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PS e a sua moção de censura.

Agora é que de todo não entendemos mais isto. Este PS tem atitudes que se não podem entender, ou podem, mas apenas à luz dos interesses partidários e de política dirigida, usuais nas esclerosadas estruturas partidárias.
Hoje a CDU apresentou uma proposta na AR para ser votada e onde se convidava o governo a demitir-se. Logo o PS pela voz do deputado Lacão se demarcou da possibilidade de votar essa proposta favoravelmente e informou que votariam contra e assim alinhados com os previsíveis votos dos partidos da coligação de governo. Bonito mesmo era o CDS votar alinhado com a CDU, coisa que se não vislumbra, mas teria contornos surreais.
Ora pois o PS hoje anuncia votar contra uma proposta da CDU para que o governo se demita, mas amanhã apresenta a sua moção de censura, em teoria com o propósito de fazer cair o governo e justificando-a com a “pré-ruptura social” e com uma contundente e pouco séria frase de “basta de sacrifícios”, além de que afirma que “o país assim não vai lá” e que “são só falhanços” as ações deste governo.
Não deixa de ter razão nas motivações o PS. Mas que atitudes são estas de busca de protagonismo político, quando o que se pretende, sabe-se agora, nos três partidos da oposição é que o governo se demita? Não seria melhor terem concertado posições e ou votarem todos a favor da proposta da CDU, que tal como a moção do PS, não terá efeitos práticos, apenas uma assunção de uma vontade política? Esta decisão legitimava o voto favorável da CDU e provavelmente do BE na moção de censura do PS e daria força à oposição e um desígnio comum à esquerda. Pois se agora a CDU votar contra ou se abstiver nesta moção, que antes pedia com insistência, mais não é que retaliar a tonta atitude do PS com outra tonta, mas legitima, atitude.
Querem ou não que o governo se demita os três partidos à esquerda na AR? Pois se querem não seria melhor unir-se e encontrar um caminho comum? Será com birras e demonstrações de pequenos poderes que chegarão ao interesse comum de derrubar o governo? Quando foi para chumbar o PEC IV do governo Sócrates, o PSD e o CDS não tiveram pejo em votar alinhados com a CDU e o BE, na busca de um desígnio comum, a queda do governo do PS. Será difícil agora manifestarem em conjunto a sua vontade, os três partidos da oposição?
De todo não entendemos estas movimentações políticas de interesse exclusivamente partidário e achamos mesmo que elas apenas descredibilizam aos olhos dos portugueses as soluções de governação e os partidos políticos.
Os deputados e os partidos em que militam ou nas listas de quem são eleitos, deviam ter posturas sérias e colocar os superiores interesses do país e seus cidadãos adiante dos interesses partidários e das buscas de protagonismo.
O que pretenderá o PS? Bom, sabemos que sonham com uma maioria absoluta, mas para já pensamos que podem desenganar-se, tal a pouca capacidade mobilizadora que têm demonstrado até aqui. Como tal, na linha que já ouvimos a deputada Isabel Moreira defender publicamente, deviam os três partidos de esquerda ou com conotação mais à esquerda, já que o PS não tem sido claramente um partido de esquerda, discutir e encontrar uma proposta de governação dentro do aceitável pelos portugueses onde os mais esquerdistas e radicais teriam de centrar algumas posições e os mais moderados do PS teriam de esquerdizar um pouco os seus capitalistas interesses. Já vimos em algumas autarquias que esse entendimento é possível e até com bons resultados.
Somos adeptos de uma solução de esquerda e que defenda a manutenção no euro, que defenda a manutenção na UE, que defenda o pagamento da divida, mas com uma clara renegociação de prazos e de juros. Poderiam até comprometer-se em ter deficit zero ou ser excedentários se a renegociação for bem feita. Sabemos que para controlar a divida temos de acabar com o deficit, temos de conseguir pagar o stock anual de divida sem recorrer a mais endividamento. Parece-nos básico que temos de cortar nos pagamentos anuais e uma das rubricas que se tornará intransponível é a da amortização da divida se os montantes a amortizar anualmente nos obrigarem a contrair mais divida sistematicamente para solver esses pagamentos.
O livre acesso aos mercados não é nem nunca foi a panaceia que resolve magicamente tudo. Pois não foi indo livremente aos mercados que construímos a ruinosa situação que temos? E não foi debaixo de um plano de resgate que continuámos a agravar a situação? O que tem sido este plano, se não um continuar a financiar de forma assistida o orçamento público, como se de mercados se tratasse? Apenas tendo controlado a taxa de juro para o tempo que dure a assistência.
Necessitaremos de consolidar a divida, e renegociar a sua liquidação para um período não inferior a 30 anos e com uma taxa de juro inferior ao crescimento expectável. De outra forma nenhuma política, por mais austera e fazedora de miseráveis, nos levará ao ambicionado fim, financiar-se livremente nos mercados a uma taxa de juro suportável e colocar o endividamento abaixo dos 60% admissíveis pela UE.
O QUE ESTARÃO, ESTES PASSARÕES DOS TRÊS PARTIDOS MAIS À ESQUERDA, À ESPERA PARA TENTAREM ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO CONJUNTA PARA ESTE MALTRATADO PAÍS?
SERÃO NECESSÁRIAS ALGUMAS MEDIDAS RADICAIS, MAS SE BEM EXPLICADAS, SERÃO BEM ACEITES PELOS PORTUGUESES, TALVEZ MENOS PELOS MAIS FAVORECIDOS ATÉ HOJE, MAS GENERICAMENTE TOLERADAS.

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Chegada da Primavera.

Porque já me cansa estar sempre a bater no mesmo ceguinho, a situação económica e social do nosso país, hoje deixo um poema de Torga que fala da chegada da primavera.
Não sem dar ainda assim uma alfinetada na causa politica e manifestar o desejo que também no ciclo das estações politicas se passe do penoso e duro inverno a uma mais solarenga primavera. Embora sabendo que também ela terá nuvens e borrascas, esperamos que traga também algumas tardes de sol e manhãs mais claras, do que as que tivemos nestes dois anos de negro inverno comandado pelos endeusados Gaspar e Passos Coelho.

ANUNCIAÇÃO
Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.
Miguel Torga

Esperemos assim, que o pólen desta primavera faça cair tão enfermo e incompetente governo. Não interessa se por causa de alergia ou pior maleita, importante é que seja qual for a causa, assunção da incompetência, chumbo do constitucional ou horríveis resultados da execução orçamental do primeiro trimestre, se vão de vez e não voltem tão depressa.
NÃO PODERÁ HAVER INSTABILIDADE POLITICA PIOR QUE AS POSIÇÕES RIDICULAS QUE OS MINISTROS, SEC. DE ESTADO E OUTROS COLABORADORES DO GOVERNO TÊM TOMADO OU AFIRMADO.
AGORA RESOLVERAM ESQUECER TUDO O QUE DISSERAM PARA TRÁS E DIZEM QUE O QUE ANTES ERA O SEU PROGRAMA DE GOVERNO, ESTÁ MAL CONCEBIDO E NÂO PRODUZ OS EFEITOS PRETENDIDOS. DEMORARAM DOIS ANOS A PERCEBER? SERÃO BURROS OU DE COMPREENÇÃO LENTA?

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Gaspar os seus disparates e o tentar de novo enganar-nos. Isto já irrita.

De novo, hoje, o nosso ministro Gaspar vai ao parlamento, palrar umas coisas para tentar agora enganar os deputados além de todos os portugueses. Como é mau para nós leva com esta foto caricatural.
http://sicnoticias.sapo.pt/2066023
Esta gente continua a abusar da nossa paciência. Mas como podem só ter dado conta do feio e horrível desenho agora? Esta foi a sétima avaliação e os falhanços são enormes em todas as previsões anteriores, o respeitar dos “revistos deficits” foi sempre alcançado com recurso a medidas extraordinárias, como tal sem nenhuma consolidação. Ou não será?
Esta mais não é que uma desesperada tentativa de atirar as culpas para outros, no caso o anterior governo e a própria Troika. Mas não acompanhou este governo o plano de resgate desde o início? Não nomeou um negociador residente, o tal Catroga, para o influenciar? Não foi o único aplicador do memorando? O que pretendem agora com esta conversa, desculpar-se?
Parem senhores do governo, essa forma falsa de esconder a verdade no tempo do demónio Sócrates, era por todos, classificada de MENTIRA. Pois é o que estão os senhores a fazer, estão a mentir ao povo, para não terem de assumir a falta de capacidade em prever o que se passaria a seguir, aplicando um plano de resgate que defenderam intransigentemente. Ou já se esqueceram do famoso “ IREMOS ALÉM DA TROIKA” do primeiro-ministro?
Claramente o plano partia de premissas erradas, afirmaram-no os partidos de esquerda na altura, afirmação que apenas serviu para lhes colarem o rotulo de loucos e fanáticos do deita abaixo. Ou não foi assim? Também nós afirmámos algumas vezes, em vários escritos, que este plano e este tipo de políticas, apenas serviriam para nos deixar mais pobres no fim do resgate e devendo mais em termos de divida pública, sem ter alcançado nenhuns dos objetivos que se pretendiam.
Para corrigir a situação, temos de cortar efetivamente com estas políticas de proteção sempre dos mesmos, a banca e a alta finança à escala mundial. Os resgatadores tinham como missão apenas salvar os credores e desenharam um plano para isso. Foi sempre assim em todos os resgates do FMI, bastava verificar o que aconteceu em países resgatados, mas para piorar a coisa, agora nem tínhamos a ferramenta da desvalorização da moeda, como esses países antes intervencionados.
Para fazer o que fazem estes senhores, qualquer pessoa podia ser ministro, até o merceeiro da minha terra quando eu era criança, ele só tinha a terceira classe, mas entenderia sem dificuldade o que se passaria se cortasse nas compras, mantendo todas as despesas inerentes ao funcionamento, ou reduzindo-as de forma a ainda diminuir mais a capacidade de promover as vendas, do que já diminuiriam naturalmente pela baixa das compras. Espero que entendam a simplicidade do exemplo, pois foi tão só isto que fez este governo com o enquadramento da Troika é claro. Mas acredite-se ou não era possível fazer diferente dentro do tal memorando, mesmo sendo este mau.
O caminho correto era o defendido pelo Syriza na Grécia. Caminho que nós ansiosamente julgávamos vir a alcançar a governação, mas aí fomos nós que nos enganámos, os gregos tiveram medo perante as ameaças da europa Merkeliana, da falta de dinheiro para salários e pensões. Esse medo com que erradamente nos assustam também a nós cá no retângulo. Faltaria dinheiro, mas para pagar divida e juros, antes de faltar para o resto, por isso tinham tanto medo, esses zelosos e preocupados credores.
O QUE PODEM AGORA FAZER?
NÃO DIZIAM HÁ POUCO TEMPO QUE JÁ ESTAVAM CUMPRIDOS 2/3 DA CONSOLIDAÇÃO?
ISSO NÃO FAZIA DO PLANO DE RESGATE UM BOM INSTRUMENTO?
NÃO ESTÁVAMOS NO BOM CAMINHO?
O QUE MUDOU DE JANEIRO PARA AGORA?
NÃO ERA PARA SEGUIR CUSTE O QUE CUSTAR?
TERIAM LIDO O DOCUMENTO? SABERIAM FAZER AS CONTAS?
APENAS SEI RESPONDER À PRIMEIRA QUESTÃO, A RESPOSTA É SIMPLES: DEMITAM-SE
ESTA GENTE TEM DE IR EMBORA RÁPIDO, NADA É MAIOR INSTABILIDADE POLITICA QUE TER UM GOVERNO QUE TEM DE PRATICAR UMA DOUTRINA QUE ACHA ERRADA. VENHAM NOVAS ELEIÇÕES E LOGO SE VERÁ.

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Freitas do Amaral e a sua ideia sobre a situação.

Temo-nos frequentemente identificado com muitas das afirmações de gente que antes era da área do CDS, parece estranho mas têm dito coisas que não me ficariam mal a mim, comunista convicto. Falo de Adriano Moreira um mestre e um pensador da coisa com elevada cultura e moral superior, também falo de Freitas do Amaral, mesmo o Dr. Bagão Félix, todos da área da democracia cristã mas que têm usado frases que não envergonhariam Alvaro Cunhal nos seus períodos mais revolucionários, com a devida distância temporal.
Hoje mais uma vez ouvimos Freitas do amaral a dizer que, ou o governo muda de políticas ou o país tem de mudar de governo, afirmação com a qual concordamos inteiramente se o sentido for o literal, coisa na qual não acreditamos.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=100729
O mal da afirmação é que a seguir se complementa com a necessidade de ter outro governo, mas também diz que tem de ser da mesma área politica. Pois aí é que começa a nossa divergência, nesta área política mesmo no PS não se vislumbra outra política ou outro modelo político.
O que necessitamos, é claramente outro modelo político e esse só pode ser à esquerda, muito à esquerda, sob pena de não produzir efeitos por não se demarcar do que temos tido até aqui. Para recentrar a política temos de apontar muito à esquerda, vejam-se os ganhos do 25 de Abril, virámos tudo à esquerda para 35 anos depois estarmos no liberalismo completo. Cremos que agora se voltarmos à esquerda faremos o caminho semelhante e de novo daremos aos mais pobres e aos trabalhadores melhores condições.
Somos de esquerda e gostávamos de ter uma distribuição de riqueza à esquerda e uma produção grandiosa executada em cima de voluntárias e democráticas políticas de esquerda, mas sabemos que pela mentalidade dos europeus ou mesmo da humanidade, essa decisão raramente se encontra voluntariamente e até hoje não temos nenhum estado verdadeiramente comunista que lá tenha chegado democraticamente, ou mesmo que verdadeiramente tenha existido por periodos que dêm significado ao comunismo.
Perante a constatação anterior, resta-nos a esquerda possível e que será o atual socialismo democrático vulgo social-democracia. Esse modelo com estado forte e para o qual os cidadãos contribuem de forma satisfeita com os seus impostos, por saberem que são compensados com serviços públicos de grande qualidade e abrangência. Esse modelo que encontramos nos países nórdicos.
Mas se temos um carro a deslizar para um lado constantemente por ter perdido a aderência, só podemos voltar a colocar o carro a andar a direito, forçando-o a deslizar para o outro lado, isso a nós parece básico e quase física ou matemática. O nosso país neste momento é esse carro, desliza violentamente para a direita e precisamos de forçar violentamente para a esquerda para ficar centrado com a faixa correta.
Como tal Dr. Freitas do Amaral, não acreditamos em paninhos quentes para curar maleitas profundas, isto já só lá vai com antibióticos bem fortes. Nem no PS de hoje, encontramos gente, ou fórmula química, capaz de parar o deslizamento do país para o empobrecer da maior parte dos cidadãos ou da distribuição quase feudal da riqueza.
RECONHECEMOS BOA VONTADE NAS AFIRMAÇÕES DO DR. FREITAS DO AMARAL, O PIOR É QUE NÃO ACREDITAMOS NA BONDADE DA SUA SOLUÇÃO.
ESTA EUROPA NECESSITA DE UM ABALO FORTE NO SISTEMA, SOB PENA DE PASSAR A CONFISCAR BENS, COMO NOS DEPOSITOS DO CHIPRE, COISA TIPICA DAS DITADURAS DA ESQUERDA NA UTOPICA DEFESA DO GRUPO, SÓ QUE AGORA NA CLARA POSTURA FEUDAL DE DEFENDER APENAS UMA CLASSE, OS MERCADOS E A ALTA FINANÇA.
ONDE PARARÁ ESTA ESTRATÉGIA CRIMINOSA DA CHANTAGEM DOS MAIS FORTES SOBRE OS MAIS FRACOS, SEMPRE NO CLARO INTUITO DE SALVAR OS MAIS RICOS E PODEROSOS.
ASSUMAM ENTÃO CLARAMENTE ESTA CRIMINOSA ESTRATÉGIA E POLITICA ,DE CLARO PRIVILÉGIO DOS MAIS FORTES, DANDO AOS OUTROS, OS MAIS FRACOS, A CLARA MOTIVAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO PARA PEGAR NAS ESPINGARDAS.
VIVA A URGENTE REVOLUÇÃO.

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Fernando Nobre e a sua capacidade de entender a realidade.

Este senhor fez triste figura, quando concorreu às eleições presidenciais contra Alegre e ajudando Cavaco, depois fez de novo triste figura quando concorreu nas listas do PSD por lisboa e se candidatou a presidente da AR, perdendo, fazendo má figura e saindo do cargo de deputado para o qual havia sido eleito.
Mas tudo o que atrás dissemos dele, não invalida que tenha uma obra meritória atras de si e seja uma figura incontornável da nossa sociedade, mesmo um altruísta convicto e um ser de qualidades pessoais indesmentíveis, em resumo um benfeitor e um praticante de solidariedade voluntária. Equivocou-se ao meter-se na vida política, hoje controlada por profissionais da coisa e que se não compaginam com ingenuidades e altruístas vontades de desapegadamente ajudar terceiros. Hoje nenhum político está na arte por altruísta vontade, está para se catapultar para ganhos e proveitos que de outra forma nunca alcançaria.
Toda a descrição atrás feita se prende com a entrevista dada por ele e da qual deixamos o caminho no ciberespaço na ligação abaixo:
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=71213
A nós parece-nos que a sua capacidade de avaliar e de entender a realidade voltou, depois de se ter perdido quando se colou ao atuais governantes e até concorreu nas suas listas. Será a sua ingenuidade e saudável falta de preparação politica, digo-o como elogio claro e não como negativa avaliação, a causa de tal erro estratégico. Que isto fique bem claro, temos por ele a maior das admirações, o que de todo não entendi foi a sua colagem a esta gente que hoje nos governa e que contraria todo o seu anterior percurso de desapegada ajuda aos mais necessitados e de constante solidariedade com os mais desprotegidos.
Gostamos particularmente do último parágrafo/resposta na entrevista em que nos revemos completamente e que mais uma vez revela a sua ingenuidade ao pensar que um ultraliberal como Pedro Passos Coelho poderia aceitar as medidas que defende Fernando Nobre como boas, se calhar não o ouviu quando falou do salário mínimo no último debate quinzenal.
Será entendível a sua necessidade de tentar esconder o erro colossal que foi concorrer nas listas de um partido que já nada tem a ver com social-democracia e encontrar na honestidade intelectual de Passos Coelho, que nem pomos em causa, a desculpa para tal tiro no pé.
A entrevista até revela que o homem não seria um presidente pior que o que temos, pelo que retiramos dela, percebemos que conhece as responsabilidades do cargo e que tem uma visão crítica da atitude deste presidente, que apenas se tem tentado por em bicos dos pés e autoelogiar-se, alem de não defender nunca a constituição, se não formalmente, pelo menos em termos morais.
Em termos práticos já se vê que o homem sabe o que se passa e percebe o que está errado, também sabe o que é desejável, só precisa mesmo de deixar de acreditar que esta gente que nos governa é capaz de mudar a coisa.
SERÁ POR TERMOS TANTA GENTE INGENUA NA NOSSA SOCIEDADE QUE TEMOS OS POLITICOS QUE TEMOS?
SERÁ POR SERMOS UM POVO DE GENTE BOA E HUMILDE QUE NOS DEIXAMOS ENGANAR POR PESSOAS COMO AS QUE NOS GOVERNAM?
SERÁ QUE SALAZAR TINHA RAZÃO QUANDO DIZIA QUE NÃO PODIAM EXISTIR ELEIÇÕES LIVRES PORQUE O POVO NÃO SABIA ESCOLHER?
QUANDO REPARO QUE GENTE DE FORMAÇÃO SUPERIOR COMO FERNANDO NOBRE, RESPONDE DE FORMA TÃO INGENUA, A TODAS AS PERGUNTAS ANTERIORES ME APETECE RESPONDER SIM.

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O grande pacote de apoio de Mota Soares para combater o desemprego.

Esta gente do governo, ou anda doida ou quer fazer de nós doidos. Este ministro, o da vespa que passou para um Audi de 86.000€, não que seja isso que o faz má pessoa, quer enfiar o Rossio na Betesga.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=100521
O que queremos nós dizer com isto? Apenas que ele veio para as televisões anunciar um espalhafatoso programa de criação de emprego de 10M€. Eu ia com o meu filho no carro quando ouvimos a notícia, ora ele o meu pequeno com 14 anos apenas, achou o máximo e até fez rápido as contas perante o escutar do numerário milhão. Calculou erradamente de cabeça, vai calhar um milhão a cada português, resultado que me apresentou sob a forma de questão.
Tive de lhe responder de forma a acabar com o seu sonho momentâneo, não, se dividires esse valor por todos os portugueses calha 1€ a cada português, não um milhão.
Resposta pronta do pré-adolescente: “ isso não vai dar para nada”. Ora aí está a conclusão acertada perante a apresentação deste programa. Perante isto quem quererá enganar o senhor ministro, até um menino de 14 anos percebe que isto não dá para nada, ou é mesmo só tonto, o sr.ministro, e acha que isto serve para fazer alguma coisa em termos de criação de emprego?
O que pretenderá fazer ao dizer que pensa criar emprego no interior e nos locais com desemprego mais elevado? Diz que quer lançar 80 projetos de emprego social com este programa, desenvolvendo-os com as autarquias e com as instituições sociais. Se distribuir por 80 este valor calhará 125.000€ a cada programa de criação de emprego. Devem imaginar os meus pacientes leitores que isto será a forma de resolver a taxa de desemprego de 18% que temos. Seria engraçado e faria rir se o caso do desemprego não fosse tão sério.
Para termos um referencial, amanhã a esta hora a divida será maior 53M€ e este programa será cinco vezes mais pequeno que o que nos endividamos de um dia para o outro. Estes ministros caíram no pior das governações, a publicidade mentirosa e a manipulação dos cidadãos.
NÃO, NÃO SOMOS TODOS BURROS, ALGUNS TIVEMOS DIREITO A ESCOLA GRATUITA E APRENDEMOS AÍ A FAZER CONTAS E JÁ NÃO É FÁCIL ENGANAR-NOS.
APRESENTEM PROGRAMAS DE CRIAÇÃO DE EMPREGO SIM, MAS DE DIMENSÃO CAPAZ DE TER CONSEQUENCIAS POSITIVAS. SE FOR 1.000M€ TALVEZ SE CONSIGA BAIXAR A TAXA DE DESEMPREGO 2 OU 3 POR CENTO.

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A alegria de morrer saudável.

Hoje logo pela manhã escutámos o Sr. ministro das finanças, num exercício linguístico bem desenhado, com as palavras muito escolhidas, mas que apenas tentou explicar o inexplicável.
Deixo abaixo um link com os desvios do Sr. ministro, que embora critique a semântica apenas a ela recorre para justificar os desvios colossais às suas previsões.
http://expresso.sapo.pt/os-varios-tiros-ao-lado-de-gaspar=f793830
Esta gente ou acha que os portugueses são todos burros, ou então é mesmo incapaz e acha que tem razão. Apenas são surpreendidos pelos condicionalismos externos e pela incapacidade dos cidadãos, causas únicas da desgraçada situação que temos e todos os dias agravamos.
O ministro Gaspar, apenas veio vomitar números e tentar enquadrá-los de forma a que a qualidade do pacote esconda a falta de qualidade do produto. Ou seja todos os indicadores são maus, mas se os dissermos de forma bonitinha, ninguém nos vai acusar de nada.
Pois desengane-se Sr. Ministro Gaspar, ninguém já acredita no que o Sr. e o seu primeiro-ministro dizem. Tudo é diferente do que dizem e nunca acertam numa previsão. Bem sei que a culpa agora é da situação externa, só quando o demónio Sócrates usava esse argumento é que ele não era valido. Para tal iluminada gente, não só é valido, como é causa única.
Temos também um tal de Frasquilho, que vem dizer que a culpa é do memorando, que o tal instrumento é que é o causador da desgraça, parecendo que o PSD e o seu ilustre Catroga o não condicionaram e apregoaram como seu e de qualidade superior. Mas não era até preciso ir além do memorando, custe o que custar? Ou acham que o Zé Povinho já se esqueceu disso?
Também não era o que diziam, os não assinantes, do tal documento, esses perigosos esquerdistas? Parece-me que então eles foram os únicos que viram o que ia acontecer, pois recusaram-se a assinar achando que era efetivamente mau. Porque então foram tão criticados?
Esta gente que nos governa, além de incompetente, é gente de mau carater, pois não contentes em fazer asneira ainda tentam enganar-nos.
Ufanos ainda dizem que 2/3 do ajustamento estão feitos e que por isso ganhámos credibilidade, e poderemos voltar aos mercados. Mas a divida continua a aumentar a um ritmo assustador e o PIB a diminuir a olhos vistos e sempre mais do que as estimativas do governo. Se esta gente quiser podemos ensinar-lhes uma forma de num só mês equilibrar tudo em termos de constas públicas, pode é acontecer o mesmo que ao burro do espanhol, quando já estava habituado a não comer é que morreu.
E o Sr. Presidente da República? Esse veio agora com ar de mau, acusar as instituições europeias e outras da culpa da situação. Nunca é o governo, ou ainda o não admitiu. Será que já esqueceu o que escreveu no último prefácio? Ou estará mesmo senil? Pode ainda ter alinhado na ideia do governo e também querer passar um atestado de atrasados mentais aos seus concidadãos.
Dizem-nos que apenas em 2040 poderemos ter as contas em termos de divida em limites aceites no pacto de estabilidade e crescimento da UE. Em 2020 ainda teremos uma divida superior à que deixou o Sócrates, será ainda culpa dele? Se calhar vai ser toda a vida culpa dele. Também é, mas não é só. Se a Europa não mudar de rumo acontecerá o que dizemos faz muitos anos. A revolta social estará eminente.
GOSTO DA IDEIA DE FAZER TUDO O QUE FOR PRECISO PARA AJUSTAR A ECONOMIA, MESMO QUE ISSO DESTRUA O PAÍS.
TAL COMO O IDOSO QUE FOI AO MÉDICO E PERANTE OS RESULTADOS DOS EXAMES, ONDE TUDO ESTAVA OTIMO PARA A SUA IDADE, EXCLAMA: “GRAÇAS A DEUS VOU MORRER SAUDAVEL”. COMO SE PARA MORRER SEJA IMPORTANTE ESTAR OU NÃO SAUDAVEL.

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Chefe de estado-maior das forças armadas visita Belém. O que terá dito?

Soubemos hoje, por anúncio na página da presidência da república no facebook, que o CEMGFA, visitava o Sr. Presidente da República.
Depois lemos no Expresso, que este Sr. General, havia levado os problemas para Belém.
http://expresso.sapo.pt/chefe-das-forcas-armadas-leva-problemas-a-belem=f793620
Ao Sr. Presidente, numa atitude rebelde, comentámos na página da presidência o seguinte:
“Podia e devia o Sr. General, avisar o Sr. Presidente, que os militares têm uns paus que trovejam e que caso esta gente sem escrúpulos que nos governa, continue a carregar nos mais pobres nos trabalhadores e reformados, e também nos militares, podem ser usados, esses tais paus que trovejam, na tentativa de repor algum equilíbrio social. Talvez assim o Sr. Presidente percebesse que a forma discreta com que tem tentado promover consensos não tem tido profícuo desempenho.”
Pois este é o sentimento que temos em relação ao estado do país. Estamos mal e sem perspetiva de melhoria, tal a calma e a descrição com que o Sr. Presidente trata estes assuntos. Temos para nós que a chamada ao palácio de Belém, mais não é que uma tentativa de acalmar as hostes militares, e tentar que os que apelaram à participação na manifestação de dois de março se não ponham a gritar muito.
É a tal forma de exercer o magistério de influência de que fala o Sr. Presidente no último prefácio. Controlar e calar o pessoal descontente, para que a coisa vá calmamente até ao final do mandato do Sr. Presidente. Ainda que 30% dos portugueses estejam abaixo do limiar da pobreza. O que será razão suficiente para o Sr. Presidente sair do conforto do palácio e ajudar a inverter a situação? Bem sabemos que o Sr. Presidente está calmo e tranquilo, mas olhe que os seus netos não Sr. Presidente, olhe que eles não vão receber 10.000€ de pensões, pense nisso.
Esta paz podre, pela qual tem pugnado o Sr. Presidente vai acabar mal, com um país destroçado, para usar as palavras da sua ex-ministra Manuela Ferreira Leite, com a população em estado de revolta e com a economia num estado impossível de recuperar em menos que duas décadas. Será isso que quer deixar como marca para a história da sua presidência? Pois vai ser se não tomar medidas.
Achamos a convulsão temporária preferível ao empobrecimento constante da população, ainda que calmo e tranquilo. Não há parto sem dor Sr. Presidente, pelo menos se for natural e sem anestesias.
Vou usar uma frase da qual não conheço o autor, para avisar que tarde ou cedo a coisa tem de mudar:
“ Podemos enganar todos algum tempo, também podemos enganar alguns todo o tempo, mas será impossível enganar todos todo o tempo.”
Pois julgamos assim que a situação não poderá manter-se muito mais tempo e o Sr. Presidente terá de mudar de atuação e passar a ser mais interventivo sob pena de vir a ser recordado como alguém que ajudou o país a regredir décadas.
Também não nos tranquiliza a resposta do PS ao repto da CDU, pois não parece querer derrubar o governo. De que terá medo o inseguro Seguro? De governar? Ou estará caladito em fiel obediência ao Sr. Presidente por, haver com ele, acordado alguma coisa que os portugueses desconhecem? Talvez lhe tenha explicado que deve deixar governar estes e sem alarido será o novo primeiro-ministro. Será o que espera o inseguro Seguro? Se assim for será mais um para levara o país à desgraça.
A VONTADE DO CAMARADA JERÓNIMO PARECE-NOS MUITO ACERTADA, ADMITIR A VONTADE DE ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO À ESQUERDA, SE O PS CONCORDAR EM PEDIR A DEMISSÃO DESTE CRIMINOSO GOVERNO.
O QUE QUER ESTE PS?

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O novo Papa,o seu Franciscanismo ou a ligação à ditadura militar Argentina.

Hoje tivemos a escolha pelo conclave Cardinalício do novo sucessor de São Pedro. É um argentino, o que nos tempos que correm, nos parece por principio bem. Fugimos ao habitual europeu e ao politicamente correto, escolhendo alguém que vem de uma cultura diferente e de um país que se debate faz anos com enorme pobreza e com os abutres da finança mundial.
Agrada-nos a ideia de ser um jesuíta e pouco adepto de mordomias, agrada-nos que de forma não inocente tenha escolhido o nome de Francisco para usar como Papa. Os Franciscanos fazem voto de pobreza, vivem despojados de valores materiais, fazem da palavra e da moral as suas pedras basilares de vivência. Estas deviam ser as duas causas maiores da natureza humana, bons ensinamentos e frugalidade nos consumos, a bem da humanidade e do planeta.
Depois há sempre alguns que levantam suspeitas e fazem colagens, pois seja, até pode ter já cometido alguns erros de abordagem e de análise em algumas ocasiões, mas se agora vier por bem, que seja então bem-vindo. Mas ao que parece de todas as vezes que se tentou colar o homem à ditadura militar de direita, nunca ninguem apresentou provas disso, assim sendo, que se calem essas vozes fazedoras de discórdia.
Devia começar por dar exemplos de frugalidade e dispensar as mordomias comezinhas e usuais nas Vaticanisses, roupas que custam fortunas, anéis e sapatos vermelhos de milhares de euros o par, e outras ritualizações interiorizadas e que tornam ridículos os discursos de moderação e solidariedade próprios da condição religiosa.
Seria bom, também a bem da moral, que ajudasse a dissipar as nuvens negras que pairam sobre a moralidade da governação no Vaticano e que se deixasse de falar em saunas gays ou hétero no seio da igreja. Se deixasse de falar em abusos sexuais efetuados por sacerdotes, embora antes de mais lhes reconheçamos a condição humana e como tal as fragilidades a si inerentes. Também a nós nos parece que o empolar da questão em relação à igreja católica é demasiado, já que a percentagem de casos de abuso em relação ao número de sacerdotes é mínima, mas apenas um caso já seria demais. Deve pois a igreja ajudar no cabal esclarecimento de todos os casos que venham à discussão.
PARECE QUE VIVE NUM APARTAMENTO PEQUENO E RECUSOU AS MORDOMIAS CONCEDIDAS A QUEM OCUPA A SUA POSIÇÃO NA HIERARQUIA RELIGIOSA. PARECE QUE GOSTA MAIS DE ANDAR DE AUTOCARRO QUE DE AUTOMOVEL COM MOTORISTA PARTICULAR.
ESPEREMOS QUE ENSINE ESSAS REGRAS A UNS QUANTOS CRISTÃOS E CATÒLICOS QUE APREGOAM A DOUTRINA MAS NUNCA A PRATICAM. REFIRO-ME A UNS QUANTOS BANQUEIROS, EMPRESÁRIOS E OUTROS FREQUENTADORES ASSIDUOS DAS CAPELAS, MAS QUE ATUAM COMO QUE A MANDO DOS VENDILHÕES DO TEMPLO.

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As possíveis coligações autárquicas à esquerda.

Sabemos que o PS enviou, ontem, uma carta aos partidos mais à esquerda com a possibilidade de coligação com o BE e o PCP, na tentativa de ganhar as autarquias governadas pelo PSD ou CDS.
Veremos quais as possibilidades de entendimento entre estes partidos, que recorde-se até já aconteceu entre PS e PCP em Lisboa, com resultados muito satisfatórios.
Quanto a nós, claramente gostaríamos de ver esta coligação de esquerda alargada a todas as autarquias e ao governo que resultar das próximas eleições. De acordo com o que já ouvimos defender à deputada independente nas listas do PS, Isabel Moreira, e essa sim parece-nos ser a solução para os problemas da nossa economia e da nossa sociedade.
Todos teriam de fazer cedências, mas nem seriam assim tantas, vejam-se as autarquias governadas pela CDU e a que regras se sujeitam e que tipos de diferenças se encontram na governação dessas autarquias. Concluir-se-á que poucas ou nenhumas, apenas privilegiando alguns aspetos em relação a outros, mas tudo dentro da normalidade democrática.
Todos são partidos democráticos, com ideais de esquerda na sua génese. Tendo apenas o PS a dura tarefa de conjugar essa sua matriz de esquerda com um memorando de raiz claramente ultraliberal, que também assinou. Mas terá de ser, a realizar esse exercício de contorcionismo politico, que o PS deverá convencer os possíveis parceiros à esquerda que pode mudar muitas coisas que estão a prejudicar os trabalhadores e os mais pobres.
Se alguém tem responsabilidades na atual situação do país, esses serão apenas os que governaram até hoje, o PSD/PS/CDS, não se podendo atribuir responsabilidades a mais ninguém do espetro político nacional, pois nunca foram parte integrante de nenhum governo.
Seria bom que nas próximas eleições os dois partidos da esquerda, BE e CDU, tivessem mais que 25% dos votos expressos, para com isso condicionarem claramente a formação do governo. Não cremos que num país de anticomunismo primário, tal seja possível para já. Teremos ainda de sofrer mais um pouco ou até chegar à fome e pobreza profundas para as nossas gentes perceberem que temos de cortar radicalmente com determinados caminhos e procedimentos e que será nas políticas de esquerda que a classe média e os mais pobres encontrarão de novo algum apoio e bem-estar.
Temo que o radicalismo de algumas posições do PCP, tenha apenas como fito o ser eternamente oposição. Se recusa sistematicamente qualquer entendimento com o PS ou mesmo com o BE, nunca chegará a ser governo, por falta de apoio suficiente dos eleitores. Gostávamos de ver alguma moderação na radicalidade do PCP e a assunção da vontade de querer integrar uma solução governativa à esquerda, não partindo de extremadas posições que impedem de imediato tal entendimento com os outros dois partidos.
Bem sei que a bem da honestidade intelectual, não podem mudar radicalmente a sua filosofia política, mas podem tentar o tipo de entendimentos mínimos para coabitar na governação quer das autarquias quer mesmo no governo do país. Também o PS terá de fazer cedências e afastar-se um pouco do centrão causador da nossa atual situação.
SÓ ENCONTRAREMOS O RECENTRAR DAS POLITICAS E O REGRESSO A ALGUM BEM-ESTAR SOCIAL, NO VIRAR À ESQUERDA DAS NOSSAS GOVERNAÇÕES. AINDA QUE SEJA APENAS PARA DEVOLVER ALGUMA DIGNIDADE AOS TRABALHADORES E AOS MAIS POBRES.
ESPERAMOS ASSIM QUE O APROXIMAR DESTES TRES PARTIDOS SEJA POSSIVEL E QUE IMPERE O BOM SENSO ENTRE OS SEUS DIRIGENTES. A IDEIA DE TER UM GOVERNO PS/PSD RESULTANTE DAS PROXIMAS ELEIÇÕES, ASSUSTA-ME DE SOBREMANEIRA E FARÁ COM QUE ACHE QUE ESTE POVO MERECE O SOFRIMENTO PORQUE PASSA.

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