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Eleições antecipadas, solução ou problema?

Hoje Marcelo na terra onde é autarca diz que eleições antecipadas antes da saída da Troika, serão mais um problema que uma solução. Qual será o mal, que trariam umas eleições antecipadas?
Escutámos com ligeireza as declarações de Marcelo acerca da possibilidade de eleições antecipadas, falava no rescaldo do conselho de estado de ontem. Conselho de estado que ao que parece foi aceso em alguns períodos, nomeadamente como presidente do tribunal constitucional a criticar abertamente o primeiro-ministro pelos ataques feitos ao tribunal na altura da declaração de inconstitucionalidade de algumas medidas constantes no orçamento de estado.
Notícia do ionline com declarações do prof. Marcelo
Mais uma vez a corrente que defende que eleições antecipadas são um problema, não o fundamenta em coisa nenhuma, ou pelo menos em coisa concreta, pois ficam sempre pela mera ideia que coisa boa não seria, pelo menos antes da ida da Troika embora.
Já nós ao contrário da opinião do ilustre professor, achamos que as eleições deviam ser urgentes e quanto mais cedo melhor, pois este governo vai fazer a situação económica do país ficar ainda mais débil a cada dia que se mantenha a gerir os destinos dos portugueses.
Não sabem governar, todas as medidas que tomam vão no sentido de ser mais papistas que o papa, aplicando uma austeridade criminosa que apenas consegue fazer pobres, mas não corrige as contas em nada. Antes as agrava cada dia mais e ao empobrecer o país cada dia o coloca mais longe de conseguir solver os seus compromissos.
Se mal pergunto, gostaria de saber que mesmo que o que agora está previsto se cumpra e em 2015 tenhamos um deficit de 2,5%, teremos ou não de continuar a gerar divida, se temos deficit, para o pagar só endividando-se. Que raio de matemática usarão tão ilustres craneos para o não verem? Só abateremos divida, de forma visível, se não tivermos deficit ou formos excedentários, o resto será sempre engenharia financeira. Claro que poderemos alocar uma boa parte do OE ao abater da divida, mas se este for deficitário a divida apenas será transferida para outro qualquer sitio, com as consequências já previsíveis da encolha sucessiva da nossa economia.
Não entendo em que prejudicariam as eleições o normal funcionamento dos acordos, nem que mal causariam, mas admito que pudessem abalar brevemente a confiança dos malditos mercados na nossa economia, mas como previsivelmente ganharia o PS, logo de os mercados e a UE passariam a achar brilhante a governação se cada nova medida fosse acordada com a Troika.
BASEIAM ESTE MEDO, O DAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS, NUM FANTASMA QUE DE TODO NÃO EXISTIRIA, A ESCOLHA DO POVO TEM DE SER SEMPRE UMA SOLUÇÃO, NUNCA UM PROBLEMA. DE OUTRA FORMA, ASSUMAM A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA E SEJAM MAUS MAS SÉRIOS.
21-05-2013
Dinis Jesus

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A incompetência do governo e a urgência de uma revolução.

Hoje um membro da igreja católica, que de todo não poderá ser conotado com a área comunista do nosso universo político, reclamou uma revolução com causa na fabricação de miseráveis pela incompetência deste governo.

Esta gente que governa será insensível aos apelos de todas as áreas políticas? Até à sua área de influência e universo eleitoral, fará orelhas moucas? Refiro-me claramente à social-democracia e à democracia-cristã que são a génese dos partidos do governo e na qual se reveem a maioria dos católicos.
D. Januário Torgal Ferreira, tem vindo a mostrar uma forte consciência social e uma atenção ao país que temos que vai muito de encontro ao que deveria ser a atenção que todos deveríamos dar aos assuntos da governação. Deveremos dar atenção, não se resignando com meia dúzia de comuns disparates que nos vão atirando em surdina, como o vivemos acima das nossas possibilidades, gastámos mais que aquilo que podíamos, temos de empobrecer para ser equilibrados, etc etc.
Ouçam-se aqui as suas palavras em entrevista na RTP.
Diz claramente o bispo, que se o fundador do PSD hoje cá estivesse estaria na rua a reclamar uma revolução, de tudo o que sabemos de Sá Carneiro, não nos custa admitir tal coisa. Tal como temos visto a muita gente, que já militou ou milita nos partidos da área do governo, reclamar aos sete ventos a incompetência deste miserável governo, também ele certamente reclamaria na mesma direção. Esta governação é pior em termos económicos que o pior de Salazar, direi mesmo muito pior.
Como sempre temos dito, esta governação é a pior de todas as que tivemos em tempos de democracia, criaram miseráveis aos milhões, mas não corrigiram nada em termos de contas e teremos de cair numa situação de incumprimento mais dia, menos dia. Ou a europa muda de caminho e ajuda os periféricos a resolver a crise da dívida. Difícil é hoje encontrar alguém que esteja de acordo com as práticas deste governo, além de Gaspar e Coelho é claro.
Abanam com os ganhos de credibilidade, esses que puseram a taxa de juro 1% mais baixa que na ultima emissão de divida a dez anos feita pelo governo Sócrates. Será que esta baixa de 1% se deve aos sacrifícios do povo e à geração de milhares de pobres ou ao que disse Draghi no final do verão passado? Refiro-me ao ele dizer que o BCE compraria toda a divida dos países em dificuldade no mercado secundário. Uma afirmação desta natureza valerá mais ou menos que 1% de variação na taxa de juro? De todo não sabemos, mas os que governam também não, ficar-nos-á a dúvida a nós e a eles do governo e seus apoiantes.
E a múmia Cavaco? O que ouvirá ele hoje em dia de conselho de estado? Estará preocupado com o futuro pós troika ou com o hoje e amanhã? Será capaz de escutar devotamente este senhor bispo? Se não for que escute então a sua devota Maria, já que ela é tão crente e certamente aceitante do que diz tão ilustre membro da igreja em que ela acredita.
Direi para terminar, o povo português nunca foi tão mal governado desde que me conheço gente, bem sei que sozinhos pouco podemos fazer contra o rolo compressor da política económica vigente no mundo ocidental, mas não nos ficaria mal tentar. Temos de deixar de fabricar os tais miseráveis de que fala o Sr. Bispo, sob pena de um destes dias sermos maioritariamente um país de miseráveis, ponteado apenas por meia dúzia de muito ricos e completos manipuladores da economia.
A REVOLUÇÃO PODE MUITO BEM SER NAS ELEIÇÕES, SEM GRANDES ALARIDOS OU TRÁGICAS CONVULSÕES. ASSIM OS PORTUGUESES ACORDEM PARA A REALIDADE E SE DEIXEM DE TOLOS PRECONCEITOS ANTI-ESQUERDA.
DAVA MUITO JEITO QUE A MÚMIA DESSE UM EMPURRÃO, SE CALHAR BASTARIA ESCUTAR COM ATENÇÃO OS CONSELHEIROS DE ESTADO. QUANTO MAIS CEDO FOREM AS ELEIÇÕES, MAIS DEPRESSA NOS LIVRAREMOS DESTA CRIMINOSA INCOMPETÊNCIA.
20-05-2013
Dinis Jesus

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A comida como pagamento de trabalho ou a falta total de humanismo.

Estava determinado a falar da perda do campeonato pelo meu Benfica. Mas eis que vejo esta notícia e de novo volta a minha costela humanista a falar antes da costela emocional, ainda que por isso me continuem a achar muito chato.
A notícia de que falo versa a comida em troca de trabalho, o pior de tudo é que todas as opiniões que ela transmite, admitem a situação como coisa boa. Será que admitem a escravatura como coisa normal? Os escravos também tinham alimentação, até com sorte e se bem comportados um dia a carta de alforria. Talvez também estes, um dia trabalhem como assalariados e voltem a ter a dignidade de poder comprar a sua comida.
A tal notícia da SIC notícias
Esta coisa, que alguns até acham de coisa boa, mais não é que uma atitude caridosa, mas agora requerendo por ela uma compensação, o trabalho sem salário. Se a causa solidária só por si já me choca, não pelo ato solidário em si, mas pela situação que a montante o motiva e que se chama necessidade por pobreza extrema. Não posso assim de nenhuma maneira aceitar esta situação como coisa boa.
Bem sei que alguns, falsos moralistas militantes, virão rapidamente dizer que isto é melhor que roubar ou recorrer a atitudes imorais para ter sustento. Para alguns desentendidos e desprovidos de valores humanistas, até poderá ser. Mas para mim que venho de uma família em que um dos progenitores passou fome na sua infância e adolescência, tal forma de pagamento representa o retorno à escravatura e à condenação de alguns à indignidade, mesmo trabalhando.
Revolta-me a necessidade de haver pessoas que se sentem devidamente compensadas por não terem fome. Lembro-lhes que qualquer animal está nessa situação, ou porque é doméstico e o seu dono lhe dá comida ou então porque é selvagem e a caça ou a recolha na natureza lhe matam a fome. Estaremos, alguns, a transformarmo-nos em animais domésticos?
Lembro ainda os meus pacientes leitores que alguns animais, por nobreza de carater, preferem morrer de fome que serem alimentados em regime doméstico. Se calhar eu sou um desses, serei dos que preferiria morrer de fome a trabalhar por comida. Chamai-lhe o que quiserem, mas ser domesticado por este modelo ultraliberal capitalista não serei nunca.
Entristece-me ainda mais por ver que muitos já se renderam ao sistema, mais ainda por ver neles, gente bem formada e que pôde andar na escola, como tal até fala bem. Misera sorte, esta que leva alguns a aceitarem o castigo como razoável medida, apenas para não passar fome.
Esta situação é a clara subversão da caridade, já que esta deveria dar comida sem pedir rigorosamente nada em troca. Só posso classificar esta condição como voltar à condição de animal doméstico, mas não de estimação e antes de trabalho, ou então pior ainda ao regime de escravatura. Em que catecismo estará esta como boa condição? Esta será medida de direita ou de esquerda? Não creio que seja pregada em nenhuma filosofia que tenha a humanidade como centro fulcral do universo.
Costumo afirmar que sou de esquerda, mas que aceitarei sem dificuldade o catecismo da igreja católica como modelo político sem barafustar muito. Pois a religião católica prega uma filosofia que não me custará a aceitar como boa em termos distributivos, isto apenas porque valoriza a condição humana em primeiro lugar e obriga aos mais abastados a alimentar os que não têm sustento, mas misericordiosamente sem pedir nada em troca e sem segundas intenções, até e apenas a de mostrar maior capacidade será entendida como pecado.
Este tema e o falar dele abala-me profundamente, pois é a admissão, no mundo ocidental, que alguns apenas pela pobreza causada pelo desemprego, sejam mais ou menos capazes, se terão de sujeitar aos que têm mais posses e capacidade económica.
VIVEMOS NESTE MISERÁVEL MUNDO NOVO, QUE BEM PODIA SER O TAL ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, MAS QUE POR CAUSA DA ERRADA DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA PRODUZIDA POR TODOS, NOS ATIRA PARA OS TEMPOS DO FEUDALISMO.
QUANDO DIGO POR TODOS, NÃO ESTOU A DIZÊ-LO ESQUECENDO QUE ALGUNS NÃO TRABALHAM, MAS PORQUE SEI QUE SER UM SIMPLES CONSUMIDOR JÁ CONFERE LUGAR UTIL A QUALQUER CIDADÃO, TAL É IMPORTANTE MANTER O CONSUMO EM NIVEIS QUE VÃO POSSIBILITANDO HAVER EMPREGO PARA OS OUTROS QUE AINDA O VÃO TENDO.
SERÁ QUE ALGUNS COM CONSCIÊNCIAM MAIS HUMANISTA TERÃO DE VOLTAR À ANIMALIDADE DO APELO AO PEGAR NAS ESPINGARDAS?
19-05-2013
Dinis Jesus

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A culpa da banca e da alta finança na nossa situação.

Hoje Marques Mendes dá-me alguma tranquilidade, pois até aqui parecia-me que eu estava a ficar maluco e alucinado, por ser dos poucos que há mais de dez anos vêm dizendo que a banca e a alta finança levariam a Europa e sobretudo Portugal para a desgraça. Até pareço o Cavaco a informar que já tinha avisado.

Vejamos que hoje este senhor, umas vezes isento comentador, outras militante do PSD, outras ainda adivinho ou aprendiz de feiticeiro, veio dizer que a culpa de muito do que acontece em Portugal é dos banqueiros que temos. A verdade é que eu não podia estar mais de acordo com o homem.
Marques Mendes in o Sol
Eu desde o princípio deste seculo que venho chamando a atenção para os produtos virtuais e para a forma de gerir o mercado financeiro que a europa tem vindo a praticar, mesmo todo o mundo globalizado da banca e da finança, tirando umas quantas poucas honrosas exceções vindas de uns desalinhados países, sempre muito mal rotuladas pela atual máfia dos mercados financeiros. Essa entidade poderosa sem rosto e sem legitimação popular, mas que controla inapelavelmente os destinos dos povos, com o beneplácito dos poderes legítimos.
Por isso tenho de concordar com esta estranha e rara abordagem da coisa por parte deste senhor, confesso-me mesmo muito surpreendido com ela. Curioso que ontem tinha sido assunto de debate entre mim e dois amigos do facebook este tema da gestão criminosa da banca e as consequências disso para os povos europeus.
Vou deixar um vídeo do youtube com um trecho de uma sessão no parlamento europeu onde um deputado inglês fala sobre esse assunto e o que mudará com a aplicação das taxas sobre transações financeiras, diz ele e eu concordo, nada mudará enquanto não se alterarem as políticas criminosas impostas pelo poder da banca e alta finança mundiais.
Uma coisa estas políticas fazem, é cada dia trazer mais gente para o nosso lado da barricada, como até este insuspeito de esquerdista Marques Mendes. Pois sejam bem-vindos os que vierem por bem, ou seja os que vierem sem segundas intenções.
Digo-o também já há algum tempo, se queremos mudar alguma coisa de imediato, temos de nacionalizar a banca temporariamente. Claro que assegurando os direitos legais dos acionistas e depositantes. Mas só essa medida impedirá o continuar da desgraça até à debacle final.
PERGUNTO EM BUSCA DE RESPOSTAS INTELIGENTES, O QUE MUDARIA PARA A MAIORIA DOS CIDADÃOS DESTE PAÍS SE FOSSE NACIONALIZADA A BANCA?
JULGO QUE NADA, SE AS CONDIÇÕES DE MOVIMENTAÇÃO POR PARTE DOS CLIENTES FOSSE MANTIDA.
18-05-2013
Dinis Jesus

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Todos podem errar, como tal é aceitável. Já defender ou persistir no erro é absoluta estupidez.

Gaspar e outros teimosos seguem alguns estudos e princípios económicos como se de catequização se tratasse. Deveriam saber que habitualmente o espirito de cruzada traz maus resultados.
Hoje ao ler uma notícia do Económico onde se transcreviam trechos de uma entrevista ao Thomas Herndon, doutorando que detetou o erro da folha Excel, essa dos tais ilustres das econometrias a que Gaspar segue e de quem é fiel discípulo, uns tais de Reinhart e Rogoff, apeteceu-me dissertar acerca do espirito das cruzadas.
Esta gente que defende a austeridade, que defende o empobrecimento, que sacrifica o povo de países inteiros, que revê filosofias económicas que causaram avanços civilizacionais, mas que com tais revisões apenas piora a qualidade de vida da maior parte dos cidadãos, não pode ter outra motivação que não seja ideológica.
Se até entendo que na idade média e com um grau de conhecimento reduzido, com um nível cultural muito baixo, até mesmo entre as classes mais abastadas, a ideologia religiosa motivasse a conquista de territórios a coberto da cristianização, embora muita da génese das cruzadas já fosse económica, com o tentar acumular riqueza e benesses dos seus monarcas ou mesmo papais, pelos nobres cavaleiros cruzados.
Já na atual sociedade ocidental, com o grau de conhecimento acumulado e com o atual nível cultural de absoluta excelência, tenho muita dificuldade em entender a aplicação de medidas com tal atitude e barbárie que só o espirito de cruzada poderá justificar.
Vou usar uma ideia de Albert Einstein para dizer o seguinte: “ repetir sistematicamente uma experiência, mantendo os mesmos métodos e pressupostos, esperando de cada vez um resultado diferente, é absoluta estupidez”
Citá-lo-ei também para expressar uma ideia que me é, muito mas muito, querida e constante quando penso sobre o dia-a-dia: “ Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado.”
O que teremos de fazer para explicar a Gaspar e a uns quantos políticos europeus e de outras partes do globo, para que entendam que estão a experimentar um modelo económico em vários países periféricos que vai conduzir todos ao mesmo resultado, a pobreza por via da desmedida austeridade.
Concluo dizendo que o espirito de cruzada é um funcionamento deveras perigoso e que normalmente não leva a bons resultados, tal como poderemos inferir da análise das experiencias anteriores. Digo-o porque esta austeridade e a forma intransigente na sua aplicação, sem dar hipótese de apresentação de provas a outras teorias, soa a clara cruzada ideológica com a ideia original que só empobrecendo se pode equilibrar as contas. Até agora a lista de resultados conhecidos não favorece em nada a teoria que subjaz a esta cruzada.
TAL COMO DEMOS CONTA QUE O ECUMENISMO É MUITO MELHOR QUE A RELIGIÃO ÚNICA, ATÉ PELA IMPOSSIBILIDADE DA TOTAL ACEITAÇÃO DE UMA QUALQUER FILOSOFIA RELIGIOSA. TAMBÉM DAREMOS CONTA QUE NENHUMA TEORIA ECONÓMICA SERÁ A PANACEIA PARA TODOS OS MALES.
QUANDO DARÃO CONTA DISSO OS FERVEROSOS ADEPTOS DA AUSTERIDADE? SÓ NESSA ALTURA PERCEBERÃO QUE CADA CASO É UM CASO E QUE NÃO HÁ SOLUÇÕES COMUNS.
17-05-2013
Dinis Jesus

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As atoardas de alguns patetas e o tiro certeiro de hoje.

Dia de poucas novidades e muito condicionado jornalisticamente à derrota do meu Benfica, tive de dar uma leitura enviesada em várias notícias e vários temas. Pois cá vai o que subtraí dessas leituras.
Tema 1º
Começo por um senhor a quem sistematicamente me dá vontade de chamar atrasado mental ou arrogante animal, refiro-me a Soares dos Santos. Este ilustre multimilionário, que raramente diz coisa com coisa, será a senilidade própria da idade talvez, ou presunção fascista de quem tem um desmesurado poder económico. Atribuir-lhe-ei assim o titulo de pateta-mor com direito à foto de hoje.
Notícia no Dinheiro digital.
Disse hoje este ilustre dos milhões, pois não será ilustre de outra qualquer sabedoria, que antes de se pagar a divida não pode haver crescimento. Pois bem, se não crescer-mos nunca pagaremos a tal divida, digo-lho eu a ele e tendo a absoluta certeza que estou muito mais próximo da verdade do que ele.
Ao certo não percebi a que dívida se refere o tal de milionário, mas imagino que se referia à divida pública. Enquanto o estado for arrecadando menos receita e o povo for consumindo menos, mesmo nos supermercados dele, cada dia estaremos mais longe de ser capazes de pagar a dívida. Diz depois num arrufo fascistoide que a capacidade industrial foi destruída em 1974. Só uma mente condicionada pode achar que foi um período pós revolucionário de dois ou três anos que destruiu a indústria e não veja que todos os industriais da altura moveram os seus negócios para a especulação financeira ou para a distribuição ou comercio, ou ainda pior para a área do imobiliário. É burro e apatetado este senhor e ainda não deu conta.
Julgará que a máxima de Churchill, sobre a piada dos ricos se aplica também à sabedoria, desengane-se não se aplica.
Dizia Churchill sobre piadas de ricos: “ a piada do homem rico tem sempre graça”. Mas nunca ninguém disse que os ricos dizem sempre coisas acertadas, este em causa, dir-se-ia mesmo que raramente diz alguma coisa acertada.
Tema 2º
Demos agora uma bicada em Paulo Portas. Este senhor ministro mais uma vez veio tentar justificar o não justificável. Disse o homem que é politicamente incompatível com a TSU dos pensionistas. Li tal afirmação na notícia do Expresso.
Este rapaz que até é um tipo inteligente, acha que a dialética tudo resolve e que com papas e bolos se enganam os tolos. Pois fique sabendo que alguns dão conta dos seu rabiar por entre as gotas da chuva, que é como quem diz fugir às medidas mais impopulares em termos políticos, mas na defesa da manutenção desta incompetentíssima governação e como tal do seu efémero poder de ocasião. Mas a verdade única é que a medida lá consta no relatório da sétima avaliação, dizem que como opcional. Mas pergunto eu, não é esse genericamente o carater de todas as medidas e não têm como finalidade última o combater o deficit e reduzir os consumos do estado? Se não houver a mínima hipótese de a usar, para que ficou lá ela escarrapachada no escrito da Troika? Será talvez para ser opção utilizável caso as derrapagens orçamentais venham a ser as do costume. Veremos o quanto mente esta gente que hoje nos governa quando a altura disso chegar.
Tema 3º
Agora vamos ao contestado Mário Soares, pessoa a quem já começa a faltar a capacidade física e até de outras naturezas para abordar os temas com a energia que a atual situação do país obrigaria a alguém com o prestígio político do Dr. Mário Soares, ainda assim é hoje o único que disse alguma coisa com sentido, destes três senhores que disseram umas palavras expostas na imprensa.
Leia-se no Sol
Acusa Paulo Portas de encontrar em palavras numa manobra de dialética, justificação para o sapo que teve de engolir ao admitir a inscrição da tal medida que tanto contestou e estabeleceu como fronteira a não ultrapassar, no tal relatório final da sétima avaliação. Seja lá com que adjetivação lá esteja colocada e em que condição poderá ser usada, a única coisa certa é que a tal medida vai escrita como utilizável no tal documento.
Diz com clareza que a medida vai escrita no relatório e que Paulo Portas que tanto esticou a corda, não retira consequências disso e se cala como cachorrinho que coloca a caudita entre as pernas e fica caladinho para que se esqueçam dele. Diz que o homem devia abandonar o governo, diz mesmo que ele quererá sair, mas que não o deixam. Imagino que se referirá a Cavaco Silva, essa enfermidade do poder constitucional.
Certo é que se vão aguentando pela governação e que nós os temos aguentado sem grandes barafundas, estamos quase todos descontentes, mas não temos capacidade de destronar este bando de energúmenos.
RARA E TRISTE CONDIÇÃO A DOS PORTUGUESES DE HOJE EM DIA, SABEM QUE ESTAMOS A SER MAL GOVERNADOS, MAIORITÁRIAMENTE NÃO QUEREM ESTE GOVERNO, MAS PORQUE TEMOS UM PRESIDENTE, CEGO, SURDO, MUDO, CAQUÉTICO E AUTISTA ALÉM DE TENDENCIOSO E ESTUPIDAMENTE TEIMOSO E AVISADOR DO FUTURO, TUDO ISTO E NÃO PODEM FAZER NADA. ” MISERA SORTE, ESTRANHA CONDIÇÃO”
CONTENTAR-SE-Á O PRESIDENTE MÚMIA COM A AUTO-MASSAGEM AO EGO, ESSA DE PODER ABANAR MAIS TARDE COM O ACERTO DO QUE ANTES PREVIU? DEVERIA POIS LER O DALAI LAMA QUANDO ESTE DIZ:
“SÓ EXISTEM DOIS DIAS NO ANO QUE NADA PODE SER FEITO. UM SE CHAMA ONTEM E O OUTRO SE CHAMA AMANHÃ, PORTANTO HOJE É O DIA CERTO PARA AMAR, ACREDITAR, FAZER E PRINCIPALMENTE VIVER.”
POIS O QUE TODOS OS PORTUGUESES QUERIAM DELE, ERA QUE AGORA FIZESSE ALGUMA COISA DE ÚTIL, TALVEZ DISSOLVER O PARLAMENTO PARA CORRER DE VEZ COM ESTA INCOMPETENTE E DESGRAÇANTE GOVERNAÇÃO.

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Como a tristeza é forte quando nos invade, ainda que seja por emocional razão.

Hoje mais uma vez o meu Benfica perdeu na praia, sempre nos descontos temos de levar um golo que nos torna infelizes.

Por toda a tristeza das derrotas do meu clube, também pela assustadora situação financeira e económica do nosso país, ao que devemos juntar a falta de competência daqueles que nos governam e até a patetice de um tal Cavaco, presidente da república e a religiosidade da sua Maria, vou deixar um poema de Teixeira de Pascoaes que define claramente o meu estado de alma hoje.

NAS TREVAS
Como estou só no mundo! Como tudo
É lagrima e silencio!

Ó tristêsa das Cousas, quando é noite
Na terra e em nosso espirito!… Tristêsa
Que se anuncia em vultos de arvoredos,
Em rochas diluidas na penumbra
E soluços de vento perpassando
Na tenebrosa lividez do céu…

Ó tristêsa das Cousas! Noite morta!
Pavor! Desolação! Escura noite!
Phantastica Paisagem,
Desde o soturno espaço á fria terra
Toda vestida em sombra de amargura!

Êrma noite fechada! Nem um leve
Riso vago de estrela se adivinha…
Sómente as grossas lagrimas da chuva
Escorrem pela face do Silencio…

Piedade, noite negra! Não me beijes
Com esses labios mortos de Phantasma!

Ó Sol, vem alumiar a minha dôr
Que, perdida na sombra, se dilata
E mais profundamente se enraiza
Nesta carne a sangrar que é a minha alma!

Ilumina-te, ó Noite! Ó Vento, cála-te!
Negras nuvens do sul, limpae os olhos,
Desanuviae a bronzea face morta!

Oh, mas que noite amarga, toda cheia
Do teu Phantasma angelico e divino;
Espirito que, um dia, em minha irmã,
Tomou corpo infantil, figura de Anjo…
E para que, meu Deus? Para partir,
Com seis annos apenas, no primeiro
Riso da vida, em lagrimas, levando
Toda a luz de esperança que floria
Este êrmo, este remoto em que divago…

Como estou só no mundo! Como é triste
A solidão que faz a tua Ausencia,
E o terrivel e tragico silencio
Da tua alegre Voz emudecida!

Ó noite, ó noite triste! Ó minha alma!
Tu, que o viste e beijaste tantas vezes,
Tu, que sentiste bem o que ele tinha
De angelica Creança sobrehumana,
Não vês as proprias cousas como soffrem,
E como as grandes arvores agitam
As ramagens de lagrimas e sombras?

Repára bem na lugubre tristêsa
Da nossa velha casa abandonada
Da divina Presença da Creança!

Ah, como as portas gemem e o beiraes
Têm soluços de vento…

Lá fóra, no terreiro onde brincavas,
A noite escura chora…

Ó minha alma,
Embebe-te na dôr das Cousas êrmas;
Chora tambem, consome-te, soluça,
Junto á Mãe dolorosa, de joelhos…

Teixeira de Pascoaes, in ‘Elegias’

PARECE QUE NADA NOS CORRE BEM ULTIMAMENTE, AOS PORTUGUESES, EM GERAL, PELA INCOMPETÊNCIA DOS QUE NOS GOVERNAM.
AOS BENFIQUISTAS, EM PARTICULAR, PELA MALDIÇÃO DOS DESCONTOS.
A MIM, PELA CASCATA DE DESGRAÇAS DE QUE TEIMO EM NÃO ME LIBERTAR.

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Mais uma gralha na comunicação. Estes governantes dominarão com razoabilidade a língua portuguesa?

Como vem sendo hábito, pessoas deste governo dizem coisas que logo alguém do mesmo governo trata de dizer de outra forma. Será que todos os governantes sabem falar português?
Transcreverei de seguida o que disse hoje o secretário de estado da administração pública no final da reunião com os sindicatos.
Cá vai: “Não assumiria isso como uma crítica, assumiria como uma realidade objetiva”
Instado pelos jornalistas perante as críticas dos sindicatos que acusam o governo do regime de mobilidade especial se aproximar de um processo de despedimento.
Pois bem, como uma frase destas, atirada para cima da inacabada discussão sobre a taxa de sustentabilidade das pensões, na qual o Professor Cavaco até deu hoje uma bicada, juntando até temas da metafisica abordados pela sua Maria. Linda vai a nossa política entregue a este bando de patetas.
Mas eis que achando coisas de pouca monta, as diferenças discursivas existentes até à data de hoje, vem alguém do ministério atirar mais poeira para os olhos do pobre cidadão comum. Desmentem que seja o despedimento o fito final destas estudadas e apuradas medidas. Dizem que o tal de Rosalino nunca afirmou, de forma implícita ou explícita, que o resultado final seja a existência de despedimentos.
Esta gente não conserta os discursos e diz coisas díspares mas quer à viva força fazer-nos acreditar que aquilo que ouvimos não é o que ouvimos. Pois são além de mentirosos, uns trapaceiros refinados e que querem fazer de nós tontos que não sabemos entender o que ouvimos, mas que se nos explicarem lentamente e naquele tom Gaspariano de falar, talvez entendamos. Não sei se isto é apenas saloiada ou se mais perigosamente é um paternalismo com cheiro a fascismo encapuçado.
São estúpidos, incompetentes, incapazes de pensar essencialmente no bem comum, gerem uma perigosa agenda ideológica e quando deixarem o governo, deixam o país com uma economia completamente destroçada, para usar a expressão de Manuela Ferreira Leite.
PARA REMATAR A COISA TEMOS UM CAVACO ATRAVESSADO EM BELÉM A FALAR DA SRª DE FÁTIMA. NÃO SEI SE TERÁ PEDIDO ALGUM MILAGRE, SE PEDIU DEVERIA SER O SEGUINTE:
<< SRª AJUDAI ESTE POBRE POVO A LIVRAR-SE DO MAL, O MAL É AGORA O GOVERNO PSD/CDS E TAMBÉM ESTE POBRE CRENTE QUE TE FALA E QUE É APENAS UM INSIGNIFICANTE PRESIDENTE DA REPÚBLICA.>>

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Passos, Gaspar, a Troika, o incómodo Paulo Portas e mais o seu CDS.

Hoje tivemos a aprovação da 7ª avaliação da Troika, com um discurso de Gaspar que não bate certo com o do Almeida do CDS.
Assim, disse o ministro das finanças que a medida que visa garantir a sustentabilidade das pensões continua no documento apresentado ao Eurogrupo, mas que vai tentar-se encontrar uma alternativa à sua reformulação ou até integral substituição, portanto tudo hipóteses apenas. Ver declarações de Vitor Gaspar in SIC noticias
Já João Almeida, dizia que esta medida nunca será aplicada por compromisso do conselho de ministros, Ouvir aqui declarações de João Almeida na TSF.
Esta gente causa um ruido de tão grande tamanho que ninguém, ainda que com razoável capacidade de compreensão, pode ter percebido muito bem se a medida vai ter efeitos ou não. Bom, uma das vontades do governo ao inscrever a medida na carta para a Troika era ver aprovada a 7ª avaliação, esse objetivo já alcançou. Resta saber se está a enganar a Troika ou aos portugueses, principalmente os pensionistas.
A nós tudo isto só pode soar a baralhada e a confusão, mesmo ao conhecido “ ninguém se entende” habitual nos portugueses. Será que os credores não se dão conta destas notícias? Será que isto não abalará a sua confiança no nosso país? Se as folgas consideradas não forem suficientes, ou se as medidas não puderem ser aplicadas, vão ou não usar a taxa? Certamente sim, a Troika não daria outra hipótese.
De confusão em confusão, de discurso contraditório em discurso contraditório, lá vamos assistindo a episódios que seriam para rir não fosse a situação muito séria. Esta gentinha que nos governa é incompetente, mas pior que isso, podiam ao menos chegar a acordo nos discursos. Não bate um discurso certo, seja Passos com Portas, seja Gaspar com Almeida, sejam os deputados do PSD com os do CDS, ninguém se entende. Bonito espetáculo este, que daria uma bela rábula teatral mas que dá uma péssima imagem da capacidade governativa de um país.
Que SWAPS inventarão no seio do governo para disfarçar agora esta nova divergência? Sim, porque parece que a estratégia comunicacional deste governo é agora a do desvio das atenções.
ESTE GOVERNO SÓ SE MANTEM VIVO PORQUE CLARAMENTE SE ESQUECEU DE MORRER.BEM SABEMOS QUE CAVACO CONTINUA A MASSAJAR O PEITO E A FAZER RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA A ESTE ELENCO GOVERNATIVO, QUE SE NUMA SEMANA PERDE BOCADOS COMO SOFREDOR DE LEPRA, NOUTRA SEMANA NÃO CONTROLA A CAPACIDADE LINGUISTICA E NÃO
DIZ COISA COM COISA.
POBRE POVO ESTE, QUE TAMBÉM NÃO ESTÁ ISENTO DE CULPAS, POIS FOI QUEM ELEGEU GENTE TÃO FRAQUINHA PARA O GOVERNAR.

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Ora saia-se lá mais um conselho de ministros por causa da sétima avaliação.

Parece brincadeira o que esta gentinha anda a fazer ao pessoal deste retângulo à beira mar plantado. Esta palhaçada que este governo faz é tudo menos governar.
Hoje soubemos que Paulo Portas lá aceitou como medida de terceira linha a taxa de sustentabilidade sobre os pensionistas a somar às outras duas medidas de penalização sobre os mesmos pensionistas. Pois se era para no terceiro assalto ir ao tapete, teria sido bem melhor que tivessem deixado passar as medidas sem ondas e sem os avanços e recuos das declarações ao país de Passos e Portas, ambas apenas para atirar poeira para os olhos do Zé Povinho.
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Esta gente é incompetente e a somar à incompetência são falsos e sub-reptícios na ardilosa forma de agir. Mentem com quantos dentes têm na boca, abusam da paciência do povo e não tomam uma única medida que melhore a condição de vida dos seus governados.
O que andará a fazer a múmia Cavaco para não tomar medidas? Ele ainda conseguirá perceber o que se passa ou a demência já o impede de perceber a realidade? O que poderemos nós fazer para acabar com esta palhaçada?
Creio que este foi o terceiro conselho de ministros que se realizou para se concluir quais as medidas necessárias para a conclusão da sétima avaliação da Troika. O que faltará a estes energúmenos governantes para perceberem que não percebem nada, mas nada, de governar seja lá o que for?
Vou deixar aqui uma canção de José Mário Branco que fala de inquietação e que eu acho que estes governantes usam como método orientador.
Inquietação
Será que esta forma de estar revela estabilidade governativa? Será que passa para os credores a tal credibilidade que tanto se apregoa? Será que esta gente é capaz de conduzir o país a melhores dias? A esta última pergunta tenho a certeza da resposta, é NÃO.
OU TOMAMOS RADICAIS MEDIDAS PARA CORRER COM ESTE BANDO DE INCOMPETENTES OU O PAÍS VAI CONTINUAR A REGREDIR CONTINUAMENTE ATÉ SERMOS EFETIVAMENTE MUITO POBRES.

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