capazes com as contas, pois devia este senhor saber que nunca ninguém aumentou tanto a despesa pública como os governos do seu partido o PSD, é só consultar os dados.
Não, não será este tipo de atitudes que fará o pessoal mais capaz intelectualmente de se esquecer que ele Catroga é responsável pela nossa atual situação de penúria e do colossal aumento da divida publica. Já percebemos que esta gente do PSD, este bando de incompetentes, esta cáfila, é que são os responsáveis pela situação de descalabro em que estamos. Também não nos esquecemos que nos disseram que o memorando seria o seu programa de governo e que até iriam além dele. A ultima vez que foram alem da troika foi neste OE.
Haverá sim quem deva ser julgado e condenado por responsabilidade direta nos roubos que aqui se fizeram através de grupos financeiros e económicos com relações duvidosas a gente da área do poder, nomeadamente do PSD. Claro está que na área do PS e do CDS também há e sempre houve compadrios e interesses camuflados e que levaram gente medíocre a ser ministro ou secretário de estado e depois a grandes salários promíscuos e quase pornográficos, ao serviço de privados que gerem dinheiros públicos, privatizados após faraónicos contratos com o estado.
Era hora de tomar atitudes mais radicais com quem quer fazer de nós burros, ou depósitos de informação viciada e deturpada como são as afirmações deste senhor Catroga, velho senil, estupido e com ar de rabugento, que nem num pastel de bacalhau pegaria se não fosse pago com dinheiros roubados ao contribuinte. Refiro-me à triste figura que fez ao imitar o faminto Cavaco a trincar o bolo-rei, mas agora num misero pastel de bacalhau no beberete comemorativo da tomada pelos chineses da EDP, paga durante anos com dinheiros públicos.
ESTE SENHOR É BURRO E QUER FAZER DE NÓS BURROS.
ESTÁ CAQUÉTICO E SENIL, NADA DO QUE DIGA TERÁ SIGNIFICADO OU CAUSARÁ ALTERAÇÕES AO RUMO DAS COISAS.
SÓ CONVENCE GENTE INCAPAZ E INCOMPETENTE E OUTROS QUE APENAS DEFENDEM OS INTERESSES PRÓPRIOS OU PARTICULARES, ALÉM DE CORPORAÇÕES.
POR FIM PERGUNTO, AINDA DEMORARÁ MUITO A MORRER, ESTE TIPO DE PESSOAS??? É QUE POUPAVAM UNS COBRES EM REFORMAS PORNOGRÁFICAS AO ERÁRIO PÚBLICO OU À DEPAUPERADA SEGURANÇA SOCIAL.
Dinis Jesus
24-10-2013

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