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As divergências na coligação e o célebre nem mais dinheiro nem mais tempo.

Lemos hoje que será Paulo Portas quem está a travar a aplicação drástica de algumas das medidas propostas por Passos e Gaspar.

Parece mesmo que alguns ministros já começam a fazer esforços para aguentar a situação de algum desentendimento nas reuniões do conselho de ministros, lançando desabafos impróprios em pessoas que têm a obrigação de nos governar competentemente.
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Para aqueles que ingenuamente teimam em não perceber que a única coisa que ainda mantem a coligação e o governo é a ansia de se agarrar ao poder, basta irem lendo a comunicação social, escutando alguns comentadores e observarem as manobras táticas do CDS para tentar passar pelos intervalos das gotas desta chuva acida que são as medidas de austeridade propostas pelo governo.
Continuamos por isso a dizer que por muito e bem que mintam em relação à solidez da coligação, não vão conseguir manter a mascara por muito mais tempo. Nesta operação de mentira cosmética participa claramente o senhor presidente da república ou então é um dos milhões de ingénuos que acreditam na solidez da coligação e do apoio parlamentar dos dois partidos. Mas se ao normal e comum dos cidadãos se pode aceitar tal ingenuidade, ao presidente da república, que tem centenas de assessores, tanta ingenuidade soa a burrice ou má-fé.
O tempo mostrará, no que respeita aos partidos da coligação, que é mais o que os separa que aquilo que os une, ainda que façam um teatral esforço para demonstrar o contrário.
Para encerrar este assunto digo que para todos perceberem que, este governo já não tem força anímica nem coordenação, basta compararem a postura do senhor primeiro-ministro no último debate quinzenal na AR com a dos anteriores debates. Já não tinha o ar de superioridade, já não se ria das intervenções dos deputados dos partidos da oposição, chegando mesmo a quase bajular a sabedoria e cultura democrática dos que antes criticava ferozmente. Tal será o desnorte e a falta de soluções que grassa nas reuniões do conselho de ministros, que ao que parece frequentemente descambam em acesas discussões.
Paralelamente a esta situação de instabilidade politica no seio do governo e da coligação, vão-se ouvindo umas atoardas vindas daquele impoluto presidente do Eurogrupo.
Noticia sobre declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem
Agora em clara oposição ao discurso anterior da UE e ao discurso atual e anterior do governo português, veio dizer que Portugal poderá pedir um prolongar do ajustamento. Socorrer-me-ei aqui de novo Churchill para demonstrar a forma de atacar o problema por parte da UE. Churchill, numa das suas alocuções dizia perante o tardar da decisão norte americana em entrar na II guerra mundial: “Os americanos vão ajudar-nos nesta guerra por uma simples razão, é a de que sempre fazem a coisa certa. Mas fazem-na apenas depois de ter experimentado todas as outras hipóteses”, tal situação compara com as posições do Eurogrupo e dos credores da Troika, admitem sempre fazer a coisa certa mas apenas depois de terem levado à desgraça os países sobre ajustamento, por lhes terem imposto medidas desnorteadas e sem nenhum resultado positivo.
Onde ficará agora a frase forte do primeiro-ministro e do seu lacaio Gaspar? A tal frase:” nem mais tempo nem mais dinheiro”. Pois é que agora ficam com a batata quente nas mãos ou admitem o falhanço inicial, aliás por demais visível, aceitando a proposta e desmentem assim toda a sua anterior retorica, dando com isso razão à oposição. A outra hipótese é manter a estupida posição e não aceitar esta abertura continuando a sujeitar o país a uma austeridade tola e sem sentido levando-nos ao mesmo resultado só que mais tarde e sacrificando os portugueses de forma criminosa.
Que ninguém tenha dúvidas, sem medidas drásticas de renegociação do memorando para condições possíveis de levar à prática, estaremos condenados a segundo resgate e a um subsequente perdão de parte da dívida. Seremos assim o que sempre fomos iguais à Grécia, só que um povo ainda mais pobre e menos reivindicativo.
CONTINUAMOS A BATER NA MESMA TECLA, A INSTABILIDADE POLÍTICA É GRITANTE NO SEIO DA COLIGAÇÃO QUE NOS GOVERNA, AS POLÍTICAS DO GOVERNO APENAS TÊM AGRAVADO A JÁ PÉSSIMA SITUAÇÃO DAS CONTAS PÚBLICAS, TORNANDO ASSIM INJUSTIFICÁVEIS OS SACRIFICIOS A QUE OS PORTUGUESES ESTÃO SUJEITOS.
O EUROGRUPO ADMITE A POSSIBILIDADE DE MODERAR A AUSTERIDADE E A NECESSIDADE DE PROMOVER O CRESCIMENTO, EM OPOSIÇÃO AO QUE SEMPRE DISSE ESTE INCOMPETENTE E GENOCIDA-SOCIAL GOVERNO.
ORA SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ESTAS NÃO SERIAM JUSTIFICADAS RAZÕES PARA DEMITIR ESTE GOVERNO DISSOLVENDO A JÁ NÃO REPRESENTATIVA, DA VONTADE POPULAR, ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? QUANTO A NÓS CLARAMENTE AS ATRÁS CITADAS CONDIÇÕES OBRIGARIAM UM CONSCIENTE PRESIDENTE A FAZÊ-LO.

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Cavaco Silva e a sua hipocrisia.

Hoje fiquei estarrecido ao ler o que Cavaco Silva disse no Peru, foi tão só isto : “não há democracia sem justiça social”. Ele não é o Presidente da República de Portugal?
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Para usar um português típico do meio rural onde cresci, vou dizer que ele existe cada marmelo, ele há gente que diz cada disparate, que já não entendemos nada de nada. Ora digam-me cá, Cavaco Silva não é o presidente de Portugal? Eu achava que sim, embora não goste nada do facto, mas é a vida tenho de o aturar.
O que não tenho de aturar é o facto do rapaz de Boliqueime não perceber que a constituição o obriga a respeitar a democracia e que ele jurou cumprir e fazer cumprir a constituição. Pois se como muito bem disse, deve ter lido em algum sítio pois não cremos que tenha percebido isso sozinho, sem justiça social não há democracia, porque cargas de água ainda não dissolveu a assembleia da república? Saberá definir justiça social ou faltar-lhe-á coragem para atuar?
Concordo integralmente que sem justiça social não há democracia. Mas não vivemos em Portugal um momento de absoluta falta de justiça social? Porque está então tão calado cá e fala no Peru? Quererá marcar a diferença de Portugal com o Peru? Se for isso além de ser deselegante por lá, está a mentir, pois cá também muita gente já passa fome e vive sem o mínimo indispensável, enquanto outros recebem 3.000.000€ por anos de prémios (MEXIA na EDP).
A desigualdade de rendimentos é geradora de conflitos sociais e de injustiça social, como tal isso é o que temos por cá já há bastante tempo. Não somos por isso uma democracia em Portugal e tal situação foi alcançada debaixo dos mandatos deste presidente da república. O que terá estado a fazer nas longas jornadas de trabalho em Belém, segundo o próprio, para não ter percebido o que se passa? Bem sei que o avançar na idade traz algumas consequências a nível intelectual, mas ainda sabe dizer uma verdade insofismável: “ NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM JUSTIÇA SOCIAL”. Pois se ainda não deu conta que esta é a situação portuguesa, FALTA DE JUSTIÇA SOCIAL, está na hora de trocar de assessores, pois está mal informado, de fazer uma consulta ao psiquiatra para avaliar as faculdades cognitivas ou melhor ainda demitir-se por se achar incapaz de perceber o que se passa no seu país.
O atentar à democracia, não configura um não regular funcionamento das instituições democráticas? Eu julgo que sim. Esta situação de não regular funcionamento das instituições democráticas, não o obriga a dissolver a assembleia da república? Também julgo que sim. Então porque não o faz o senhor presidente da república? Julgo que por mera covardia política ou para proteger os governantes do partido do seu coração.
Para concluir digo que este senhor presidente é uma nulidade em termos de necessárias atitudes. Quando fica calado muito tempo achamos que devia falar e chamar a atenção para certos factos, mas quando fala logo achamos que se estiver sempre calado é muito menos grave a situação pois ao menos não diz banalidades. Não porque a afirmação não esteja correta, está corretíssima, mas se não entendêssemos que ele sabe isso ainda o poderíamos desculpar, assim não podemos.
É GRITANTE A INJUSTIÇA SOCIAL EM PORTUGAL, FAÇA ENTÃO ALGUMA COISA PARA REPOR A ORDEM DEMOCRÁTICA SENHOR PRESIDENTE.
DISSOLVA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E DÊ AO POVO A SUA SUPREMA MANIFESTAÇÃO DE LIBERDADE DEMOCRÁTICA, O ESCOLHER QUEM O GOVERNA.

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Anticomunismo primário por falta de sabedoria ou cultura ideológica.

Este texto que hoje escrevo e onde tento explicar o que sente um normal cidadão com ideais distributivos de esquerda, quando atacam os comunistas ou socialistas sem nenhuma razão ideológica, mas apenas colando-os a fantasmas do passado, tem por base as desinstruídas e mal-educadas conversas de algumas pessoas com que vou sendo confrontado.
Passarei adiante a descrever algumas das ideias que vou ouvindo e lendo nos mais diversos comentários de pessoas sem o mínimo de inteligência, cultura ou sequer sentido democrático. Pessoas essas, que esquecem que a diferença de ideologia não significa mais ou menos sabedoria nem mais ou menos acerto apenas ideias diferentes de caminho para atingir um fim. Para que fique claro a igualdade ambicionada pela esquerda, assente no esforço e trabalho dos cidadãos, é a matriz ideológica do socialismo e comunismo.
Já a arrogância, a má educação e a estupidez plasmada em algumas ideias e frases, ditas por pessoas que em cada comunista encontram um inimigo, ainda que dele não saibam nada como pessoa ou cidadão, me faz pensar que se calhar somos demasiado tolerantes com pessoas que não se sabem comportar em sociedade e não têm pelos outros o respeito que temos por eles.
Ouço a alguns que os partidos de esquerda não são democráticos, dizem-no com a maior certeza e convicção, mas apenas baseado na sua mirabolante opinião, pois não o baseiam em nada concreto ou sequer dito ou defendido por alguém desses partidos. Demonstrem-me essas iluminadas cabeças respondendo às seguintes perguntas: onde é que esses partidos já demonstraram vontade de subverter ou derrubar a democracia? Participam ou não ordeiramente os deputados de esquerda nas discussões parlamentares? Trabalham ou não de acordo com as regras das comissões parlamentares? Nas autarquias geridas por esses partidos há mais ou menos queixas dos cidadãos que nas geridas por outros partidos?
Gostam de fazer colagens bacocas e ridículas a sistemas comunistas ditatoriais que caíram em desuso, tal como caíram as ditaduras europeias ou sul americanas, de cariz fascista ou mesmo nazi, como a Italiana, a Espanhola, a Grega e Alemã e mesmo a mais moderada delas, a Portuguesa de Salazar e Caetano, ditaduras onde se reviam as pessoas que hoje se reveem nos partidos mais à direita do espetro político europeu. Será que podemos chamar fascistas ou nazis aos simpatizantes desses partidos mais à direita, apenas porque se revê neles, gente adepta dessas ditaduras?
À anterior pergunta eu sei, posso e quero responder, e respondo categoricamente NÃO.
Não podemos chamar a essas pessoas fascistas ou nazis, até o podem ter sido em tempos, mas agora se com mais ou menos vontade, se sujeitam às regras democráticas, são democratas. Pois reconheça-se o mesmo direito às pessoas comunistas ou bloquistas ou seja o que for da esquerda parlamentar.
Já não me verão ou ouvirão nunca aceitar os ideais de gente extremista e com ideias de superioridade de uns em relação a outros, como os radicais de extrema-esquerda ou extrema-direita. Sejam lá de que origem, credo ou região forem, nunca serão por mim tolerados embora ache que devem poder concorrer a eleições e contrariamente a outros, ditos democratas, se ganharem devem poder governar e não serem boicotados como já aconteceu na Áustria. Felizmente nunca ganharão, não têm força nem coragem para fazer revoluções, até porque as suas causas são imorais e estupidas. Funcionam em grupos como bestas ferozes e atacam os indefesos, mas nunca terão coragem para afrontar os poderes instalados.
Também saberíamos insultar e maltratar verbalmente esta gente que o faz aos comunistas e socialistas. Mas agora e usando de alguma imodéstia digo, isso faria de quem é superior em termos morais, semelhante aos vermes ideológicos que o fazem aos outros.
Concluindo diremos, usando a sabedoria popular, que “VOZES DE BURRO NÃO CHEGAM AO CÉU”, ou “ OS CÃES LADRAM MAS A CARAVANA PASSA”.
PORQUE SERÁ QUE SENDO A MILITANCIA NOS PARTIDOS DA ESQUERDA MENOS QUE 20% E NUNCA NENHUM DESTES PARTIDOS TER ALGUMA VEZ GOVERNADO DESDE O PREC, AINDA INCOMODAM TANTA GENTE OS IDEAIS DE ESQUERDA? JULGO QUE SERÁ AQUILO QUE REPRESENTAM E QUE AINDA INCOMODA ALGUMAS CONSCIENCIAS MENOS ADAPTADAS À DEMOCRACIA.

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Manuel Alegre e seu discurso, comparado a quem foi eleito para presidente da república.

Ontem vi e ouvi na TVI numa entrevista com a Judite Sousa o ex-candidato a presidente da república Manuel Alegre. Escutei atentamente as suas palavras e a sua ideia de política e as premissas em que sustenta a sua ideologia.
Dessa entrevista, a TVI ainda só tem um trecho disponível nos seus vídeos, ou eu não sei fazer a busca para encontrar o vídeo certo.
Veja aqui
Vamos ao que interessa, esta entrevista num tom calmo pausado e de excelente português, com enorme limpidez de raciocínio e simplicidade linguística, demonstra que quando os portugueses escolheram Cavaco Silva por alternativa a este senhor Manuel Alegre ou estavam tolos ou Salazar teria alguma razão para justificar o impedimento de eleições livres na falta de cultura política dos portugueses. Estaríamos muito mais bem representados se ele tivesse sido eleito por vez do atual presidente.
Este senhor fala bem, sabe do que fala é ideologicamente o que entendemos como acertado para ser o timoneiro no atual panorama de crise e de deriva neoliberal. Embora defendamos que a figura do presidente da república é pouco importante no enquadramento político português, um presidente com o perfil de Manuel Alegre seria bem mais atuante que o atual presidente que apenas fala generalidades e faz apelos chamando a atenção para o que já disse alguns anos antes. Não faz nada, mas diz que o que está a acontecer ele já tinha previsto e alertado. Só algum avanço na idade e alguma senilidade podem explicar os entendimentos e atuação do nosso presidente.
Diz Manuel Alegre, bem no nosso entender, que a este governo só restaria a dignidade de se demitir e que o povo deveria pronunciar-se em eleições. Também nós o defendemos como única saída para esta situação de marasmo governativo onde só a redução da despesa interessa, ainda que depois essa redução se mostre contraproducente como temos visto. Este governo não só não promove nenhum tipo de medidas estimulantes da economia como tem vindo a destruir o tecido empresarial deste país. Não governa e antes desgoverna. O pior desta inatividade governativa, fora do estrito agradar à troika, é que tem agravado todos os indicadores para os quais tem dirigido todas as energias do governo. Conter a divida, reduzir o deficit e os cortes da despesa são muito inferiores aos que pretendia bem como a receita fiscal bem abaixo do previsto.
Tudo o que atrás foi dito seria de relativo interesse se os portugueses não estivessem a ser sujeitos a um clima de tortura e ameaça permanente de ainda vir a piorar a coisa. Esta situação destrói a esperança de qualquer cidadão bem-intencionado e coloca a maioria dos portugueses apenas a preocupar-se em como pagar as suas contas e em torna-las cada dia mais pequenas em detrimento de pensar em como pode ser mais produtivo e impulsionador da economia.
Para concluir, não temos grandes dúvidas que se Alegre fosse agora o nosso presidente estaríamos numa situação politica bem diferente, pois este governo ou arrepiava caminho ou a assembleia da república seria dissolvida e convocadas novas eleições. No entendimento de Manuel Alegre esta assembleia com estes deputados já não representa o povo que os elegeu, isto dependendo do ponto de vista pode perfeitamente ser entendido como um irregular funcionamento das instituições. Já para não falar nas divergências no seio da coligação governativa e na instabilidade que isso provoca. Também a forma leonina com que o primeiro-ministro se dirigiu ao TC pondo em causa a sua atuação, nos parece a nós e a Alegre um atentado ao regular funcionamento das instituições.
SE ALEGRE FOSSE O PRESIDENTE, ESTE GOVERNO JÁ TERIA OUTRA GOVERNAÇÃO OU JÁ TERIA SIDO POSTO FORA.
TERIAMOS GANHO MUITO, EM TERMOS DE POSTURA, DE IMAGEM, DE DISCURSO E EM TERMOS POLÍTICOS SE NAS ULTIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS TIVESSEMOS MANDADO O PROF. CAVACO IR AQUECER OS PÉS À SUA MARIA LÁ PARA A QUINTA DA COELHA E TIVESSE-MOS ELEITO MANUEL ALEGRE PRESIDENTE DA REPUBLICA.

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Seguro e o quanto nos parece, agora, menos inseguro.

Hoje e após envenenado e tardio convite de Pedro Passos Coelho o líder do PS lá aceitou o convite endereçado por carta. Ao que parece vão reunir amanhã de manhã.
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Pois veremos o que sairá desta conversa dos dois amigos vindos das jotas dos respetivos partidos. Esperamos nós que o discurso mais aceso e de rutura com a linha mestra da governação seja para manter por parte de Seguro, preservando assim uma identidade de esquerda absolutamente necessária a uma mudança de políticas.
A coisa vista numa perspetiva de ganhos partidários, até poderia ser bom dar corda a este governo, de modo a esta gente fazer toda a desgraça, ou seja cortar e cortar tudo e mais alguma coisa e assim cavarem o descontentamento popular nas próximas eleições e pouparem o PS a ter de ser impopular nalgumas medidas mais austeras para atingir a consolidação orçamental. Esperamos que não seja essa a estratégia e que se mantenha o discurso anti austeridade que tem vindo a ser trave mestra do discurso do PS.
Para nós a solução tem de ser bem diferente do caminho traçado pela Troika e seu ministro das finanças Gaspar, que devia defender os interesses de Portugal mas como se diz na Irlanda mais defende os da Troika que os do seu país. Esta escolha entende-se perfeitamente, é um teórico e acha que tudo pode ser reduzido a econometria, engana-se como os resultados mostram. Devia ler os discursos de Lagarde onde assume que um euro de austeridade provoca de redução do PIB o dobro do previsto no início dos programas de austeridade. Já o sabem bem, ainda assim nunca assumem o erro e mantêm que este é o caminho para resolver o problema. Acreditem não será como o tempo virá a mostrar.
Assim se Seguro quer ser patriota terá de manter o rumo do corte com a austeridade e abandonar a teoria de 2/3 do lado da despesa e 1/3 do lado da receita. A nós nada nos choca se a receita do estado aumentar e os impostos se mantiverem ou até baixarem. Temos a certeza que tal é possível e este poderá ser um caminho para a consolidação pela via do aumento da base tributável fruto do crescimento económico. Temos de reduzir a nossa dependência agroalimentar do exterior e manter nesta linha a relação importação/ exportação que vimos mantendo há 4 ou 5 anos, sim já vem de Sócrates este caminho.
Devemos continuar a baixar a nossa dependência energética e continuar a apostar nas fontes renováveis, diminuir bastante a importação de automóveis fabricados sobretudo na Alemanha, aqui até considerando os carros com valores mais elevados como artigos de luxo e aplicando uma taxa suplementar de IVA.
Concluímos assim que teremos de reduzir o deficit e parar o endividamento, mas já percebemos que não será continuando a fazer insolventes as empresas e criando desemprego que tal se alcançará. Cada dia estamos mais longe com esta austeridade e suas nefastas consequências. Desenganem-se aqueles que acham que isto é uma guerra da função pública a não querer perder o seu estatuto e contra os funcionários da privada, vejam-se o que os cortes de entre 20 e 30% nos rendimentos de funcionários públicos e pensionistas, já baixaram o consumo interno e o desemprego que tal causou, note-se que todo no setor privado. Corte-se nas despesas do estado alguma coisa mas não pela via da redução do rendimento do trabalho dos funcionários públicos, seja pela via do salário ou do despedimento.
Não se pode mudar o tecido social e o peso do estado na economia em dois ou três ou mesmo dez anos, este é o erro de análise cometido por estes políticos inexperientes que governam o nosso país e a europa. Podemos se assim quiser o povo, escolher esse caminho, mas com tempo e devidamente sufragado nas eleições. Para isso os políticos têm de fazer campanhas sérias e não como a mentira geral da campanha de Pedro Passos Coelho.
CREMOS POSSIVEL FAZER DIFERENTE E MELHOR, ALCANÇANDO A CONSOLIDAÇÃO PELA VIA DO AUMENTO DO PIB.
SE SEGURO NÃO MANTIVER FIRME A POSIÇÃO QUE VEM TENDO NAS ULTIMAS SEMANAS, PERDERÁ PARA SEMPRE O NOSSO RESPEITO.

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Eça de Queiróz e a sua análise ao país em 1871.

Hoje sem muita pachorra para escrever sobre a atualidade deixo um trecho das farpas do EÇA DE QUEIROZ, para os leitores verem as voltas que a economia dá e que sistema distributivo nos tirou momentaneamente deste marasmo social de que ele fala.

“O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”
(Isto foi escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d’As Farpas. Parece mais actual do que nunca!)

Esperemos que o futuro nos volte a tirar deste estado em que estamos muito rapidamente e que em tudo era igual ao sec. XIX, só passaram 150 anos mais ou menos.
Só que a pobreza foi correndo até nos levar ao ESTADO NOVO, será que hoje alguém quer isso? Se não queremos temos de inverter o caminho.
ESPERAMOS ASSIM QUE ESTE CAMINHO QUE ESTAMOS A TRILHAR POSSA SER INVERTIDO E A RIQUEZA SEJA DISTRIBUIDA DE FORMA MAIS CRISTÃ.

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A ministra da justiça e a sua estupidez económica e governativa.

Ontem viu-se na televisão a ministra da justiça num frente a frente com Rita Blanco. O programa foi deveras desinteressante e saltam à vista as fraquezas de certa gente que nos governa.
Pois viram-se e ouviram-se assim duas senhoras que apenas têm uma coisa em comum, nenhuma percebe nada de política nem de governação. Se numa que é atriz tal coisa é perfeitamente compreensível, já na outra não se entende porque é a ministra da justiça.
O programa da SIC notícias é o “ Quem diria” não deixamos aqui ligação para ele, porque é a pagar e mesmo que eu o faça, os meus leitores depois não terão acesso ao conteúdo. Modernices desta gente das televisões que assim julgam que se ganha em se perder.
Mas eu vou apenas falar da conversa da ministra, porque a da Rita com mais ou menos piada interessa pouco para o totobola. A senhora ministra, alem de ter falado sempre na primeira pessoa do singular para explicar o que faz o seu ministério em termos de alterações legais, o que é uma absoluta deselegância, só não é pior porque sendo as medidas tão más atribuir-se-lhe-ão apenas a ela as culpas quando tal se perceber.
Falou de uma certa alteração das leis e dos procedimentos processuais que levam ao acabar da impunidade, para usar a expressão da ministra. Diz que mudou o código do processo civil e do processo criminal e do processo administrativo. Engraçado mas é só conversa e isto em nada mudará a justiça, além de mais tais alterações terão de passar pela assembleia da república e pelo famoso tribunal constitucional.
Esta senhora que até se disse de esquerda no tal programa, não deve saber o que é ser de esquerda, diz que é social-democrata e que as medidas ultraliberais deste governo são contingências da situação do país no dia um de junho de dois mil e onze. Ela já devia saber que essa conversa já não convence ninguém, além de não ser verdade.
Já lhe ouvimos dizer muitas asneiras, mas confundir divida com deficit é uma coisa inexplicável para alguém que é ministro. Disse que o deficit aumentou para o dobro em seis anos, saberá do que fala? Diz que está há vinte meses fechada a fazer alterações às leis para prender toda a gente que incumpre e que o futuro será só coisas boas na justiça. Fala do enriquecimento ilícito como se tal fosse a panaceia que resolverá todos os males da nossa corrupta sociedade. Não é e nunca prenderá ou sequer castigará nenhum rico ilicitamente enriquecido, passe o pleonasmo.
Fala disparates sucessivos, esta gente que ainda assim tenta defender esta classe política de incompetentes e pouco sérias pessoas, já que os capazes e decentes não alinham nesta corja de indigentes da intelectualidade governativa. Fez uso mais uma vez da tentativa da culpabilização da governação Sócrates para justificar os erros sucessivos da realizada pelo governo de que faz parte.
Esta senhora ministra, que já ninguém dá por ela no governo, só tem feito aberrações e nada trás de novo à justiça portuguesa. Quanto mais depressa se for embora, melhor para todos nós.
ESTA MINISTRA É UMA ABERRAÇÃO DA NATUREZA, ALÉM DE FEIA E ARROGANTE É POUCO COMPETENTE E MUITO MAL FORMADA POLITICAMENTE.
DELA SE ESPERA QUE SEJA MELHOR ADVOGADA QUE POLITICA, OU DEVERIAMOS TER UMA LEI QUE IMPEDISSE A ADVOCACIA ILICITA, POR INCOMPETENCIA.

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Mourinho e o seu lado humano.

Ontem li numa notícia que Mourinho havia contratado para a sua equipa técnica, um senhor mexicano, para tratar dos equipamentos.
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Hoje, dia da final da taça da liga ganha pelo S. C. Braga, falaremos de alguém relacionado com o futebol, mas que não teve participação neste jogo. Falarei da grandeza de José Mourinho, e grandeza que vai muito para além da capacidade técnica, falo da sua humanidade.
Por vezes acusado de arrogante por ter discursos discutíveis, e por se apresentar sem falsas modéstias como um técnico de grande capacidade e sucesso, tem outras vezes umas demonstrações de grandeza humana que também se não encontram em mais ninguém. Dir-se-á que o faz pela sua condição e estatuto e só por isso o pode fazer. Mas outros que o podiam fazer da mesma forma não o fazem. Repare-se o que fez como homem da notícia.
Admito sem dificuldade, que nem sempre tive a admiração que hoje tenho pelo homem que é Mourinho, pois a sua passagem pelo meu Benfica e a forma como saiu não me deixaram contente, depois foi para o Porto e foi o que se viu, ganhou tudo ainda me entristeceu mais. Foi para Inglaterra e na liga inglesa eu torço pelo Liverpool, ele foi treinar o Chelsea e ganhar por lá a liga mais que uma vez.
Mas alguém que ganha tantas vezes, seja onde for e com que equipa for, veja-se o Inter de Milão que não era um portento, e que tem um discurso sem subterfúgios e sem meias palavras, só poderia ter a minha admiração. Não tem medo de assumir o que diz, não tem medo de afrontar interesses, defende de forma intransigente os seus jogadores e ganha quase sempre. O homem só pode ser um génio.
Teve claramente a nossa admiração agora em Madrid treinando o Real, nossa equipa preferida em Espanha, granjeou em definitivo o nosso coração e total reconhecimento. Leva longe o nome de Portugal e dá um orgulho imenso ter um compatriota bem-sucedido como Mourinho.
BEM-HAJA JOSÉ MOURINHO POR SER COMO É E POR SER UM PORTUGUÊS GANHADOR E QUE TRATA SEM DIPLOMACIA OS QUE MALTRATAM A VERDADE.
VAMOS SEMPRE MANTER A ADMIRAÇÃO POR ALGUEM ASSIM E DESEJAR QUE NÃO VOLTE A TREINAR EM PORTUGAL UM DOS RIVAIS DO BENFICA.

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A vontade dos portugueses e a teimosia dos governantes.

Conhecemos hoje mais uma sondagem, esta realizada entre cinco e dez de abril. Resultados mais ou menos normais, com uma excecional condição, a de que sessenta por cento dos portugueses querem que o governo caia.
Veja aqui a notícia. do Expresso.
Pois hoje com o conhecer dos resultados de mais uma sondagem, dessas que vão pululando por aí mais ou menos a gosto de todos, soubemos duas coisas interessantes, uma que a larga maioria dos portugueses não se revê neste governo e gostava que ele caísse. A outra e não menos importante é que os dois partidos mais à esquerda representam mais de 20% das intenções de voto hoje.
Esta é a visão pessoal que temos da atual situação e ao que parece reflete a vontade de uma maioria significativa do eleitorado português. Será que isto a juntar à situação económica e social, ao desnorte/inatividade por parte dos governantes, não seria suficiente coisa para o presidente da república dissolver a assembleia e convocar novas eleições?
Juntar-se-á a estas anteriores considerações a análise da execução orçamental do 1º trimestre que estará aí a rebentar, pois veremos que dados trará. Se como imaginamos os desvios forem já consideráveis, deviam os ministros seguir o conselho de Mário Soares e demitir-se. Mas estas alterações no elenco governativo não parecem antecipar tal coisa. Esta gente que nos governa imagina-se a melhor bolacha do pacote e quais milagreiros a única capaz de nos levar à salvação como país.
Ouço também insistentemente dizer, a alguns políticos e comentadores, que o país não tem condição para aguentar agora umas eleições. Mas o que motivará estas pessoas a fazer tal afirmação? A falta de dinheiro que o país atravessa ou o tempo de transição para a nova situação? Depois dizem que não iriam gerar uma maioria, mas quem garante isso? Nas últimas eleições não saiu nenhuma maioria de nenhum partido, mas obteve-se uma maioria na assembleia da república através da coligação de dois partidos. O que impedirá que hoje se atinja essa situação com os mesmos ou com outros partidos?
Continuamos a defender que as eleições serão a única forma de legitimar um governo, sufragariam a vontade dos portugueses perante a difícil situação atual e as propostas dos partidos candidatos. Hoje a possibilidade de mentir está muito reduzida os portugueses estão mais esclarecidos e atentos às condições e nuances da crise. Seria assim legitimada a atuação do futuro governo e aceites as propostas para solucionar a situação difícil em que nos encontramos.
Ao que parece o Eurogrupo vai alargar o prazo de pagamento da divida à troika por mais sete anos, entenda-se daqui que os prazos de vencimento dos empréstimos concedidos pela, troika andarão sete anos para diante no calendário, tal não baixa em nada o endividamento, mas dá alguma folga à tesouraria que se tornaria já incomportável em 2016 e teria outro cataclismo em 2021. Seria impossível liquidar esses valores de stock de divida nessas datas, portanto só por esse facto já fez alguma coisa este governo neste últimos dez dias, onde tirando uns discursos infelizes do primeiro-ministro e um despacho que de todo não entendemos, aliás como muita gente mesmo do PSD, do ministro Gaspar, o restante tempo foi completa inatividade governativa.
Só para que se esclareçam os leitores, ficam 130MM€ por negociar porque estão nas mãos de outros credores. Alguns, soube-se também hoje, apenas com fins especulativos. O tal sucesso da ida aos mercados pode não ser assim tanto sucesso. Foi a ir livremente aos mercados que chegámos à condição de ter de pedir ajuda e aumentámos violentamente a divida. Se formos aos mercados financiar-se apenas para pagar a dívida já existente nos prazos contratados e sempre somando juros aos já pagos, vamos por um caminho sem volta e sem possibilidade de solver a situação.
Perante a nomeação como ministro de Poiares Maduro, dizemos também que mesmo essa não parece ser uma decisão consensual, já que o ilustre senhor dizia ainda na semana passada que se calhar a solução era um governo de iniciativa presidencial e admitia também outras interessantes consequências perante a decisão do TC que podem ler-se no seu facebook.
Ver Post de 05/04/2013 na sua página do facebbok
Será a continuação do desnorte? Por que razão hoje o primeiro-ministro falou dez vezes no senhor ministro da economia? Quererá o perdão dele por lhe ter retirado capacidade decisória? Seja o que for tratou-o com muito cuidado.
PERANTE ESTA ACALMIA MAS SABENDO QUE O FUTURO NESTE CAMINHO SERÁ DIFICIL, CONTINUAMOS A ACHAR QUE O GOVERNO DEVERIA DEMITIR-SE E SUJEITAR-SE A ELEIÇÕES.
NÃO TRARIAM AS ELEIÇÕES CUSTOS SIGNIFICATIVOS MAS PODERIAM DAR UMA NOVA ESPERANÇA A ESTE POVO DESTROÇADO E UM NOVO IMPULSO AO PAÍS.

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Poiares Maduro, a sua visão antes e a dúvida sobre o que virá depois.

Soubemos hoje que Poiares Maduro vai ser ministro com uma parte das responsabilidades que antes cabiam a Miguel Relvas. Esperemos que a sua atuação na governação tenha a mesma objetividade que tinha o seu ideário antes de ser ministro.
Vimos uma entrevista sua no programa da sociedade das nações da SIC noticias, durante a segunda quinzena de janeiro, embora com colagem formal a um partido do governo o PSD, tinha ideias cristalinas acerca da falta de democracia deste sistema de governação europeu e ao qual os estados da união se têm de sujeitar. Entendia-o assim como a causa maior da crise.
Veja aqui a entrevista
Não teceremos considerações acerca da pessoa, que achamos excelentemente formada e de grande valor académico. Concordamos quase intrinsecamente com o que dizia neste programa na televisão, em que não defendia nenhuma linha politica que esteja condicionada a alguma formação partidária ou até colada a qualquer ação governativa.
Apontamos para a sua direta responsabilidade no relatório que entregou na UE e que o vinculará também daqui para diante, independentemente de estar no governo ou fora dele. Defende nesse relatório com o titulo “Uma nova governação para a UE e para o Euro, Democracia e Justiça”, que os estados não têm mecanismos para obstaculizar a determinados comportamentos de certo tipo de interesses dos capitais e que possam corrigir os desvios democráticos por eles introduzidos na governação dos estados. A assunção da falta de democracia no modelo europeu já nos parece um bom princípio de análise, admitindo que a falta de democracia advém da falta de controlo europeu sobre uma serie de interesses, nomeadamente sobre os movimentos de capitais. Veremos o que dirá daqui em diante.
Entendemos ainda o seu entendimento pela situação que o acórdão do TC causaria na vida de alguns portugueses, nomeadamente os funcionários públicos e a sua colagem ao discurso de Vital Moreira, embora de todo não entendamos que algo menos que 1000M€ possa causar uma enorme hecatombe na nossa execução orçamental, compare-se com o desvio do ano passado, quatro vezes maior, ou mesmo com o desvio da execução deste ano no 1º trimestre. Damos o benefício da dúvida a este senhor sem lhe reconhecer colagem a interesses instalados, mas também sem lhe conhecer experiência política.
Por incrível que possa parecer, numa coisa concordamos com ele, terá de ser mais integração e a mutualização da divida, por todos os estados europeus, como explica que se passa nos EUA, que será a solução. Explica também a falta de capacidade das empresas portuguesas por uma questão de financiamento e de diferenciação negativa em relação a outras empresas europeias com melhores condições de financiamento, também nisto estamos maioritariamente de acordo. Veremos se agora daqui em diante não defenderá apenas o bom aluno, por uma questão corporativa de defesa do discurso politico do governo.
Concluímos que nos parece uma pessoa bem formada, de grande capacidade técnica além de ser cordato em termos de discurso. Esperamos que estas características se não alterem por ser ou não ministro. Que se não esqueça das frases em que dizia que o estado não tem escolha possível para evitar algumas das situações que hoje se poem perante o quadro de governação europeia. Referia-se ao deficit democrático, com o qual nos alinhamos. Que não venha agora depois disto, também na linha deste governo, continuar a culpar o Sócrates por tudo o que está a correr mal.
Defende também que os cidadãos precisam de escolhas perante determinadas situações e decisões. Será que isto não pode desde já ser transposto para a atual situação governativa do país? E ainda que contra os interesses europeus se dê aos portugueses a escolha de quem quer a determinar os destinos deste desgraçado país, nesta situação de calamidade económica? Ficam estas questões para reflexão futura e depois de alguma atividade governativa deste senhor ministro.
EMBORA ACHANDO QUE ESTE GOVERNO JÁ SE NÃO ENDIREITA COM REMODELAÇÕES, SE ELAS NÃO LEVAREM TODOS EMBORA, A FICAREM, ESPEREMOS QUE ESTE SENHOR TENHA UM BOM DESEMPENHO. BOM, PIOR QUE O DO SEU ANTECESSOR SERÁ DIFICIL.
10-04-2013

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