Diário

A sabedoria tola do Belmirinho.

A SABEDORIA TOLA DE BELMIRINHO

Hoje foram largamente publicitadas as “sapientes” declarações de Belmiro de Azevedo, quão podem ser classificadas de sapientes, quaisquer declarações de um troglodita ou de um asino…

Lemos hoje as declarações de Belmiro de Azevedo, pessoa por quem não temos nenhuma admiração especial, diga-se. Fala o homem que os portugueses só podem ter melhores salários quando forem mais produtivos. Pelo menos é isso que eu entendo quando certas bestas falam de produtividade em termos individuais dos trabalhadores portugueses.
Deixamos aqui o que a TSF disponibiliza acerca do assunto, apetecendo-nos explicar ao Sr. Belmiro de Azevedo, que no caso das suas mercearias gigantes, chamadas CONTINENTE, bem como nas outras empresas do grupo SONAE a produtividade deve ser alta, pois o ilustre senhor continua a multiplicar a sua fortuna.
Ora se não são produtivos e fazem menos três ou quatro vezes menos que os empregados de balcão das mercearias na Alemanha, como segue este senhor a multiplicar a sua fortuna? Não será em cima da produtividade dos seus funcionários? Roubará então? Corromperá os poderes políticos e financeiros deste país? Ludibriará os impostos e outras obrigações legais?
Digo agora eu, que não saberá este e outros senhores, o que é produtividade, pois se soubessem não diziam tais disparates. Parece a esta gente que os portugueses são uma cambada de preguiçosos e que não querem produzir, o que é uma perfeita mentira, pois se assim fosse não eram os portugueses mão-de-obra tão reconhecida e contratada nos países que são apresentados como de excelente produtividade.
Por trás da produção de cada trabalhador está o tipo de valor que o mercado atribui ao produto que é produzido, o sistema produtivo das empresas que estes senhores, grandes empresários, colocam à disposição dos trabalhadores. No caso português, com a visão medíocre dos empresários e apostando mais na especulação financeira, que na melhoria dos sistemas produtivos e no desenvolvimento de produtos competitivos pela integração de inovação e ciência nas suas empresas, nunca teremos índices de produtividade comparáveis aos alemães… Não fabricamos Mercedes, Audi, BMW nem Porches, não temos a Siemens, nem a Bosch, nem um sem número de marcas e empresas que produzem maquinaria e equipamentos de altíssima qualidade. Mas de todo não pode esta falta ser da responsabilidade dos trabalhadores.
Sugestão: vá o Sr. Eng.º Belmirinho à Alemanha contratar esses eficientes trabalhadores e assim ainda acumular mais riqueza, pagando mais quarenta ou cinquenta por cento que paga aos improdutivos trabalhadores escravizados nas suas empresas…
Uma pergunta para o Eng.º Belmiro: Um empregado do talho de um LIDL ou de outro qualquer hipermercado na Alemanha, corta mais bifes que um empregado de um talho no Continente aqui em Portugal? Damos desde já a resposta: NÃO.
Falam apenas para justificar as condições de escravatura em que fazem trabalhar os funcionários em Portugal, com um único objetivo, o de continuar a enriquecer à conta dos baixos salários dos funcionários… Apostando na política que pobres refilam menos e quanto mais apertados estiverem, mais se sujeitam a trabalhar por menos dinheiro…
Um aviso, em caso de revolta, o Brasil já não será ponto de fuga viável como no 25 de abril de 1974… Hoje teriam de fugir para países onde a sua pequena visão e capacidade empresarial, lhes não permitirá viver faustosamente como aqui, porque serão empresários medíocres quando comparados com os que já lá estão nesses países… Medíocres pela pequenez da mentalidade e pela ridícula capacidade económica quando comparados com outros…
PARA TERMINAR ESTE DESABAFO, ACERCA DA ESTUPIDEZ DE ALGUNS, DIGO: QUE VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AO CÉU…
Dinis Jesus 07-03-2014

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